menu
20.9.21


Horário de almoço em dia de home office aqui em casa é assim, sentada no chão da sala no meio dos brinquedos com a pequena. Se estiver frio, como foi o dia desse primeiro registro, o canto que bate sol é o mais disputado.

Acho quase que inconsciente, é um dos momentos que mais fotografo a pequena. Talvez pela necessidade de eternizar todos esses momentos ou simplesmente por ser gostoso demais vê-la se divertindo com os olhos de quem quer guardar cada segundo num potinho.

Depois esses segundos eternizados me permitem algumas reflexões, algumas gargalhadas. Rever registros dessa nossa eterna nova fase é relembrar desses momentos, associar com outros momentos nossos, antes e depois de Sarinha. 

Acho interessante como a gente muda e a maternidade me parece fazer isso com uma intensidade muito doida. Da pessoa que sentia necessidade de ter uma casa minimamente organizada para se sentir produtiva, para a pessoa que aceitou o caos da casa em que vive uma criança cheia de energia. Acredite, se você ver uma foto do nosso cafofo arrumado hoje em dia é porque muito provavelmente o registro foi feito logo após a faxina. Na maior parte do tempo a gente desvia de brinquedos e encontra coisas da Sara em qualquer canto da casa. 

Mas longe de mim tornar isso uma reclamação. Tem sido muito interessante, muito gostoso inclusive, pensar nessas mudanças, vivenciar essas mudanças. É louco como a gente se adapta e sempre que o desespero ameaça bater por conta do caos eu tento pensar numa frase que me marcou muito, apesar de eu não lembrar aonde ouvi isso, que é: casa bagunçada é casa com vida. Casa arrumada provavelmente também, quem sou eu para julgar, mas eu prefiro pensar que nada mais justo para um cafofo onde vive uma nenê de um ano animadíssima para arremessar brinquedos para tudo que é lado.

O pinterest que lute porque, apesar deu eu gostar muito da estética, lutar contra esse rostinho lindo da minha pentelha favorita é simplesmente impossível.


***

Reli esse post perdido nos rascunhos antes de postar aqui com o coração saudoso de uma rotina que já mudou, assim como várias outras coisas nesses 1 ano e dois meses de Sarinha. 

7.8.21


De quando meus dias de home office ainda batiam com as consultas da Sara lá em Abril e íamos juntos. Como nessa época os dias que eu ia para o escritório ainda eram raros, qualquer saída era um evento.
 

Esse dia estava especialmente bonito e o clima super agradável. É o tipo de registro que me dá um quentinho no peito, que eu olho e penso "caramba, que família bonita eu tenho".


É isso, pra nem pensar muito e só me sentir grata mesmo. 
28.7.21

Acordamos as 4am para trocar a fralda e considerar o horário como última refeição do jejum noturno de Sarinha. Depois da última mamadeira do dia, antes de ir dormir, fica totalmente a rigor dela ter ou não mais durante a madrugada. Depende muito se ela vai engatar no sono ou ter uma noite mais agitada. Como ela recém fez um aninho, chegou o momento dos exames de rotina e por isso o esqueminha de horas dessa madrugada.

O pai assumiu meu lugar na cama para garantir que ela engate no sono novamente e, com sorte, acorde próximo do horário de fazer os exames. Eu fui para a sala para dormir mais uma horinha e não correr o risco de acordá-los quando levantar para ir trabalhar, visto que hoje é dia de ir para o escritório. Como podem ver, troquei o soninho de mais uma hora por um tempinho não tão caótico escrevendo no blog. Agradeci por não ter esfriado tanto ainda, inclusive.


Ainda decidindo se eu realmente estava desperta ou apenas aguardando que minha alma voltasse para o corpo, fiz uma pausa por não ter ideia de como terminaria esse texto e fui ajustar alguns backups. Enquanto procurava alguma fotografia que servisse pra ilustrar esse momento, me dei conta de que na realidade eu tinha duas horinhas de sono pela frente e não apenas uma. 

Como esse belíssimo registro que acabei de fazer pode ilustrar, me senti belissimamente trouxa por não ter dormido mais um pouco e ter me dado conta apenas quando já não valia o risco dormir mais uns minutinhos. 

Agora é torcer para que algumas xícaras de café resolvam o meu problema no decorrer do dia e que o Toni consiga fazer os exames da Sara hoje. Sabe, pra fazer valer esse maravilhoso equívoco.