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27.8.26

quando o ano começou eu tive muito a sensação, quase uma constatação, de que seria um ano muito foda. no sentido bom da coisa mesmo. o que eu esperava? zero ideia. era mais como um pensamento, desejo, sei lá, de que coisas incríveis me esperavam. 

mesmo passando agora por um momento de mudanças, saída da zona de (des)conforto, medo do “novo” e tudo mais, é meio revigorante sabe? como se mesmo nessa “bagunça” a sensação de confirmação do que pensei lá no começo do ano se assentasse no peito. 

muito doido, mas mesmo sem saber aonde tudo isso vai me levar, consigo me sentir eufórica e leve por tantas possibilidades. 

o bom de não ter certeza sobre tudo na vida é poder mudar de rota quando sentir que o caminho certo é outro. 

26.8.26

  • acordando cedo e não voltando a dormir
  • revendo filmes conforto 
  • ânimo pra estudar
  • lembrando que café com leite e canela fica bom
  • me divertindo com vídeos da sarinha com 2~3 anos
  • almoçando como a adulta que sou (e não pipoca)
  • conseguindo fazer sarinha acordar de bom humor
  • não desisti do beda (mesmo tendo cogitado algumas vezes)
  • ganhamos marmita de docinhos da vizinha
  • noites de sono melhorando aos poucos

25.8.26

hoje não voltei a dormir assim que toni e sara saíram, lá pelas 7:00 da manhã. consegui já sentar para tomar um café e fazer minhas coisas. algo que não acontecia há semanas, desde que comecei o meu tratamento para tag. aparentemente, desligar o sensor de distribuição de adrenalina que disparava o dia inteirinho na minha cabeça cobrou muito descanso. hoje tive a sensação de voltar um pouco mais a normalidade, mas sem o desgaste dos estressores de antes.

sigo super envolvida com a organização da minha galeria de fotos. dando muitas gargalhadas com vídeos da sarinha com seus 2~3 anos. tá sendo bem gostoso rever esses registros enquanto reorganizo tudo.

essa semana começou uma disciplina nova e hoje tive a primeira aula de engenharia de software. gostei bastante e, dessa vez, tô animada para estudar e assistir mais aulas. até que enfim parecendo mais conteúdo do curso que escolhi (análise e desenvolvimento de sistemas).

tinha planos de montar um post-missão hoje mas fiquei tão concentrada na organização das fotos e vídeos, e depois na aula, que esqueci completamente. quando vi já tava preparando a pitoca para dormir e cá estou jogada na cama escrevendo pelo celular mesmo. quem diria. acho que já temos um recorde esse mês de posts feitos pelo celular minutos antes de dormir porque sou teimosa demais para furar meu beda. é isso, vamo que vamo. quem sabe amanhã eu consigo me organizar melhor.

24.8.26

sobrinha de vocês já sabe abrir a câmera do meu celular pra tirar foto na frente do espelho. hoje cedo ainda dei gargalhadas com vídeos dela de 2022, no auge dos seus dois aninhos, falando “puta” ao invés de “fruta”. minha pitoca tá crescendo. 

23.8.26

Não tenho contato com o meu pai há alguns anos, por questões que não vem ao caso aqui, mas queria compartilhar algo que une memórias do nosso passado e que recentemente, em 2024, me levaram a uma experiência muito bacana. 

Primeiro semestre de 1990, eu recém nascida, meu pai precisou viajar para Los Angeles resolver algumas questões da vida profissional, se não me engano. Não lembro dos detalhes dessa história que o levaram para os lados de lá, mas me recordo da parte em que o acaso o levou à casa de um dos integrantes da banda Oingo Boingo

Por conta dessa experiência que ele passou no ano em que nasci, cresci ouvindo como John Avila era um ótimo anfitrião, de como as filhas dele, na época pequenas, gostavam do meu pai. Cresci não apenas ouvindo essas histórias, mas criando um carinho tão grande pelas músicas da banda que sou atingida por uma sensação de euforia toda vez que escuto. 

O poster, autografado, com meu nome, eu guardo até hoje. 

Em 2024 minha mãe ficou sabendo que eles tocariam em Florianópolis, numa série de shows de despedida da América Latina. Não pensamos duas vezes e compramos os ingressos. 

Lá fomos eu, minha mãe e minha irmã. 

Minha mãe tão eufórica que comentava com qualquer pessoa que puxava assunto na fila antes de entrarmos no espaço reservado para o Show.

— Minha filha ganhou um autógrafo do baixista da banda quando ainda era um bebê!!!1!1ONZE!1!! 

Eu queria me enfiar em um buraco de vergonha, ao mesmo tempo que vibrava com a felicidade dela também. Ela queria gritar para o mundo que aquele momento era importante pra nós três. 

A experiência foi surreal. O show foi incrível, delicioso, divertidíssimo. Puta alto astral. 

No pós show nos enfiamos na fila de autógrafos e fiquei o tempo todo bolando como diabos eu falaria com o John (eu não sei falar inglês!1!!!!11), como mostraria o autógrafo (que levei no celular com medo de estragar o poster, aaargh). Todo esse nervosismo para gaguejar em inglês um: mim, filha *aponta pra foto*, autógrafo. Foi horroroso, meudeus, que vergonha. E foi incrível! #risosnervosos A cara de choque dele quando foi de não consigo enxergar o que tá escrito pra putamerda isso faz tempo foi sensacional. 

Não sei se ele entendeu o que eu falei ou se só ficou muito chocado com um autógrafo tão antigo, mas foi algo sabe? Sai de lá com uma camiseta autografada por todos, meu segundo autógrafo, 34 anos depois do primeiro.  

A quem interessar conhecer, uma das minhas músicas favoritas: