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1.8.22


Nesse último verão foi a primeira vez da Sara experimentando o combo completo da praia. Filtro solar, roupa de banho, soneca na areia, milho cozido, banho de mar. Provavelmente foi um peixinho em outra vida porque simplesmente não queria sair da água. Praticamente o que marcou nossa quase-férias de verão na Gamboa, em dezembro do ano passado. 


Sara é uma oficial cochiladora em viagens de carro e eventualmente você precisará servir de suporte para que ela possa concluir sua soneca com sucesso. 


Chegamos dia 25, todo aquele feeling do Natal e eu feliz porque maninha conseguiu ir junto. Comemoramos com muito vinho e não resisti em registrar o momento pós duas ou três taças. Na hora me vi gostosa e agora só consigo dar risadas porque claramente travada do vinho. A mão meudeus, se um dia eu soube fazer poses eu já não me lembro mais. 


Dona Rosa, mãe do meu padrasto Beto, também deu o ar da sua graça lá na Gamboa. Se ela está lá, tem nhoque no almoço. O melhor nhoque que já comi, diga-se de passagem. 


Gamboa já era nosso canto de refúgio antes da existência de Sarinha. Com ela é nosso canto de descanso — mental, porque fisicamente ninguém descansa /risos nervosos — e tudo se torna divertido, como comer acerolas. 


Precisei curtir um dia de praia com elas para ter noção do quanto eu precisava disso. Além da saudade, era toda aquele necessidade do aconchego que sinto quando estou com os amores da minha vida. Foi um dia lindo demais!


Teve um dia que Sara resolveu acordar pelas 5am e aproveitei a oportunidade para caminharmos na praia antes de eu começar a trabalhar. Apesar de estar nublado, foi um jeito muito gostoso de começar o dia. 


E se você for molhar a sua horta, lembre-se de molhar os pés de bebês curiosos também.


Assim tudo vai virando pausa, virando brincadeira. Idéias que vão surgindo na tentativa de entreter a pequena e que no fim viram entretenimento para gente também. Bagunça boa.


Depois nada que um banho ao ar livre, suco de melancia e uma cesta de grampos de roupa não resolva. 


Acho que por isso gosto tanto da Gamboa. Mesmo sem querer desaceleramos, a rotina fica leve e nos permitimos observar com mais calma detalhes do dia a dia. Um jeito gostoso de ir encerrando o ano de 2021.


Finalizamos um outro dia na Gamboa com mais um passeio na praia. Rimos tentando fazer uma fotografia em família que ou era atrapalhada pelo vento ou pela própria Sara tentando fugir do nosso colo.


Sara aproveitou o fim de tarde correndo por tudo, pés descalços e muita areia na roupa. Feliz que só por toda aquela liberdade. 


De boa na Gamboa curtimos os últimos dias de 2021 na praia antes de voltarmos para casa e nos preparar para passar a virada de ano em Leoberto Leal


:)

25.7.22

Fui recapitular como foi o mês de junho pela galeria do celular e me dei conta de que a grande maioria dos registros fiz na rede ao lado, o instagram. Isso explica a quantidade de fotografias feitas na vertical, o que para mim costumava ser raro já que muitos dos registros eu fazia com o intuito de depois trazer pra cá. Só que o instagram virou meu próprio álbum de figurinhas e a praticidade de compartilhar as coisas por lá ganhou demais a minha atenção. Não nego nem confirmo que revejo meus stories e publicações do feed zilhões de vezes quando a pequena está dormindo ou está na creche.

Tudo isso para explicar que sigo perdendo o controle na quantidade de registros — zero arrependimentos quanto a isso — e precisei me arriscar nas colagens mesmo para o post não ficar quilométrico.

quentinhas & felizes de pijama

Pois bem, Junho foi doido. Sigo sentido que todos os meses tem sido assim. Sara teve conjuntivite viral, nem isso fez ela parar quieta. Trabalhei algumas várias vezes de casa por conta da saúde da pequena, seja conjuntivite, gripe, whatever. Foi doido, é sempre doido. Abraçando a teoria de que só gosta de inverno quem não tem filho pequeno, socorro.


Fiz contagem regressiva para a chegada das minhas férias e descontei muito em comida. Fui no méqui e na chocolateria que tem perto do escritório mais vezes do que me orgulho assumir. Também tive surtos capilares e passei a tesoura sem medo de ir trabalhar em situação de feia. Felizmente dei sorte e acertei demais na escolha.


Compramos tinta para pintar a casa e mudar algumas coisas. Tomei mais chocolate quente. Fui feliz vendo a Sara confiscar minhas batatas. Arrisco dizer que Sara foi feliz também.


Fiquei ansiosa demais esperando o dia que iríamos assistir Jurassic. Fiquei triste achando que não iríamos quando Sara ameaçou ficar doente na véspera. Cheguei a ter dores de barriga de ansiedade quando a possibilidade de irmos voltou a se tornar real. Minha irmã ficou com a Sara aqui em casa e, após orientações de sobrevivência, lá fomos nós curtir o nosso vale night. Foi alegria de encher os olhos de lágrimas mesmo.


Compramos um churrasqueira, tomei algumas taças de vinho e curtimos alguns finais de semana ensolarados. A mãe, que não gosta do frio por conta das oscilações na saúde da filha, pelo menos gosta dos dias de sol dessa estação.


Repararam o tanto que essa guria cresceu? Estou perplexa.


Fui feliz nas quermesses daqui, tomei quentão e matei minha vontade de comer crepe. Criamos uma gostosa memória afetiva do dia que fomos curtir festa junina da praça e, sem combinar nada, encontramos dois primos meus, sendo um deles alguém muito querido que eu não via há muuuuitos anos. Feliz coincidência, feliz demais.


Que bom que a vida vai acontecendo. Mesmo com dias de frustração, quando a pequena adoece e planos são adiados ou cancelados, a vida vai acontecendo bonita. Sarinha tem crescido mais rápido do que nossos olhos conseguem acompanhar e tem aprendido tanto que nos surpreende o tempo todo.

De bônus ainda temos o privilégio de receber fotos como essa da creche, sabe? Sem condições alguma.

19.7.22

Resolvemos passar a virada de ano, nós e mais dois casais de amigos, em um chalé em Leoberto Leal/SC. Nos vemos poucas vezes durante o ano mas nunca erramos quando decidimos matar a saudade. Dessa vez não tinha como ser diferente.


Eu fiz muitos registros da nossa estadia lá, muitos. Por isso resolvi selecionar apenas os que fiz com o aplicativo Nomo Cam, opção Toy K.


Pois bem, lá estávamos nós seguindo a orientação da dona do chalé e seguindo por um dos dois caminhos que poderíamos tomar para chegar ao nosso destino. Teoricamente, seria a melhor escolha visto que era o caminho que a dona usava para ir trabalhar. Ah, a inocência.

O trecho era digno de filme de terror e poderia facilmente ter algum lenhador no meio das árvores esperando para nos atacar com uma serra elétrica. Como eu queria ter conseguido filmar esse trecho, meudeus. Apesar de ser plena manhã, não vimos uma alma viva se quer nesse pedaço do caminho. Sem pessoas, sem animais. Árvores por todos os fucking lados. Subidas e descidas absurdamente íngremes de uma estrada de chão que nos fez sentir nada além de pânico cheiro de borracha queimada. Os freios sofreram demais.

Rimos de absoluto nervoso mas chegamos no ponto de encontro. Caseiro largou um segue eu, demos gostosas gargalhadas e lá estávamos no chalé. Que lugar lindo.


O chalé fica no meio de um lago e para nossa feliz surpresa não sofremos com um único mosquito. As únicas picadas que ganhamos foi de quando sentamos na grama. Sara dormiu sonecas tranquilas com a supervisão da cachorrinha Mel.


Brindamos não eram nem 23h porque jurávamos, já exaustos, que dormiríamos antes da virada. Já tínhamos jantado, Sara já estava capotada e, conforme foi esfriando, não nos demos nem o trabalho de trocar de roupa na tentativa de ter bons registros da comemoração. O moletom confiscado do Toni e minhas meias de dinossauro pareciam fazer mais jus ao momento. O espumante fez efeito sobre nossos corpinhos cansados e nos últimos minutos do ano resolvemos acender uma fogueira. Assim passamos a virada de ano.


Primeiro dia do ano foi um sábado ensolarado, lindo de ver refletindo no forro do chalé. Vista que também foi agraciada com a tela que tivemos que instalar para a Sara não se jogar no lago. Coisa que ela quase fez quando estávamos instalando a tela e quando ela descobriu uma brecha tempo depois. Como podem ver, bancos e cadeiras eram estrategicamente posicionados.


O vestido que eu tinha comprado para Sara usar durante a virada só foi usado no dia seguinte e durou poucos registros. O dia foi esquentando e ficar apenas com uma peça de roupa pareceu ser um ideia muito melhor.


No chalé tinha um panfleto falando das belezas de Leoberto Leal e resolvemos conhecer a cachoeira que tinha ali perto. Coisa linda de se ver, sério. Apesar do calor a água estava super gelada e só molhamos os pés, para a tristeza da Sara que não pode ver uma poça d'água que já quer se jogar.


O lago era cheeeeio de peixes e tinha um barquinho a disposição para quem quisesse se aventurar. Consegui fazer alguns registros desse momento. A quem interessar, segue trecho do vlog. O bônus está no momento em que Sara tenta aproveitar a falta de cercas para se jogar no lago, mais de uma vez.


Domingo, segundo dia do ano e nosso último dia no chalé. 


Nosso humilde grupo foi crescendo aos poucos nos últimos anos. Cachorrinha Mel foi a primeira a fazer parte, veio Sarinha e depois veio Oliver. Quando nos demos conta estávamos em um chalé cheio de brinquedos de cachorro e de criança pelo chão. Fraldas, mamadeiras e móveis estrategicamente posicionados em todos os cantos. A vida vai acontecendo e é gostoso demais fazer parte disso. 


Deixo aqui o link do Airbnb do chalé. Nossa estadia lá foi direto para minha caixinha mental de memórias afetivas. Espero poder voltar lá outra vez, mas na próxima utilizaremos o caminho que fizemos na volta para casa. Sem lenhadores a espreita, por favor. 

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