Achei que o post de ontem não ia sair. Assim que acordamos, nos arrumamos — troquei os pijamas por outro conjunto de moletom tão confortável quanto — e saímos rumo à casinha dos meus sogros, para mais um churrasquinho de domingo. Ritual de alguns finais de semana que tenho apreciado cada vez mais.
Antes de sairmos, enquanto eu tomava meu café da manhã e Sarinha se arrumava sozinha porque agora eu tenho seis anos mamãe, parei o que estava fazendo para dar um abraço apertado no Toni. Grata por ele ser o pai e marido que é.
Não tinha me dado conta do quanto essa data, o dia dos pais, tinha se tornado estranha pra mim nos últimos anos até me pegar estranhando a sensação de ler posts de outras pessoas sobre seus amores e dores para a mesma data, ver stories carinhosos e saudados do pessoal lá na outra rede. É uma data que não tenho comemorado com a mesma animação há algum tempo, por motivos que não cabem trazer pra cá. Ainda que eu ache necessário registrar esse estranhamento.
Churrasco foi uma delícia, como sempre. Sogra fez até salpicão e mousse de maracujá. Demos boas gargalhadas conversando enquanto Sara corria pela casa com as primas.
Chegamos em casa lá pelas 16h, não foi difícil dormir no sofá considerando o frio e a barriga cheia. Fui ressuscitar lá pelas 20h enrolada na coberta que Sarinha jogou sobre mim. Até cogitei testar a missão dessa semana de postar em 15min pelo celular mesmo, mas o danado do estranhamento não me permitiu.
Lá pelas 22h, deitada para dormir novamente — comentei outras vezes que o sono tem sido uma questão por aqui —, já me preparava psicologicamente pra simplesmente desistir e aceitar que não teria post no dia 9. Resolvi dar um confere nos rascunhos, só pra ter certeza de que não tinha nada pronto. Pra minha sorte, tinha um post do Dear diary quase finalizado. Entreguei o pergaminho, pelo cedular mesmo, e pude dormir em paz.
Aquela coisa, foi um dia estranho com sentimentos estranhos por conta do peso da data, mas ainda assim muito bom por ser aproveitado com pessoas muito especiais pra mim. Que bom que cabe mais de um sentimento no dia, né?
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