15 setembro 2016

Bateu saudade, bateu amorzinho

Apesar da Piny ter surgido na minha vida lá quando eu tinha os meus 14 anos, só nesses últimos 2 anos é que realmente nos fizemos presentes uma para outra. Digo isso porque ela era mais da minha irmã do que minha e porque logo depois chegou o Samy, meu gatinho siamês.

Vejam bem, eu sempre fui muito mais fã de gato do que de cachorro. Sim, no passado. Agora eu queria todos bichíneos pra mim. Acho que toda aquela independência do Samy encaixava perfeitamente com a minha necessidade de espaço.

SAMY, 2009.

Os anos passaram, eu fui mudando, saí de casa e tanto o Samy quanto a Piny permaneceram na casa aonde cresci. Sendo que, mesmo quando retornei para casa do meu pai, não tive o mesmo contato que eu tinha antes de sair de lá. É como se eu realmente tivesse acostumado com todo aquele espaço.

Quem me fez retomar esse contato com eles foi o namorado, apesar dele sempre ter se considerado indiferente a bichinhos de estimação. O que é engraçado porque eu ainda não vi ninguém ter um carinho tão grande por uma cachorrinha como o namorado tem pela Piny.

Agora voltando para o fato de que, bom, nós mudamos com o passar do tempo, das fases, vamos amadurecendo [...] aquela necessidade toda de espaço foi passando e eu comecei a sentir falta de contato. Falta de contato com as pessoas, com o mundo ao meu redor, com os meus bichinhos.

O que me dói nessa história é que não tive tanto tempo pra fortalecer a relação que eu tinha com o Samy (que já era maravilhosa) porque tempo depois ele desapareceu. Era uma gato extremamente carinhoso com qualquer pessoa (acho que quando a gente vai envelhecendo, pessoa ou bichinho, fica mais carente) e muito provavelmente alguém acabou pegando ele para si. Ou pelo menos é o que eu prefiro pensar. Que depois desses 10 anos comigo, agora ele tá curtindo uma vida de rei com muito conforto e comidinhas gostosas no cafofo de outra pessoa. I miss u boy.

Com o baque do desaparecimento do Samy e com o incentivo do namorado, eu voltei a olhar mais pra Piny. Ela com seus 12 aninhos, ficando cega, com tumorzinhos crescendo e tudo o que ela queria era atenção. Nessa horas a gente se sente super lixo por deixa-los de lado sendo que eles não tem na-da a ver com os rumos que a vida da gente dá. Basta um cafuné pela manhã que o dia deles já tá ganho.

Cerca de um ano antes de eu me mudar para o meu atual cafofo, eu comecei a trazer a Piny de volta para o meu dia-a-dia. No meio da bicharada toda do meu pai eu decidi adotá-la de vez, no maior estilo amo essa catiorínea e vou protegê-la. Comecei tirando ela do quartinho dos gatos (que deixavam ela super estressada) (catiorínea meio anti social mesmo), coloquei ela comigo no antigo quarto que eu ficava quando morava na casa do meu pai, comecei a dar banho (muuuitos banhos), me oficializei mãe-humana dela.

Nossa relação foi se fortalecendo e quando decidi me mudar já de cara decidi que ela vinha comigo. Tanto que a primeira coisa que eu perguntava para quem estivesse locando um cafofo era se rolava levar bichinho de estimação junto. Podia ser o melhor cafofo, se não rolasse bichinho eu nem considerava. Até que eu achei o meu atual cafofo aonde eu sabia que ela seria bem vinda (a Babi, outra catiorínea que vocês já viram por aqui, é do dono do cafofo).

Hoje tem tanto da Piny na minha rotina que só de pensar em como seria sem ela já me dá um aperto no coração. Não é a toa que uma das coisas que mais me deixa aflita é pensar no momento em que ela deixará esse mundo e se mudará para o paraíso dos catioríneos.

Acho que no fundo os animais são como a gente. Eles sentem quando estão seguros, quando o espaço é deles, quando não há risco de serem abandonados. Isso dá paz pra eles. Nas nossas relações humanas isso nos dá paz também. Por que com eles seria diferente?

PINY, 2016.

Relações que são fortalecidas, contatos que se tornam necessários para ambas as partes. O que seria de nós duas sem o abraço de perna que recebo quando chego da aula e o carinho que ela recebe enquanto o rabinho balança freneticamente? Acho que uma versão mais vazia de nós mesmas.

É isso sabe, a vida fica muito mais leve quando a gente passa a enxerga-los de verdade, quando eles fazem parte das nossas vidas e a gente passa a fazer parte da vida deles. E tudo o que eles querem é um pouco de carinho, uma caminha quentinha e a barriguinha cheia. Em troca eles te dão todo o amor do mundo. Você pode estar no seu pior dia e eles saberão como te deixar melhor. Nem quando eles picotarem papel higiênico pela casa inteira você conseguirá ter menos carinho por eles. Mesmo que você se distancie, ainda assim eles estarão ali te esperando, ansiosos, cheios da saudade. Quando um bichinho te ama, ele te ama pra sempre. É um caminho sem volta.

Bichinhos sendo bichinhos né?

12 setembro 2016

This is my life and I love it

Eu tenho uma relação de carinho com a rotina. A ideia de reviver os mesmos (bons) momentos costuma me deixar com a alma leve, com o coração quetinho. Isso me dá a sensação de que cada dia foi vivido e que eu não deixei os dias simplesmente passarem. Até porque cada fase da nossa vida a gente vai acabar tendo uma lista de coisas para fazer sempre, repetidamente. O que nos resta é tornar isso o mais prazeroso possível ou simplesmente deixar que aqueles minutos/horas se tornem desgostosos. Não sei vocês, mas eu prefiro a versão mais alegrinha da vida. 

Aqui em casa, por exemplo, eu notei que depois de me mudar para o novo cafofo, algumas coisas que antes eram mais-do-mesmo acabaram se tornaram super prazerosas. Por conta disso e dessa minha mania de registrar e ficar revivendo momentos (até mesmo os que eu já revivo in real life toda semana) eu decidi compartilhar aqui uma listinha dessas coisinhas que eu gosto de fazer/vivenciar. Tabeim? Então tabeim.


  • — toda sexta/sábado eu dou banho na piny 
  • — quando a piny descobre que é dia de banho ela se esconde
  • — sexta é dia de jantar pizza (massa pronta, recheio por minha conta)
  • — sexta também é dia do namorado vir nos fazer companhia (que se estende até domingo a noite)
  • — sábado de manhã é dia de deixar o cafofo todo cheirosinho
  • — sábado também é dia de lavar roupa
  • — sábado/domingo o namorado sempre inventa algo na cozinha (sempre fica bom)
  • — de segunda a sexta, toda manhã, eu coloco o leite na leiteira (torço pra não derramar) e preparo meu cafézin solúvel
  • — quando vou dormir, levo a cama da piny junto comigo para o quarto
  • — quando acordo, levo a cama da piny junto comigo para a sala/cozinha
  • — no cômodo que eu estiver a piny estará (menos no banheiro porque ela acha que é dia de banho)
  • — quando chego em casa a piny sempre me recebe com abraço de perna e rabinho balançando
  • — sábado é dia de mercado e feira (dia de repor meu pequeno estoque de tangerinas)
  • — quase tudo eu congelo e durante a semana, antes de dormir, eu já tiro a minha refeição do dia seguinte (pão, bolo, arroz, feijão, carne, ...)
  • — sábado é dia de ler blogs enquanto assistimos o hobbit e o namorado joga video game/warcraft
  • — a piny costuma acordar entre oito e nove horas e exige que todos façam o mesmo, mesmo se for final de semana
  • — a piny dorme o dia inteiro (menos quando namorado e eu estamos comendo ou preparando algo)
  • — quando estamos comendo ou preparando algo, a piny não quer carinho, ela quer comida
  • — quando ela cansa de implorar por qualquer coisa que não seja ração, ela faz cara de tristeza e vai até o potinho de comida dela
  • — se a piny percebe que vou sair de casa, automaticamente ela encosta em algum canto na pose da vergonha/tristeza (mesmo pose de quando sabe que vai tomar banho)
  • — se ela faz caquinha e fica algum pedacinho grudado na bunda ela se esconde e fica morrendo de vergonha (só fica relax depois que a gente limpa ela)
  • — a piny não acorda quando tô lavando louça mas acorda com barulho de sacola (ela sempre acha que é pão)
  • — quando namorado e eu estamos comendo, a piny sempre pede comida pra ele (ela sabe que, por ele só passar três dias com ela, as chances dele negar comida são quase nulas)

Bom, por enquanto é isso. Parece que até a saúde da gente melhora quando os detalhes mais simples do nosso dia-a-dia se tornam tão prazerosos de viver. Como agora, por exemplo, que tô aqui finalizando esse post com a maior cara de boba apaixonada enquanto a Piny ronca super alto atrás de mim.

This is my life and I love it.

09 setembro 2016

Habemus meme escrito

Interrompendo a programação normal pra responder esse meme escrito por indicação da Adri, do Pequenina Vanilla, e da Isa, do E agora, Isadora?

A brincadeira consiste em responder oito perguntinhas a mão que é pra ver como que é a letra da pessoinha mesmo. So let's go.


Perguntinhas:

01. Qual é o seu nome?
02. URL do seu blog
03. Escreva: ‘The quick brown fox jumps over the lazy dog’
04. Citação
05. Música favorita (no momento)
06. Cantor/Banda favorita (no momento)
07. Diga o que quiser
08. Indique 3 blogs

 Pra entrar na brincadeira, indico: Luiza, do Piramides, Maria Emília, do Amor Plural e Iana, do blog Iana Lua.

© BMRTT
Maira Gall