menu
7.7.20

2002 - 2020

Já são 6 anos de namoro, de parceria, de nós dois. São 6 anos depois de 10 e, caso você ainda não conheça esse pedacinho da nossa história, te chamo pra ler o post de 1 ano depois de 10

Como bem diz o meu sogro, "só tiramos o emblema da escola" e a vida foi acontecendo. Agora com um intervalo de 18 anos, poses melhores e um pacotinho quase pronto a caminho. 

Cheguei a mentalizar mil coisas pra falar sobre tudo isso aqui mas no momento só consigo pensar no quão grata tenho me sentindo quando penso na gente, que agora somos três. A vida é muito doida mesmo né? Ainda bem.
28.6.20


Piscamos e junho já está acabando. Na próxima piscada esse cantinho provavelmente já não será o mesmo. Não, a ficha ainda não caiu. 

No meio da ansiedade, porque sim ela já bateu, a gente vai ajeitando o cafofo, vendo o que falta, lavando as roupinhas, comprando pomada pra assadura. Caramba, a gente vai ter um nenê.


Registro do nosso dia dos namorados. Combinando pijaminha mesmo sem querer, o que não é nada difícil de acontecer. Ele preparando a nossa janta, ainda bem. O peso da barriga e os tornozelos que vira e mexe ficam inchados já não me deixam ficar em pé por muito tempo, então eu acompanho encostada aonde dá. Brinco que já estou ocupada demais gerando a nossa filha. Rimos de nervoso. 

Caramba, daqui a pouco ela tá aqui esperneando no nosso sofá. 
27.5.20

Desde de que o isolamento social começou por aqui, lá pra meio de março, eu tinha a sensação de que estava conseguindo administrar minhas emoções, minha rotina, de forma até que bem tranquila. Segui com o trabalho, com as aulas. No geral não mudou muita coisa. O fato de que Toni e eu estávamos fazendo home office, saindo realmente só quando necessário e conseguindo readaptar a rotina dos dois numa boa em casa me passava segurança.

Mas nem tudo são sempre flores né? Mesmo que essa bolha me permita uma infinidade de privilégios, uma hora o desgraçamento mental chega. Ele chega quando seguimos acompanhando os jornais e vendo nossas previsões se confirmarem, a situação está piorando sim e sabe-se lá quando vai parar de piorar, quem dirá quando acabará. Ele chega quando vemos nossa rede de contatos e familiares não entendendo ou simplesmente ignorando a quarentena. Ele chega e vem junto o medo, a tristeza, a raiva. 

Entre desabafos já me falaram pra não me deixar estressar, principalmente com o que não tenho controle. Entendo o ponto, afinal não temos controle sobre os outros. Ainda assim, como que não nos deixamos afetar quando a decisão alheia nos põe em risco e faz com que essa quarentena fique cada vez mais sem precisão de término? Complicado.

Fica ai o desabafo e a brevíssima reflexão.

***


Entre dias difíceis de engolir e outros nem tanto, Maio foi mês de resolver correndo exames que estavam pendentes. A parte tranquilizadora pós exames e consultas foi saber que Sarinha está bem, que estamos bem. 


O padrão dos registros é por conta dos horários que paro para descansar, geralmente horário de almoço e pós aulas da faculdade. Já a barriga destapada é por conta do solzinho que bate pós almoço – amo ♥ – e porque dinossaurinha se mexe muuuuito e é simplesmente viciante ficar observando e interagindo. 

O registro do churrasquinho foi um momento super gostoso nosso no final de semana em que conseguimos curtir o silêncio da casa pós faxina. O fato de ter gasto energia organizando coisas da casa, ouvindo música, longe do instagram e da TV facilitou demais a esquecer um pouco todo o desgraçamento mental que tem nos acompanhado esse mês.


Outra coisa que me deixou mais leve e feliz foi enfim ter chego o berçinho da Sara. Já tinha mais de mês que tínhamos comprado e nem a NF tinha sido emitida ainda. Imaginem minha aflição pensando na possibilidade de Sarinha chegar antes do berço. Pois é.

Aproveitei essa pequena vitória pra encomendar as coisas que faltavam do enxoval, o que foi basicamente tudo. No fim do dia não aguentava mais medir berço, medir colchão, calcular prazos de entrega, decidir sobre o que era necessidade ou não, olhar sites e mais sites. 

Montar enxoval é caro, nem tudo se acha num mesmo site, dá raiva do frete. Tem hora que você quer comprar tudo porque tem muito coisa fofa e tem hora que você não quer comprar mais nada porque a maioria das coisas são super caras. É horrível e maravilhoso.

Enfim, seguimos no mixed feelings que viver um momento histórico permite. Tentando equilibrar o dia a dia na montanha-russa emocional, pensando em qual aglomeração quero me meter quando tudo isso acabar. Enquanto isso seguimos. 

Agora é torcer pra que as encomendas cheguem porque essa mãezinha aqui precisa de mais um pouquinho de paz no coração.

Espero que estejam todos bem ♥