menu
17.6.26

Ontem pela manhã fui para o quarto ler, tentar não ficar tanto na frente do computador, aproveitar o sol que bate logo cedo na cama. 

Li alguns poucos capítulos iniciais de A Canção dos Dragões Perdidos da Sarah A. Parker e fiquei me sentindo, não ironicamente, perdida em pensamentos em muitos momentos. Tudo bem que é a continuação de uma história já cheia de detalhes com uma construção de mundo diferente das romantasias no geral (e a minha memória do primeiro livro se perdeu aparentemente). Enfim, não era nem isso que eu ia falar exatamente. O ponto é, minha cabeça estava em outro lugar. O que não é necessariamente ruim.

Nesses últimos dias tenho estado com aquela sensação gostosa, que pode soar até meio tóxica pra quem me lê (perdão) e me vê sendo repetitiva, de gratidão à minha ordinária vida. Adoro soar contraditória quando na maior parte do tempo digo não ter muita paciência pra quem parece ser patologicamente grato o tempo todo, mas suspeito que não seja contradição sendo que os sintomas me parecem breves e estou sempre disposta a compartilhar reclamações. Grata pelo privilégio de poder ter juntado boas reservas, que me permitem escrever esse post com tranquilidade no meio de uma manhã de quarta-feira mesmo tendo contas a pagar. E falo privilégio porque é o que é, sem nem olhar muito longe sabendo que nem todo mundo pode fazer o mesmo, o reconheço porque em alguns muitos momentos do passado também não pude. 

Essa tranquilidade tem me permitido observar outras coisas da minha vida nesse momento. Sim, lá vou eu romantizar a minha vida mais um pouco. 

Algo que achei curioso de me dar conta é que por mais que eu goste muito de estar sozinha com as minhas coisas, também tenho achado estranho. Faz apenas umas quatro horas que excelentíssimo saiu com Sarinha e eu estou com saudades, achando a casa silenciosa demais. Não chega a ser um incômodo, porque aprecio muito os meus momentos de silêncio, mas tem sido curioso o quanto essas saudades tem se tornado mais frequentes. Gosto muito da minha família, sabe? 

Hoje cedo eu ia tentar o lance da leitura novamente, mas antes mesmo do sol dar as caras no meu quarto (e está fazendo um frio lazarento) eu notei que minha cabecinha continuava barulhenta demais (mesmo que com pensamentos bons ~ eles também fazem barulho). Lembrei que numa outra leitura que iniciei ontem a personagem tinha um diário e resolveu criar um blog. No meu caso, resolvi fazer o contrário e voltar a escrever em um diário. Lá fui eu abrir caixas porque ainda não desencaixotei tudo desde a mudança meses atrás para procurar meus caderninhos pautados. Achei minhas primeiras baquetas, o que não vem exatamente ao caso mas me deixou feliz, dois tesouros (livrinhos de caça palavras) e enfim meus caderninhos. 

Minha última anotação tinha sido quando Sarinha recém tinha feito um aninho, depois da anotação anterior de quando ainda estava grávida. Basicamente o hábito de escrever em diários é algo que tento retomar de tempo em tempo. Daqui um mês ela fará seis anos. Não sei vocês mas eu acho isso doido pra cacete. Isso parece tão importante quanto maluco e seguirei ficando muito chocada com a informação. 

Começando a rabiscar meus pensamentos para ficarem um pouco menos barulhentos, afinal preciso de espaço nessa cabecinha pra fazer outras coisas que também quero, me peguei pensando em como diabos a minha letra virou o que virou. Quando foi que a minha letra virou uma coisa ilegível? Agora estou genuinamente preocupada porque ainda ontem antes de dormir — a criança pode ficar com preguiça de conversar o dia fucking inteiro mas coloque ela para dormir e veja a mágica acontecer ~ a não ser que você queira muito dormir — Sarinha me pediu ajuda pra aprender a escrever letra PUCIVEL e tentando rabiscar no ar com ela me dei conta que nem eu lembro mais como se escreve letra cursiva (caso você não tenha entendido o que ela falou). Algo que ficou muito claro quando resolvi escrever no meu velho diário hoje cedo. Desastroso. 

O lado bom, veja bem, é que eu não tenho a pretensão de reler ele no futuro. Não conseguiria nem que eu quisesse. Ele cumpriu seu propósito, organizar o fuzuê que estava rolando na minha cabecinha a ponto de inclusive conseguir escrever esse post — que provavelmente não fará muito sentido pela forma que comecei e aonde estou chegando, como a maioria dos meus textos reorganizadores de pensamento. 

Agora posso pegar mais um café e voltar para a cama para ler meus livrinhos sem cair acidentalmente em Nárnia. O sol já bate na minha cama a essa hora, não tenho do que reclamar. No fone a playlist Fantasy Book Ambience para abafar o som de obra do vizinho (sem som de pássaros mas estou no modo #gratiluz então não vou reclamar). 

Aliás, me sentindo especialmente vitoriosa porque, para tomar coragem de tomar um banho nesse frio lazarento de 9ºC (hoje isso é muito frio sim, shhhh) resolvi fazer 30min de bike depois de alguns longos meses em situação de sedentária enquanto assistia Naruto (ou Naturo pra quem viveu esse momento). A ideia funcionou, tomei meu banho bem plena sem querer morrer (odeio passar frio no banho!!111!), e na sequência botei umas roupas pra lavar. Eu acho chique demais ter um quintal pra colocar roupa pra secar no varal, hihi. Meus dois centavos de funcionalidade porque estou me permitindo ser inútil de vez em quando. Não posso esquecer que me desligar do meu antigo trabalho foi para fugir de sucumbir a um burnout né amigos? 

Ah, me desejem sorte. Se a mini queen lembrar do rolê da letra pucivel quando chegar do colégio, precisarei pesquisar material de letra cursiva porque não lembro como diabos se faz um F maiúsculo e a mini querida é muito exigente.  

Acabei de pesquisar rapidamente e tem várias formas de fazer o F, se eu não fizer igual a profi dela estarei lascada. 

"Mas se eu falar não vou ficar pensando e me perguntando, que são coisas igualmente cansativas", disse Frodo. 

Em 2021 comecei a ler A Sociedade do Anel mas ainda sentia os efeitos do puerpério ou qualquer que seja a coisa que derreteu o meu cérebro. Travei em 50% da leitura muito irritada que demorou tudo isso para o Frodo sair do Condado, pelamordedeus. Breve desabafo a parte, resolvi voltar com a leitura essa semana e ainda ontem marquei esse trecho do livro. Reli agora ao abrir minha galeria do celular (tenho a mania de fotografar páginas de vez em quando) e bom, quem chegou até aqui acabou de ler o efeito de rever essa fotografia e outras coisas doidas da minha cabeça. 

15.6.26

quando estamos curtindo uma folga-feriado fim do dia, eu me preparando para dormir, e do nada acontece o seguinte diálogo:

— papaaaai quero nana   *sara grita*
— ei não me quita que vou fazer uma nana aqui rapidão   *toni fala para os colegas de jogo*

quando ele trouxe a mamadeira para o quarto ainda perguntei como reagiam no jogo quando ele falava algo assim. disse que sempre tem algum outro pai que na hora entende o que tá acontecendo e larga para os demais a tradução da solicitação. 

editde acordo com uma outra mini querida num vídeo com o pai dela na outra rede, CS (counter strike) é jogo de pai velho.

***

***

sara apontou pra própria cabeça e falou: 

— aqui que a gente guarda as palavras

***

achei curioso o timing de uma sexta-feira (5), toni procurando a caneca dele do senhor dos anéis enquanto eu abria o navegador e o primeiro post que aparecia no meu leitor de feeds é um post do pedro citando um trecho do filme-livro. me senti na obrigação de ler o trecho para o toni enquanto ele nos servia café. parecia errado perder essa oportunidade.  

***

um post do kay, temas doidos para escrever no blog, alugou um triplex na minha cabeça. entre o início de muitas possibilidades reflexivas que os temas permitem até quase debulhar em lágrimas pensando que eu não conseguiria chegar até a minha filha para um último abraço em malditos 20 minutos — porra, kay, 20 minutos???? eu sei, eu pesei o clima. e também me dei conta que meus dotes culinários provavelmente causariam a destruição do nosso planeta (vide último tema sugerido). 

12.6.26

Como estou em fase de entocamento, a maioria dos (se não todos) registros são dentro do meu cafofinho. Apesar da rotina se manter basicamente a mesma para excelentíssimo e filhota, pra mim tem sido bom ter páginas em branco para riscar tópicos de uma lista de vontades feita apenas na minha cabeça ou simples não fazer nada.  

Uma das coisas que mais gosto na minha casa é o sol que pega no janelão do nosso quarto. Ficar estirada na minha cama lagarteando nesses dias frios facilmente está entre as melhores sensações. O que já me proporcionou muitas cochiletas russas.  

Dia desses me ocorreu tentar retomar a leitura do livro A Cabeça do Santo, escolha de fevereiro do clube de leitura do Entreblogs, e que livro precioso. Provavelmente não farei o post sobre essa leitura especificamente, pra mim já perdi o timing e a turminha já fez posts bem legais sobre o livro a quem interessar, mas achei muito bom. Vale demais a leitura. 

Aproveitei um final de semana preguiçoso, cada um fazendo suas coisinhas, pra tirar o atraso dos blogs que acompanho pelo Inoreader. Nem acreditei quando vi que zerei os posts que tinha salvo pra ler. Talvez eu tenha madrugado no processo? Talvez, mas foi um dia bem gostoso lendo blogs. 

Depois da Sara cansar de dar replay no filme Sinais, agarrei a oportunidade para apresentar à ela o filme O Hobbit. Foi tão sucesso (ela amou ver trolls petrificando com a ajuda do Gandalf) que não apenas quis assistir os outros dois da saga como começamos a assistir a versão estendida de Senhor dos Anéis também. Não ironicamente, de tudo que ela viu até agora ela foi ter medo dos gigantes de pedra. Trolls? Goblins purulentos e Orcs violentos? Tranquilo. Gigantes de pedra? Se encolheu toda no sofá. 

Ah, de acordo com ela, os Hobbits são CRIANÇAS !!!1!!1!! e quem concorda respira — imaginem ela bem séria, com a testa franzida, encarando quem tentar discutir a respeito. Os outros são adultos mas os hobbits não. Ela também não aceitou que o Bilbo jovem e o Bilbo velho são os mesmos personagens.  

Inventei de limpar uma coisa aleatória na casa do mais absoluto nada e quando vi a casa já estava de ponta cabeça e eu quase indo de arrasta intoxicada com água sanitária. No outro dia mal conseguia sair da cama sem gemer de dor nas pernas. A humilhação que é fazer qualquer esforço físico quando se está sedentária meudeus. Até câimbra na perna esfregando rejunte de banheiro me deu, credo. 

Aceitei que seria completamente inútil enquanto dona de casa (a única que realmente trabalhou foi a máquina de lavar roupa) e resolvi dar uma olhada no material do módulo novo da facul. Queria letrinhas coloridas e ganhei matemática aplicada à computação. Fui dormir zonza de tanto estudar sobre tabela-verdade. 

Na segunda-feira o faxinão psicótico, na terça passei o dia me arrastando pela casa e fritando meu cérebro com equações lógicas e equivalências, na quarta amanheci com uma enxaqueca tão filhadaputa que não tive a menor condição de abrir qualquer cortina ou ligar o computador. 

A alegria do dia, além de não precisar ir trabalhar com um dor tão desgraçada, foi que a sensibilidade à luz pelo menos me permitiu ler no Kindle. Preciso lembrar disso se algum dia num surto eu achar que um tablet poderia substituir um Kindle da vida. Passei o dia todinho enfurnada no quarto lendo Noctcadia (disponível no KU). Gostei bastante.

Nota fofa do dia: Sara, toda hora que precisava acender alguma luz no segundo andar, pedia pra eu tampar meus olhos, toda preocupada. Até tentou jantar sozinha mas quando fica um pouco mais manhosa, pede ajuda. Como foi o caso do dia, apagou as luzes da cozinha pra eu poder ajudar ela no escuro mesmo. Tão fofa (quando quer¹) que dá vontade de sacudir igual a Agnes fez com a pelúcia de unicórnio.

Já na quinta-feira, aceitando que as minhas enxaquecas duram três malditos dias (sim, vivendo o terceiro e espero que último dia de dor nesse momento), resolvi fazer algo que o excelentíssimo me indica a fazer há muiiiito tempo: assistir Naruto

Aproveitei que a sensibilidade a luz aliviou a ponto de eu conseguir ligar o computador (menos a dor que não aliviou pra eu fazer minhas coisinhas de dona de casa ~ achei que meus olhos iam sair do lugar quando me abaixei pra colocar mais roupa na máquina de lavar) e resolvi arriscar a sugestão dele. 

GENTE ????? o tanto que eu já me diverti em 10 episódios. Chorei no primeiro episódio? Chorei. Se um dia eu reclamei do Naruto passar o episódio inteiro gritando quando assistia por tabela sem entender o contexto, já não me lembro mais. Até agora achando a história muito boa. 

Dou risada o tempo todo com o Naruto, principalmente com o pavio de centavos dele (a xulepada que ele deu em um mini honorário personagem que deixou de ser arrogante rapidinho, absolute cinema), com a energia apocalíptica afrontosa (eventualmente me lembrando da Sara, socorro)... que criatura sensacional. Sasuke ainda me irrita um pouco com a vibe de projeto prodígio sofrido dele mas imagino que ainda vou dar umas desidratadas no futuro sabendo mais da história dele. Já Sakura precisa urgentemente parar de choramingar por moleque e mostrar mais a mulé foda que ela é. Já deu pra ver que tem mais facilidade pra muitos desafios que o Naruto e o Sasuke mas perde esse tempinho precioso resmungando por causa de macho. Acho que isso irrita a gente em qualquer cultura contexto whatever né? Agora, Kakashi !!1!!! sendo leitor de sem-vergonhice ???? meteu logo um JARDIM DOS AMASSOS no primeiro episódio que apareceu? Já sou fã. 

Fechei minha quinta-feira conversando sobre as minhas primeiras impressões do desenho com o excelentíssimo, preparadíssima pra continuar assistindo nessa sexta-feira. Já Sara chegou capotadíssima do colégio, não acordou por nada e foi pra cama sem banho mesmo ~ batalhas. Deve ter passado o dia lutando contra Orcs no colégio e caiu o disjuntor corporal dela na volta pra casa, acontece. 

A vida presta demais. 

Amo a quantidade de vezes que sinto vontade de usar essa frase (a vida presta) nos meus textos, sobre as coisinhas da minha vida. Bom demais. 

¹ Pra quem não sabe essa é a energia da Sara. Quase certeza que o personagem espiritual dela é o Stitch. 

  • Fotografias feitas ou editadas no Dazz Cam com o filtro D Exp. 
Edit ~ Escrevi NATURO no título e no texto sem querer e já corrigi. Quem viu, viu. Obrigada amigo Jesus Eliel pelo aviso. Sim, nunca mais conseguiremos falar de outro jeito agora. 

9.6.26

  1. tenho uma cicatriz no meu lóbulo direito da vez que fui alargar a orelha com um cotonete e na hora de cortar o cotonete pra trocar pela joia eu meio que cortei um pedaço do lóbulo; também já furei o freio da língua e o freio labial superior com uma agulha de costura porque eu queria ser descolada com piercings — desconfiem de jovens, assim como fazem com crianças, quando quietos demais
  2. no meu aniversário de 20 anos eu errei o tempo do descolorante e deu corte químico. como eu fiz essa caca enquanto os convidados chegavam para a festa, disfarcei com gel e corri para o salão no dia seguinte. registro da skin final não planejada, a quem interessar; 
  3. em 2006 participei de uma ONG que tinha como parte do projeto visitas interativas e doações para crianças internadas no hospital infantil de florianópolis. doei todos os meus mais de duzentos livros de infância adolescência — menos os que a minha mãe apegada demais escondeu e hoje quem brinca é a sara — e fui fantasiada de palhaça na visita que fizemos; 
  4. na minha época menos fissurada por motos eu queria cursar mecânica de motocicletas e não comecei porque não tinha inscritos suficientes pra começar uma turma. um filme que eu gosto muito e que me remete a essa época é o the world’s fastest indian (desafiando os limites) com o querido anthony hopkins; não ironicamente quase fui com deus na prova pra tirar a carta de moto e achei melhor deixar a minha versão motoqueira de lado; 
  5. quase fui de arrasta vezes demais na infância, até os meus 6 anos aproximadamente, por razões variadas (eletrocutada, afogada, septicemia, tentativa de sequestro 2x, etc — sim tem um etc alguns na verdade) (ironicamente nunca quebrei nada, nunca usei tala e gesso) mas no parto da sara eu realmente achei que ia com os deuses devido a uma hemorragia. o desespero da equipe médica na hora entregava demais o tamanho do b.o. (risos nervosos). relendo agora o meu relato de parto vi que esse detalhe acabei deixando de fora. mas lembro de na hora do caos surgir o pensamento: meudeus, como o toni vai criar essa criança sozinho? que doidera, foi uma sensação de preocupação, e ao mesmo tempo aceitação, bizarra. depois que recobrei minhas forças (e tomei um bocado de ferro direto na veia e mais uma porrada de remédio pro meu útero voltar para o lugar porque nada resolvia), a equipe falou que eu dei um baita susto neles. sustos a parte, dou risada toda vez que lembro que a bolsa foi estourar lá na sala de parto enquanto eu meditava só que não na privada — tão romântica, desculpa filha
  6. passei a tesoura no meu cabelo, escondida atrás de casa, na véspera da minha festinha de cinco anos. hoje fico pensando se inconscientemente foi uma vingança pessoal antecipada porque minha mãe convidou a rua inteira para a festa e eu lembro de ter odiado muito isso HAHAHAHA eu já era uma mini querida antissocial presencialmente; mais provavelmente eu já era propensa a surtos capilares desde cedo; 
  7. eu fui da criança que se enfiava em pasto pra atazanar touro como quem não tem medo da morte para a jovem pega de surpresa por um vaca e assim eternamente cagona. ainda assim as pessoas seguem falando vai fica tranquila elas são só mansas e curiosas e eu sigo tendo que fugir de vaca. me bota pra espantar barata, sapo, aranha... mas não me bota no mesmo pasto que uma vaca solta (mentira eu vou, mas vou cabreira pronta pra meter o pé). queridas vocês são fofas e amo vê-las da janelinha da minha casa mas tenho medo de vocês e vocês sabem disso né suas safadas;
  8. minha avó paterna faleceu quando eu ainda era criança mas lembro de, nos momentos em que eu aproveitava a companhia dela, conversávamos muito sobre alienígenas. até a vez que eu achei legal contar uma história mirabolante sobre ter visto um et ou ovni sei lá pra impressionar ela e depois disso fiquei um bom tempo com medo de ser abduzida como castigo divino espacial por ter inventando a história. anos depois, conversando com uma prima, ela contou que nossa avó acreditava ser de marte. agora não sei se ela aceitou minha história por ser a postura correta a se ter na frente de uma criança quando ela conta que acredita em papai noel ou se ela realmente acreditou no que contei; 
  9. sara vai fazer 6 anos mês que vem e de vez em quando eu ainda olho pra ela meio incrédula com o pensamento caramba eu tenho uma filha !!1!1! tipo eu gerei um humano de verdade sabe? essa criança zanzando pela casa é minha filha !!!1!11!! doido demais; 
  10. apresentei um trabalho sobre demonologia no ensino médio, depois de ficar muito obcecada com uma edição especial da revista superinteressante. o trabalho era para pesquisarmos alguma matéria bacana em revistas e apresentarmos para a turma. apesar do meu afinco (mesmo sendo super tímida na época acho que nunca apresentei um trabalho com tanta convicção), acredito que as crenças da professora não me permitiram tirar uma nota equivalente ao meu empenho. e provavelmente foi ali que eu entendi que as pessoas raramente são imparciais no ambiente de trabalho

***

é divertido pensar em curiosidades sobre a gente, olhar para o passado, para o presente. lembrar dos detalhes que fazem de nós quem somos. isso me faz entender muito da criança que eu fui e de quem sou hoje. porra, faz muito sentido. sem falar que a fruta não cai longe do pé e cada vez mais entendo a filha doida que eu tenho. sou fã demais da bichinha sabe? ela é muito daora. 

fun fact bônus: sarinha tem o mesmo senso de autopreservação de centavos da mãe mas parece que agora a vida parece menos radical e propícia a testes de vida do que nos anos 90. 

e a quem interessar, mais algumas curiosidades aqui

pov: você viu a foto de cima e foi teletransportado para 2002

Esse post faz parte da seleção mensal da comunidade de blogagem coletiva ENTREBLOGS criada com o intuito de compartilhar nossas perspectivas sobre os mesmos assuntos. 

Tema, 06.2026 ✍🏻 10 curiosidades sobre mim.

Quer participar? Acessar site do projeto 📂

8.6.26

Essa é a primeira tag da comunidade de blogagem coletiva Entreblogs, sinta-se a vontade para participar :) 

Quem é você fora do blog?

A mãe da Sara, de acordo com os colegas de turma dela. A Capitã Marvel, de acordo com a Sara. A irmã maluquinha, de acordo com o meu cunhado. Filha, melhor amiga, madrinha. Uma jovem senhora de 36 anos que aguenta 11h de festival com a filhota mas que também passaria facilmente meses isolada no meio do nada sem interações sociais presenciais. Alguém que vai assistir Um Dia Depois do Amanhã em dias frios e chuvosos, Jurassic Park incontáveis vezes, Esqueceram de Mim principalmente no fim de todo ano e sempre olhará desconfiada para telhados e milharais graças ao filme Sinais. Namorada, parceira, companheira, ajuntada há mais de uma década com o pivete que me fez sentir borboletas no estômago na sexta série, com direito a declarações no diário nos últimos anos do fundamental, pra uns 10 anos depois desse namorico ingênuo e juvenil a gente se reencontrar e eu descobrir que o pivete crescido ainda me fazia sentir borboletas no estômago. Novamente estudante, novata de algo, aspirante a programadora. Leitora de H. P. Lovecraft mas também de Ali Hazelwood. Amigável e ranzinza, faladora de palavrões, chorona nata. Mais um bocado de coisas que não cabem nesse post... 

Qual é a história por trás do seu blog?

Eu queria um espaço virtual para compartilhar coisinhas e acontecimentos da minha vida, como eu fazia com meus diários, e fotografias, como eu fazia no meu fotolog e flickr. Um blog sempre pareceu abraçar bem essas duas coisas, além de ser um espaço completamente meu, sendo construído e alimentado conforme eu sentisse necessidade. 

Só essa conta existe desde 2007. Com o passar dos anos, além do blog saciar esse desejo, descobri que me permitia e ainda permite criar conexões incríveis com pessoas de vários lugares. Me lembra muito a sensação de quando eu trocava cartas com estranhos e ao mesmo tempo a sensação é de ter amigos de longa data. 

Como funciona seu processo criativo e escrita? Você tem algum ambiente criativo?

Ele flui conforme sinto a necessidade de escrevê-lo na minha cabeça. Posso estar almoçando, pensando na tentativa de invasão a casa vizinha nessa madrugada (e o fato de que só Sarinha conseguiu dormir essa noite) enquanto conto na minha cabeça, como quem conta uma história para alguém, alguma coisa coisa que eu queira deixar registrado nesse diário virtual. Essa história pode ser interrompida e incorporada com o pensamento de como posso ser tão genuinamente feliz comendo um prato de arroz, feijão e peixe que o Toni acabou de preparar. Costuma ser uma bagunça mental de coisas que quero falar enquanto outras coisas acontecem e me fazem pensar sobre elas também, simultaneamente. 

As vezes é durante o trabalho, enquanto incluo pagamentos no banco e penso em algo que me chamou atenção no caminho, como aquela árvore florida que fez a vista do céu azul ficar ainda mais bonita. Sempre lembro do post sobre a caminhada colorida quando passo por lá e me recordo desse dia em específico.  

Involuntariamente me pego refletindo sobre a vida muitas vezes ao dia, ponderando bons e não tão bons sentimentos. Virou hábito e essa reflexão sempre vira um post na minha cabeça, mesmo que nem sempre ele se mantenha inteiro a tempo de vir parar aqui. Talvez tanto tempo escrevendo em blogs crie esse fluxo de pensamentos dentro da gente. Estou sempre contando para mim mesma os acontecimentos do dia. As vezes, conto pra vocês também.  

Para isso, para chegar nesse momento em que os pensamentos viram palavras escritas no blogger, eu preciso manter o fluxo de pensamentos, mesmo que não saia nada parecido do que contei na minha cabeça num primeiro momento. 

Ter um escritório me ajuda nesse processo, o silêncio me ajuda a organizar os pensamentos. Se me filmassem nesse exato momento de construção de texto veriam que passo a maior parte do tempo com o olhar para o além (a direita a vista do pasto com vaquinhas que tanto gosto e a esquerda casinhas, um poste feio que tento ignorar olhando para as árvores e o céu azul), só voltando para a tela quando a continuidade da frase parece fazer sentido (parece, não necessariamente faz). 

Sempre reescrevendo e reformulando até sentir que o pensamento deva virar escrita. 

Só nesse meio tempo Sara derrubou todos os lápis de cor na escada, entrou no escritório reclamando não saber desenhar as guerreiras do quipopi e na sequência, enquanto pensava também nessas interrupções (porque elas também reformulam o caminho da história), Toni entrou para compartilhar as últimas atualizações do evento tentativas de assalto que rolaram nos últimos dias no bairro e nessa madrugada na casa ao lado. Na maioria das vezes esqueço porque exatamente comecei a escrever mas raramente me arrependo de ter começado. Eu até diria que nunca me arrependendo mas acho que a palavra aguenta o peso apenas de um nunca se sabe

A resposta dessa pergunta da tag, por exemplo, começou a ser escrita minha cabeça enquanto eu pensava em assaltos e um prato delicioso de arroz, feijão e peixe. Pareceu mais do que certo começar por ele, esse processo criativo desordenado. Depois eu vejo aonde as outras perguntas da tag vão me levar. 

Resposta dessa pergunta foi escrita começo de Abril. 

Um fato aleatório que você considera intrigante.

Eu com a idade da Sara, aproximadamente, ter caído sozinha numa piscina sem saber nadar (a parte da queda eu lembro como se fosse hoje) e, sem acesso a escada, ter conseguido sair dela sozinha sem ir de arrasta afogada. Até hoje ninguém sabe como eu sai da água. Eu estava na casa da vizinha nesse dia e a dona da casa quando me achou já me viu fora da piscina. 

Meio difícil ser atéia mesmo não sendo religiosa quando a única coisa que falei para os meus pais na época é que os anjos da guarda me salvaram. Doidera. 

Indique um ou mais blogs e compartilhe o que mais gosta neles.

  • notícias de casa — eu gosto muito das fotografias da maíra;
  • histórico infame — adoro os posts semanais do igor e a energia fuçadeira dele sempre inventando coisas no layout do blog (tanta coisa legal escondida, sério, fucem!!1!1!!);
  • arantchas — sou mais feliz lendo as abobrinhas da xis.

Se você pudesse recomendar apenas uma coisa, o que recomendaria?

Tenham blogs.