De vez em quando alguém compartilha nas suas redes sociais que a vida que a gente não posta dá um trabalho danado e essa afirmação é a maior verdade. Assim como, eu aqui não sendo nem um pouco low profile, a vida que a gente posta dá um trabalho danado também.
O primeiro final de semana na casa nova foi aquela loucura. Muita coisa para limpar e organizar enquanto os móveis estavam em processo de montagem (que continuaria na terça-feira seguinte). Fogão ainda na caixa e muitas refeições nada balanceadas improvisadas. Agradecendo ao quase inexistente movimento da rua por sobreviver a quatro dias sem cortinas.
Na segunda (15) ainda pareceu um dia normal porque fui trabalhar no escritório. Já na terça (16) é que os jogos realmente começaram. Semana curta com muita coisa pra ser instalada (móveis, pedras e cortinas), muitas demandas para finalizar (quinta sendo meu último dia de trabalho), férias escolares (quarta sendo último dia de creche). Basicamente o meme do será se eu chego até sexta com vida?
Na quarta (17) o negócio foi louco, quando me dei conta a casa era só pó de pedra, escada pra lá, escada pra cá, barulho de cerra e cinco homens trabalhando sem parar enquanto eu tentava fingir normalidade na frente do computador. Achei que ia cair dura com o cheiro de cola na finalização da instalação das pedras.
Dou risadas nervosas toda vez que eu lembro de um dos cara perdendo toda cor da face ao perguntar tem um porta escondida aqui? 🥲 depois de colar a pedra e, veja bem, descobrir que a porta não abriria mais sem ajustes.
Depois de nos olharmos em silêncio (e desespero) por alguns longos minutos e eu pensar que nem queria uma porta ai mesmo deu tudo certo. O lado bom da marmoraria ser indicação do marceneiro e eles se entenderem no conflito de medidas.
Poeira? Tanta poeira que eu não tive coragem de procurar talheres e qualquer coisa para comer, eu precisava de drogas mais pesadas (o méqui estava delicioso).
Fim de tarde de quarta-feira minha mãe chegou. Quinta-feira furacão Sarinha entraria de férias e nós ainda tínhamos dois dias muito agitados pela frente. Vovó Adriana salvando o restinho da semana.
Na quinta pela manhã enquanto eu trabalhava em casa, mãe inaugurou nossa mangueira no quintal que estava desesperadoramente branco de tanto pó de pedra. A grama e as folhagens pedindo socorro. Nesse meio tempo Sara se divertiu vendo a avó tratar uma vaca foragida — amo morar no condado dos hobbits — com o excesso de grama que ela resolveu arrancar do quintal.
Como o marceneiro só viria no período da tarde pra deixar nossa cozinha funcional, pedimos marmitinha de almoço. Sara amando todas as experiências.
No período da tarde foi aquela loucura, marceneiros trabalhando nos móveis (coisa que não acabava mais), eu dando a alma pra finalizar minhas demandas também antes de entrar de férias e vovó Adriana entretendo uma neta cheia de energia.
É, a vida que a gente posta dá um trabalho danado também, mas é gratificante.
Foi uma primeira semana na casa nova pra lá de intensa mas deu tudo certo. Um pouco de caos para ter o nosso cafofo em ordem (ou o mais próximo disso).
Tela em branco pra pintar, livro novo pra escrever novas histórias.
🍀
Eu queria ter subido esse post antes do ano acabar mas como dezembro aconteceu como dezembro costuma acontecer, é isso mesmo. Vai ser ele mesmo o primeiro post de 2026, pra eu lembrar como foi a primeira semana na casa nova (e que sobrevivi a ela 🥲) e pensar em tudo que ainda vamos viver nesse novo lar.
Aproveito pra desejar a todos meus queridos leitores desse web-espaço, queridos web-amigos, um feliz 2026! ⭐ vamo que vamo galerinha ⭐


Nenhum comentário:
Postar um comentário