Rolês improváveis entrando pra memória de acontecimentos dos lados de cá já nos primeiros dias do ano. Correndo o risco de soar maluca tal qual personagens literários reis-de-alguma-coisa enquanto decifram profecias de acordo com seus próprios interesses, vou arriscar dizer que isso é mais uma confirmação do universo de que 2026 vai ser incrível.
Fomos parar em um chalé quase centenário de Imbituba, convidados para um churrasco. Cheguei a fuçar na internet para ver se achava mais informações mas não achei quase nada (ou só não soube como procurar), então vou confiar nas informações repassadas pelo nosso anfitrião nesse dia.
Não bastando esse detalhe, que por si já foi interessantíssimo poder andar pelo espaço analisando a arquitetura da casa e história da época, nesse rolê descobri que não sou tão ignorante no inglês quanto eu pensava. Alguns dos convidados eram chineses, colegas de trabalho do nosso anfitrião, e como não falavam português a comunicação se dava toda em inglês. Eu particularmente me arrisquei apenas como ouvinte e fiquei surpresa ao não me sentir nem um pouco perdida nas conversas. Já o Toni não apenas conversou como jogou dominó com um deles.
Comi muito queijo coalho (enquanto minha intolerância a lactose gritava eu sou uma piada pra você?) e Sara gastou muita energia correndo pelo terreno. O soninho de princesa no colo da mãe foi aproveitado com sucesso antes mesmo de chegar em casa.
Voltamos para casa.
Fiz minha matrícula em Análise e Desenvolvimento de Sistemas.
Enfim assisti Jurassic World Rebirth, essa sendo uma experiência pavorosa (estou desolada).
Pela primeira vez lendo três livros ao mesmo tempo, não sei se repetirei a dose.
- Brimstone, de Callie Hart
- Slewfoot, de Broom
- Duas Coroas Retorcidas, de Rachel Gillig
Livros que comecei mês passado, um mês não tão bom para as minhas leituras, e que finalizei poucos dias depois desses registros. Enfim engatando na leitura mas ainda preferindo ler um livro de cada vez.
Eu tenho gostado tanto dos finais de semana em casa. A vontade de sair, que já era baixa, se tornando praticamente nula. Enquanto minhas aulas não começam, sinto que ainda consigo abraçar um outro ritmo e aproveitar melhor o tempo com calma sem que as vozes da minha cabeça fiquem cobrando produtividade. Acordar sem hora, me permitir cochiletas russas, ler sem precisar olhar quantos minutos tem no capítulo para decidir se ainda dá tempo. Aproveitando sem grandes expectativas enquanto a correria é reservada apenas para os dias úteis da semana.
A tranquilidade do bairro? Basicamente escuto passarinhos, bezerros choramingando por suas mães foragidas e o bom dia de galos. Não tenho do que reclamar.
✨✨✨
Acho que todo começo do ano, naquele espaço-tempo em que ainda acho que tenho tempo e as coisas em que eu me enfiei ainda não começaram a sugar toda a minha energia, eu caio no meu próprio evento canônico. Então lá vamos nós novamente com a esperança de que eu conseguirei compartilhar coisas mais próximas do momento em que aconteceram sem que os sentimentos e pensamentos se percam na memória de centavos.
Os recaps mensais eram mais fáceis de manter porque eu sempre recorria a galeria do celular, mas até isso vai ficando superficial depois de um tempo considerando o que eu de fato vivo. Quanto mais tempo passa menos eu lembro e a balança daquele período fica tão rica quanto as minhas resenhas literárias: termino sem lembrar de muita coisa resumindo a história em muito bom ou viva mas a que custo.
O primeiro obstáculo do evento: definir um nome pra o post, que negócio complicado.


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