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8.8.26

Quando tivemos a ideia de usar para o BEDA do Entreblogs a temática de RPG, inspirada em Dungeons & Dragons, devo dizer que fomos ousados. E digo isso porque eu conhecia muito pouco desse universo para tentar algo assim tão perto do mês em que aconteceria o grande evento

Até final de junho e comecinho de julho, eu atribuía meu conhecimento em 0,02 centavos graças a Stranger Things e uns 0,15 centavos, talvez até um pouco mais, graças a dois livros da Kristy Boyce que recém tinha lido: Dungeons & Drama e Dates & Dragons. Como eu disse, muito pouco. 

Quando começou o alvoroço do pessoal, conforme formos soltando alguns spoilers, e uma galera sinalizou que entendia de RPG, começou a me bater um certo desespero. Vira e mexe, enquanto bolávamos o lore da brincadeira e eu ia fazendo mais algumas pesquisas rápidas, só conseguia pensar: meudeus eu vou traumatizar alguém

Para minha felicidade (e sanidade), até agora, se alguém se traumatizou não fui informada. Pelo menos não graças a mim, quanto ao Blogger já é outra história

Pelo o que vejo a galera está curtindo, está animada, assim como eu. Isso ficou bem evidente quando conseguiram derrotar o mesmo vilão duas vezes na primeira semana, uma das vezes já no segundo dia, e o suspense que havíamos preparado já não fazia mais sentido considerando que o vilão já se encontrava estatelado no chão. Precisei mexer em quase toda história. #mygod

Está sendo uma baita experimento e mesmo batendo alguns momentos de desespero, afinal expectativas são criadas conforme vozes da minha cabeça, tem sido muito divertido. 

No começo, eu realmente não sabia o que esperar. Pensei em formas de incentivar a galera a participar, seja dando opções de jornadas que se encaixassem a todas realidades, seja com o grimório de feitiços para não faltar ideias do que postar para o pessoal. Mas além disso, não me ocorreu que a galera ficaria tão engaja a ponto de não apenas completar todas as missões com ainda aplicarem ataques duplos. Sensacional, juro! 

Nessa primeira semana de campanha, conforme as coisas foram se desenrolando, me vi um pouco como a protagonista de Dados & Disputas, da mesma autora dos outros dois livros que citei. Nesse terceiro livro, a protagonista Hazel decide mestrar a primeira mesa com os amigos e, mesmo programando a própria campanha, se vê desesperada porque a história muda conforme outros personagens vão tomando decisões. Até então eu nem tinha pensado muito no meu papel enquanto organizadora e foi uma virada de chave doida entender que de alguma forma eu estava mestrando a campanha Dungeons & Blogs e tendo que adaptar a história enquanto coisas aconteciam. 

E Th, pode ficar ficar tranquilo, eu também não tenho a menor ideia do que estou fazendo. Tenho aprendido mais sobre construção de personagens com os posts dos nossos colegas do que com as pesquisas que fiz. É isso ai, no free style, aprendendo um pouquinho todo dia, entrando na brincadeira na cara e na coragem e torcendo para dar tudo certo. 

Até eu definir o nome da minha personagem e me dar conta de que precisaria escolher classe e raça — a classe aqui sendo pauta para outra edição dos bastidores, devido ao contexto do projeto — eu só conseguia pensar no Gandalf. Não sei se dá pra entender o meu ponto, mas basicamente, eu realmente comecei a brincadeira sabendo muito pouco sobre RPG.

Enquanto participante, ainda estou elaborando a minha personagem, pensando em como trabalhar a construção da história dela. Algo que quero trazer pra cá também. Enquanto mestra-organizadora, bom, temos uma lore pra criar e alimentar.  

Avante, aventureiros!

Esse post faz parte de uma série que eu e Igor estamos escrevendo sobre os bastidores do Beda 2026. Você pode acessar todos os meus posts para a campanha em /beda
7.8.26

No último domingo fui visitar meus sogros e aproveitamos para pegar mais algumas coisas na nossa antiga casa, que fica no mesmo terreno que a casa deles. Nessa de ver o que faltava trazer, achei algumas caixas com diários antigos meus, DVDs não gravados e outros cacarecos que a gente guarda por qualquer que seja o nível de apego. 

Sara ficou animadíssima quando viu que a mamãe quando criança também gostava de emperiquitar folhas, desenhar e, a cereja do bolo, ainda conheceu o papai na época do colégio. Ela chegou a perguntar se éramos gêmeos (não sei da onde ela tirou isso) e se estudamos juntos para depois viramos pais. A própria Nazaré Tedesco tentando calcular a ordem cronológica das coisas. 

Quando cheguei em casa parei para folhear com calma algumas páginas, o que me proporcionou boas risadas. Th apontou em um texto dele recentemente o mesmo problema que me pegou lá em 2004, vide primeira foto desse post, e que me pegaria hoje se eu não tivesse lembrado desses registros. O problema não é escrever, é ter assunto.  

Naquela época, nada como a volta as aulas e uma internet discada aos finais de semana pra render alguns assuntos. 

Quando mostrei para sogra, ela perguntou rindo:

— É daquela época que ele pegava a bicicleta pra ir na tua casa?

Eu acho sensacional ter memórias dessa época, além dessas memórias escritas por uma adolescente apaixonada. É gostoso demais de recordar. Tenho um carinho enorme pela nossa história, nossas adolescência, mesmo que a vida tenha tomado outros rumos no ensino médio para, só depois de dez anos, lá em 2014, nos reencontrarmos. Um pouco daquela energia de que as coisas acontecem como tem que ser, né? Nessa brincadeira, já são mais de uma década juntos pós reencontro e uma filhota sapeca para a conta. Não dá pra reclamar. 

Bom, pra quem achou que não ia ter assunto para hoje, acho que está bom.

Talvez eu ainda traga mais registros desses diários. Tem uma página muito boa, lá de 2001 se não me engano, em que reclamo sobre estar perdendo a minha infância por me colocarem para ajudar a lavar louça e, pasmem, não ter mais tempo para brincar. Que absurdo 😆

6.8.26

Acordei antes do despertador tocar, de algum sonho que já não lembro mais. Decidi dormir mais um pouco porque o sono que tem me dado pela manhã ainda é uma coisa incômoda. Despertador tocou e Sara, que não costuma acordar sozinha sem que eu insista muito, me chamou porque havia acontecido um acidente noturno. Do lado de fora da janela, mal dava pra ver as casas de tanta cerração. 

Tira o pijama molhado, recolhe a roupa de cama, leva a criança para o banho. Pelo menos foi mais fácil desembaraçar o cabelo dela molhado. Coloca uniforme, penteia o cabelo, escova os dentes, separa um brinquedo, arruma a lancheira. 

— Ainda bem que é o papai que arruma meu lanchinho né? Se não ia atrasar tudo.

— Por isso que mamãe te arruma enquanto o papai arruma o lanchinho. 

Levou um pedaço do bolo que eu fiz, pãezinhos com pastinha de ovo, melão cortado e um suquinho. Ainda diz que as vezes é pouco e passa fome. Deus te crie, menina!

Entra no carro com o pai, me dá uma abraço apertado. Deus me livre sair sem o abraço. Seguem pela rua no meio da cerração mesmo. 

Volto para dentro da casa, com tudo ainda fechado de tão denso que parece o ar do lado de fora. Roupa na máquina de lavar, recolho as que secaram no varal que ficou na cozinha. Preparo um café e me contento com uma banana porque acabou o pão e ainda não quero encarar um pedaço de bolo, apesar de delicioso. 

Subo e aproveito para tomar um banho, tirar o pijama. Talvez o pintor venha hoje, apesar de não ter vindo ontem. Não estou lá muito esperançosa, pela vibe Silent Hill do loteamento no momento, mas me preparo caso tenha que recebê-lo. 

No grupo do Entreblogs ainda rolam as discussões sobre quais plataformas migrar depois da queda de alguns bloggers. Crio uma conta no BearBlog por desencargo e penso se começo uma migração ou não. Pego mais um café e leio alguns blogs, coisa lá de junho. 

Toni manda mensagem, nada do pintor chegar. Casa segue fechada, cerração segue firme e forte. Levanto a cada barulho da rua pra ver se algum carro parou na frente. Barulho dos passarinhos que vivem no entorno e de algumas obras em andamento. Um bebê chora em alguma casa da vizinhança. 

Penso se encaro uma terceira caneca de café ou se tomo vergonha na cara e paro pra almoçar. Decido começar esse post, sobre um dia comum. Quero entregar a terceira missão da semana, mesmo sabendo que logo o vilão deve cair, novamente. Se cair, vai ficar no chão mesmo. Enquanto participante fico feliz pela rasteira dada, enquanto mestra penso que não tenho mais ideias de reviravoltas para essa semana. Acho que para o Crítico Infinito deu de auê. Pois que fique no chão. 

No pasto em frente a minha casa consigo ver três vacas e um bezerro. Fazia tempo que não olhava isso, considerando a disposição da minha mesa nas últimas semanas. Fiquei feliz em saber que no projeto do loteamento vão construir uma pequena praça em frente, ao invés de outra residência. Espero que as vaquinhas continuem ali por muitos anos. 

Vergonha na cara tomada, catei umas coisas na geladeira e fiz uma mistureba pra cumprir o propósito de almoço. Comi enquanto lia mais um capítulo de Dados & Disputas da Kristy Boyce. 

Apesar de não ser muito de doce, senti falta de finalizar a refeição com um. Cacei o pote com restinho de brigadeiro de colher na geladeira, de semanas atrás, mas Toni já tinha dado o fatality nele. Eu fico realmente chocada em quanto tempo essas coisas duram na geladeira sem estragar. Achei no armário outro doce e fui feliz com uma barrinha de doce de leite com amendoim. Ignorando completamente minha intolerância a lactose. 

No grupo mais uma vez a pauta derrota do vilão, que aparentemente ficou tão frustrado que causou a queda de outros blogs. Graças à Deusa Bëwa esses blogs já foram reativados. O vilão realmente terá seu último dia nesta quarta-feira e essa mestra cansada dará uns dias de tranquilidade para nossos aventureiros. Uma pausa para nos prepararmos para o vilão da próxima semana. Preciso rever os HPs dos outros vilões. Aí do nada os caras tão lá papeando sobre modelos de mixer, juro. Adoro essa comunidade!

Uma trégua na barulheira da obra, devem estar almoçando. Olho para a frente de casa, agora são oito vacas. Nem sabia que haviam tantas. 

Sono ameaça me dar uma rasteira pouco tempo depois, decido me esticar na cama para uma cochileta russa. Ainda é estranho poder fazer isso pleno dia útil, estar desempregada. Parte de mim ainda fica com certo peso na consciência, pensando se já não deveria começar a mexer meus pauzinhos. A outra parte lembra o porque de eu ter me desligado, do quanto esse momento é importante pra minha saúde. No fim, pensei demais e desisti de dormir. 

Nada do pintor chegar, provavelmente não virá hoje novamente. Além da cerração não passar totalmente, começou a chover. As chances dele aparecer realmente parecem mínimas. Vou enfim para a minha terceira caneca de café e aproveitar o silêncio e o climinha propício para ler mais alguns blogs. Melhor ainda, lembrei que tinha bolo! 

Não sou fã de bolo, num geral, mas bolinho caseiro fofinho sem recheio eu gosto. Em casa, é muito raro eu colocar cobertura e se coloco é a pedidos da Sara. Só a massa fofinha, sem ser muito doce e com um cafézinho, fica perfeito. 

Olhando esse post já quilométrico, nem escureceu ainda, e pensando que, assim como ontem, hoje é mais um dia usando sutiã desnecessariamente. Eu poderia estar no conforto dos meus pijamas! Nem conheço o pintor mas já odeio ~pakas. 

Será se na época do Orkut existia alguma comunidade odeio prestador de serviço que não cumpre o combinado? Não lembro se adultos utilizavam aquela rede social e isso definitivamente não parece um problema recorrente entre adolescentes. 

Resolvi abrir um pacote de salgadinhos da Sara e peguei um pouco, torcendo pra ela não surtar quando descobrir. Depois de ler em algum post a menção à coquinha gelada, precisei pegar uma na minha geladeira para completar o petisco aleatório dessa tarde. Segue chovendo muito e a cerração parece ter aumentado novamente. Logo Toni e Sara devem chegar em casa. 

Já vi que o vilão foi derrotado e agora minha meta pessoal é acompanhar em quantos pontos negativos o safado vai terminar a semana. 

Tomo minha medicação do dia, desço pra dar uma ajeitada na cozinha. Ninguém merece chegar cansado e estar tudo revirado. Prometi que hoje, como não tinha aula para assistir, poderia sentar para pintar com a Sara. Pintamos um pouco enquanto papai prepara a janta e nesse momento já sinto que o sono, por conta da medicação, seria violento. Logo meu humor azeda, os olhos começam a pesar. 

Pergunto para o Toni se é assim que as pessoas se sentem normalmente, quando não estão com a adrenalina bombando 24/7, esse sono que vai e vem quase que diariamente. Mal termino de jantar, derrotada, Sara já me libera para ir dormir. Agradeço o gesto, nem sempre a mini chefe libera, e capoto antes mesmo das 20h. 

Assim termina minha quarta-feira. 

5.8.26

  • a luz amarela do abajur no meu escritório;
  • cheiro de pão caseiro recém saído do forno;
  • sara cantarolando;
  • efeito de luz na janela do quarto e do banheiro, transformada em um arco-íris na parede; 
  • sombra da folhagem na parede no fim de tarde;
  • sara pronunciando naruto e sasuke;
  • jantar pizza que o toni faz;
  • quando a sara segura minha mão;
  • polaroids na minha escrivaninha;
  • sara apertando a barra de espaço do notebook pra dar play em naruto sem eu pedir;
  • rir assistindo jujutsu kaisen;
  • sara pronunciando palavras errado (pitia, pobela, alinenígena);
  • abraçar uma caneca quente com as duas mãos;
  • pés descalços na areia da praia;
  • virar a parte de dentro da conchinha no meio da noite;
  • calor do sol na pele em dias frios;
  • ouvir a abertura de jurassic park quando toni coloca na tv sem me avisar;
  • retirar a roupa quente da máquina de secar ou do varal em dias ensolarados;
  • sara falando: porfavorzinhooo 🥹👉🏻👈🏻;
  • as florzinhas caindo no wallpaper animado que uso as vezes no monitor;
  • cheirar a cabeça da sara e da minha irmã;
  • receber e-mail de moderação de comentário novo no blog;
  • comprar um livro que eu já li no kindle mas gostei tanto que preciso dele físico;
  • quando a sara dá uma colherada na comida e diz, com os olhos fechados: hmmm gostoso 🙂‍↕️;
  • escrever no blog;
  • listar coisas que me fazem feliz;

4.8.26

primeiro dia oficial do BEDA e estou chocada olhando para a planilha de entradas. 50 inscritos. +30 pergaminhos entregues. no primeiro dia! ainda bem que ontem igor e eu recalculamos a coisa toda e aumentamos o HP do vilão porque essa turma pelo visto ia derrotar o danado em dois dias fácil. que doidera. que demais!

muitas coisinhas e emoções passando pela minha cabeça enquanto olho pra proporção que esse projeto está tomando. é surreal. 

🥹👉🏻👈🏻

edit #1: meteram uma rasteira violenta no vilão em menos de três dias e foram +80 pergaminhos entregues. foi necessário convocar reviravoltas vilânicas para a campanha. 

edit #2: quanto mais eu demoro a soltar esse post (que costumo ir preenchendo aos poucos), mais o números mudam. já são +100 posts entregues ao BEDA pela galera.

▃▃▃▃▃▃▃

puxando assunto com a sara, pra ela conversar comigo sem levantar quinhentas vezes da cama empombando com qualquer coisa no quarto só pra adiar a hora de dormir, entramos na pauta alinenígenas. ela me disse que aprendeu e agora sabe das coisas. os alinenígenas vivem no sistema solar então por isso não corremos perigo, porque é em outro planeta. a mesma coisa os dinossauros, que não vivem mais aqui e sim em outro planeta. ela acha que é em saturno. depois perguntou se todas as janelas e portas estavam fechadas, só por garantia. conhecimento compartilhado, relaxou e dormiu.

▃▃▃▃▃▃▃

fuçando a conta na udemy que o toni tem, descobri que ele comprou um curso de desenvolvimento web e nunca fez (negócio dele é backend). agora eu tenho +126h de curso pra desbravar. yaaaay! 

o de java também preciso encarar... 👀

▃▃▃▃▃▃▃

fiz uma página /beda pra listar todos os meus posts do mês de agosto e coisinhas relacionadas à campanha temática do entreblogs. ainda não finalizei mas já ficou muito bonitinho. 

▃▃▃▃▃▃▃

estamos com alguns probleminhas de infiltração na casa e como ainda são de responsabilidade da construtora, dependemos da disponibilidade do pintor que eles fornecem. era para o pintor vir agora pela manhã começar o serviço de raspagem de algumas paredes e até agora nada. a casa virada de cabeça para baixo, até sofá coberto com lençol tal qual cenário de casa abandonada. odeio ficar esperando as pessoas sem saber se elas realmente vem e em que horário. e se o abençoado resolver chegar na hora que eu inventar de tomar banho? como que eu consigo me concentrar nas minhas coisas se a cada barulho de carro eu tenho que ver se alguém apareceu na frente de casa? diacho!