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18.7.20


Aproveitando que a internet pós ciclone deu uma leve melhorada e que ainda posso me dar um luxo de esticar as pernas no sofá sem grandes preocupações pra trazer mais alguns registros de junho. Sim, no sofá porque meus queridos pézinhos nessa reta final só conhecem dois modos agora: super inchados e prestes a explodir. Pé pra cima e vamo que vamo.


Ainda em junho seguimos a tradição de registrar a pancinha nesse espelho, que já não aguenta mais me ver, com o único vestido que ainda me cabe. Poses tolas para não perder o costume e a cara de cansada que já habita este ser antes mesmo de saber o real significado de privação de sono. 


Teve o dia que fui convocada pela sobrinha a parar um pouco de trabalhar e ir pegar um solzinho. Na breve pausa descobri que na verdade se tratava de um intensivão de cuidados com o bebê ministrado por ela, Maria Clara, com seus quase três anos de existência & muito conhecimento adquirido cuidando de todas as suas bonecas que ela sabe os nomes de cor. Essa é a Bella.

No intensivão aprendemos como dar banho no bebê, sempre lembrando de lavar bem o pescocinho, a pegar solzinho e botar pra "nanar". Também aprendemos que tem que dar "dedeira" mas apenas para a bebê, ok? A mamãe não ganha "dedeira". 


Nesse belíssimo registro ainda podemos ver meus tornozelos — saudades deles aliás, mas os pézinhos já ameaçavam inchar. Como não sou tola nem nada, aproveitava pra pedir creme e massagem neles pra aliviar o desconforto. Até porque passava basicamente o dia todo sentada na frente do computador trabalhando e isso acelerava o inchaço — afinal, as fraldas não vão se pagar sozinhas não é mesmo?

Já nos dias frios fui salva pelo moletom do Toni porque na única tentativa de vestir um meu fiquei entalada e precisei pedir resgate. Sério. A gente ri da situação mas é de nervoso mesmo. 


Nos finais de semana contemplei muito minha própria existência e preguiça no sofá enquanto o Toni ainda podia se dar o luxo de passar horas jogando video game. Ou melhor, enquanto ainda podemos. O registro é do mês passado mas estamos fazendo a mesma coisa agora, enquanto Sarinha ainda faz festa só no forninho.


Por último e não menos importante, registros que ainda refletem essas últimas semanas. Dias frios, cara de sono por noites já mal dormidas, berço servindo de cabideiro, pilhas de roupa pra guardar e infinitas consultas de rotinas. 

Agora é aproveitar pra descansar nessa última semaninha e muito sofá com as pernas pra cima que a pausa no trabalho vai me permitir. Afinal, logo ela sai do forninho e sabe-se lá se a pequena vai querer vir canceriana ou lenonina. De qualquer modo, estamos ansiosíssimos pra conhecer dino-sara e eu louquíssima pra poder deitar de bruços e ter meus tornozelos de volta.
12.7.20


Cá estamos em contagem regressiva, já na 38ª semana de gestação — se considerarmos que publiquei esse post na terceira semana de julho. Aproveitando uma madrugada de domingo em que minha lombar me deu uma folga pra falar um pouquinho como foi e tem sido esse terceiro trimestre de gestação. O tempo voa.

Ainda bem que segui com as anotações no caderno porque a noção de tempo eu já perdi, talvez pelo adicional pandemia, talvez simplesmente porque gestar é uma constante sensação de que nosso cérebro foi colocado no liquidificador. Chega a ser engraçado ler algumas das anotações e pensar "eita, essa semana foi doida mesmo".

No começo do trimestre ainda não tinha sentindo tantas mudanças até que de repente não tinha mais posição confortável pra dormir. Começava o expediente pensando nos blogs que poderia ler no fim do dia mas terminava o trabalho com a lombar me mandando correr para o sofá. Pela manhã meus tornozelos já me mandavam andar um pouco e colocar os pés pra cima. Agora? Tudo isso e mais algumas cerejinhas nesse bolo.

Muitas contrações de treinamento e, pra aliviar o desconforto, infinitas idas ao banheiro. As idas ao médico parecem maratonas, eu volto pra casa exausta. O sono voltou a ser tão leve, principalmente nas últimas semanas, que basicamente chamo de cochilos. Além de que aparentemente nem sentar no sofá parece ser confortável por muito tempo. 

Acho que no fundo Toni e eu entramos no modo ansiedade & desespero mesmo. Junto ao fato de que provavelmente tenha a ver com o meu corpo se preparando para as longas madrugadas com Sara fora do forninho e que toda essa ansiedade faz ativar o modo sonâmbulo do Toni. É, as madrugadas tem sido bem agitadas por aqui.

Ainda essa última semana eu passei mal pela primeira vez, no meio de um treinamento. Ainda fico rindo de nervoso quando lembro da situação toda. Estava explicando umas coisas pra nova colega de trabalho, antes que eu entre de licença, e simplesmente fui nocauteada por uma azia desgraçada. Quando me dei conta já estava só de sutiã, em posição fetal no sofá, suando igual uma doida num frio desgraçado as 9am e o Toni apavorado sem saber o que fazer achando que eu estava parindo. A morte é lenta pra quem toma café de estômago vazio a essa altura do campeonato. 

Mas calma, não é só de sofrência que vive essa gestante. Ganhei muito bolinho, mamão e abacate da sogrinha. Eu amo uma vitamina e os bolos dela são os melhores que já comi na vida. Sarinha fica muito feliz viu? Aliás, essa guria se mexe tanto o dia todo que as vezes acho que ela vai nascer e já vai sair correndo pelos corredores da maternidade.

Apesar do cansaço infinito, como estou trabalhando de casa consigo dormir um pouco depois do almoço e nos finais de semana aproveito os longos desmaios no sofá a tarde. Eu já curtia esses cochilos antes da gravidez, agora então nem se fala. 

As aulas desse semestre também acabaram, o que me dá umas duas semaninhas de calmaria a noite se dino-sara não resolver vir antes da hora. Parece pouco mas não ter obrigações pós expediente já me tira um peso das costas enorme. 

É, o tempo voa e voa rápido. 

Até tenho outras coisinhas pra compartilhar por aqui da minha gestação que não envolvem necessariamente o terceiro trimestre, mas né, esse post já está gigante. Vai ficar para um próxima e agora vou ali para o sofá que, apesar de ter começado a escrever na madrugada de domingo, cá estou eu terminando ele na maior preguiça pós almoço. 

Sofá, aí vou eu.
7.7.20

2002 - 2020

Já são 6 anos de namoro, de parceria, de nós dois. São 6 anos depois de 10 e, caso você ainda não conheça esse pedacinho da nossa história, te chamo pra ler o post de 1 ano depois de 10

Como bem diz o meu sogro, "só tiramos o emblema da escola" e a vida foi acontecendo. Agora com um intervalo de 18 anos, poses melhores e um pacotinho quase pronto a caminho. 

Cheguei a mentalizar mil coisas pra falar sobre tudo isso aqui mas no momento só consigo pensar no quão grata tenho me sentindo quando penso na gente, que agora somos três. A vida é muito doida mesmo né? Ainda bem.