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31.8.20

Novos dias bons


Domingo pela manhã acordei e me peguei rindo dessa cena. Sara e eu morrendo de preguiça pra acordar — Toni provavelmente já devia ter entrado no quarto algumas vezes na tentativa de me avisar que o café estava pronto, o berço dela cheio de roupas de várias lavagens ainda na esperança de serem guardadas, o coque desmontado depois do amarrador de cabelo ir parar sei lá aonde deixando esse belíssimo penteado e eu ainda de óculos. É, achei que tinha tirado ele depois do tetê da madrugada. 

Aliás, seguimos com o total de 01 noite de sono da Sarinha no berço e talvez a utilidade do berço nessa casa continue sendo servir de apoio para as roupas lavadas. A diferença dos primeiros trinta dias é que agora somos nós duas que aproveitamos a cama, para a alegria da minha coluna, enquanto papai se estica no sofá que, para a sorte dele, é muito bom. 


Acredito que pelo combo licença maternidade & quarentena, os dias acabam parecendo repetições dos dias anteriores. Muito nenê grudado na mãe, as únicas poucas saídas de casa são para consultas, uma infinidade de fotos de cantos bagunçados da casa, das caretas da pequena e dessa mãe aparentemente sempre descabelada, muitas horas sentada no sofá com Sarinha e minhas nádegas dormentes que lutem. 

Em alguns dias isso me deixa triste, essas repetições que não parecem ter fim. Saudade de quando o tempo era meu e eu podia passar horas na frente do computador, saudade das leituras, de maratonar séries sem ser interrompida, saudade do tédio. Saudade de receber e visitar família e amigos, saudade de bater perna por ai, de sair de casa, de aglomerar.

Em outros dias eu me agarro na nova rotina, nas novas experiências, nas pequenas grandes conquistas da Sarinha e nas nossas também, afinal, aprendemos o tempo todo com ela. Tento adaptar meus antigos passatempos no novo caos. Blogar quando dá, maratonar séries já vistas mesmo, assistir filmes novos sem medo de ter que pausar infinitas vezes.


No começo disso tudo, porque esses quarenta e poucos dias pós dino-sara parecem que fazem anos já, eu tinha a sensação de que os dias ruins não acabariam ou seriam grande maioria. Tentava me apegar ao mantra do "vai passar" e, por mais que eu quisesse, era difícil acreditar. Eu me perguntava o tempo todo: ok, vai passar, mas quando? 

A parte louca é que vai passando mesmo. Os dias ruins continuam, surgem novos dias ruins, mas vai passando. Afinal, surgem novos dias bons também. E nessas horas eu entendo quando outras mães me dizem sem pensar duas vezes, vai passar e passa mesmo.


Dias em que o sling acalma, que a roupa fofa serve mesmo que ainda folgada, que a neném dorme tranquila, que a mãe acorda com o coração leve, que vê graça na bagunça, que dá vontade de esmagar a nenê.


Esse post, por exemplo, só vai sair porque testei usar o notebook no sofá aproveitando a calmaria de algumas mamadas e duas belíssimas sonecas que milagrosamente Sara tirou hoje. Ainda assim, levei um dia quase inteiro pra finalizar e tudo bem. Assim a gente vai vivendo essa nova fase. 

E pra finalizar esse post, fica esse registro que fiz começo de agosto na semana que minha irmã veio passar aqui em casa pra nos ajudar. Tia & dinda babona, contemplando a pequena no seu banho de sol pós troca de fralda. Ah, como eu amo essa foto ♥


6 comentários:

  1. Ahhh que lindeza! Adorei todas as fotos. A Sarinha tá linda ♥ Já tô apaixonada por essa mini blogueirinha rs


    E magina Ba, seu cabelo tá lindo! Todo cheio de ondas e volume. Meu sonho ter um cabelo assim!


    Se cuidem ♥

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  2. a dica pra ele ficar assim tá sendo ficar 99% do tempo com ele embolado num coque hahahah ♥

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  3. Dica anotada! Vou testa aqui em casa haha

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  4. O que me conforta é que esses dias difíceis irão passar.

    Bom fim de semana!

    OBS.: O blog está de volta com novos posts. Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

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  5. Quem me dera acordar bonita assim! Apaixonei nessa foto onde aparece só a boquinha e a mãozinha dela <3 Tenho certeza que as horas de fofura compensam as horas de perrengue. Esse primeiro ano passa muito rápido, então aproveite bastante pq daqui a pouco vc nem lembra mais dos perrengues. beijos!

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  6. compensam sim :) é muito louco que mesmo nos piores dias, depois a gente se dá conta da sorte que tem. são vários perrengues mas o amor que vamos criando pela pequena é bizarro, na falta de outra palavra haha, de tão intenso que é ♥ a montanha-russa de sensação da maternidade né? hahah

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