07:06 de um sábado (14) acordo atrasada para tomar meu antibiótico porque esqueci de colocar o despertador. Só que não estou em casa e a vista do chalé faz a cerração da manhã parecer ainda mais bonita do que já costumo achar.
Tenho feito um certo esforço para aprender a ser acolhida, a ser presenteada sem pensar no custo financeiro do presente. Não ficar pensando demais sobre as coisas e aceitar também ser merecedora de todos os atos de cuidado. Será se não foi muito caro? Não preciso de tanto assim. As vezes as pessoas querem e podem te proporcionar tempo, carinho, experiências. Tento lembrar que não é porque já estive no lugar da explorada que me tornaria a exploradora ao aceitar o que o outro escolhe me oferecer também.
Não, essa reflexão não é apenas sobre um final de semana no chalé.
Primeira coisa que pensei quando chegamos no chalé sexta-feira pós expediente foi que eu viveria facilmente lá, no meio do mato. Aqui bate a saudade (e necessidade) de voltar ao trabalho remoto. Viveria num chalé desse mas viveria feliz em um chalé simples também.
Quando eu consigo ver beleza na minha pantufa velha favorita ou na bagunça de um quarto, sinto que me sinto um pouco mais próxima das coisas que me fazem genuinamente feliz e mais distante dos pensamentos acelerados e das dores da vida adulta.
Apesar de ainda não ser Páscoa, a anfitriã deixou pegadinhas de coelho no chalé e uns chocolates para a Sara. Ela já estava eufórica por ter ouvido um áudio da minha mãe me contando aonde a anfitriã tinha deixado o presente (atrás da cortina). A maior carinha de Smigol quase falando it's mine my precious só que uma versão mais bonitinha dele 😂
A cortina do chalé claramente pensando: só assim para eu ser a primeira coisa a ser vista nesse lugar mesmo.
Mãe aproveitou o encontro e antecipou os presentes para a Sara também. Levou chocolate suficiente pra desbloquear diabetes na família inteira.
Ironicamente abrimos o último ovo da última páscoa semana passada... (sim, chocolates duram lá casa)
Apesar da mini querida ser formiguinha, ela ficou vidrada mesmo foi no caderno e cartela de adesivos novos.
Vocês também tinham dó de usar a cartela de adesivos na infância de vocês? Falando com o Toni descobrimos que não só sofríamos com a ideia de usar nossos adesivos quando crianças como ainda sentimos dor física vendo a Sara colar adesivo em tudo e todos na maior tranquilidade.
O dia que ela colou um adesivo fofo na minha mão do mais absoluto nada eu quase cai dura.
Ela está errada? Provavelmente não, feliz dela de viver o momento presente das coisas que ganha. Chega a ser engraçado ver as diferenças geracionais.
Sara forçando desapego nos pais com terapia agressiva, aparentemente.
Para quem não sabe, a Sara tem um sensor que apita toda vez que o pai dela se aproxima de mim. É assim que a tentativa de fotografia de casal ganha participação especial. Não aparece no frame que selecionei mas no meio do vídeo ela se enfia entre nos dois, bem territorialista. Segurando um pote cheio de comida de peixe...
Uma coisa que não conseguimos fazer foi passar pela experiência de comer marshmallow com a Sara no espaço para fogueira que tem na lateral do chalé. Além de eu finalizar os dias com dor no estômago e por isso precisar me esconder na cama cedo (tinha recém iniciado meu tratamento com antibiótico), no dia que iam fazer isso a Sara gastou energia além da conta e o disjuntor dela caiu enquanto ela se encostava um pouco no sofá. Foi acordar só no outro dia, logo no dia que voltaríamos para casa cedo.
Aproveitei que lá eu não precisava ser só mãe mas podia ser filha também e desliguei minha cabecinha aos poucos. Eu, meu livrinho e muita água porque até o café eu precisei regular para não ser ainda mais torturada pelo meu estômago. Enquanto a avó matava a saudade e tinha toda a atenção e energia da neta para gastar.
Sara brincou tanto. Muita bagunça na banheira, caminhou no meio do mato, deu comida para os peixes, brincou de casinha, de comidinha, de desenhar, deu mais comida para os peixes, balançou na rede...
No domingo me permiti tentar relaxar na banheira. O relaxamento em si foi alcançado com sucesso. Se você me ver cozinhando numa banheira com a água a 38ºC não me tira de lá, é exatamente aonde quero estar. A não ser que você me lembre que nesse dia o relaxamento me desbloqueou uma belíssima enxaqueca que durou três longos dias. Nesse caso talvez eu precise repensar (ou deixar para meu auto cozinhar apenas no inverno).
Mesmo meu estado estomacal me proporcionando muitos altos e baixos (assunto muitíssimo insistente nesse post porque foi muitíssimo insistente durante a estadia), foi gostoso demais viver a experiência de descansar nesse chalé.
O lugar é lindo e calmo do jeitinho que a gente precisava para renovar as energias e voltar com o carisma um pouco mais alinhado para enfrentar a correria da semana.
Sendo mãe, a arte de me sentir menos hiperestimulada quando já estou sobrecarregada é bem difícil de alcançar. Acabo sendo o ponto de conforto da pequena e ela vai querer estar perto a maior parte do tempo, principalmente quando ela se sente estimulada demais também. Acho que faz parte e vamos lidando do jeito que dá com o que temos.
Obviamente não será um final de semana em um chalé bonito que resetará todos os excessos que me assombram. Mas ainda assim, as vezes dois dias em um lugar bonito (para os olhos, para o coração...) tem o poder de te fazer respirar o suficiente para enxergar as bonitezas da vida, as possibilidade que dias mais calmos podem proporcionar para o corpo, para a mente, para a maternidade, para tantas camadas da nossa vida.
Enquanto o meu mundo não se realinha em um estalar de dedos (sabemos que a realidade é outra), vou tentando abraçar momentos de respiro. Dessa vez o abraço veio em forma de um chalé bonito e o cuidado dos meus. Essa é a parte que o nó na garganta vem, os olhos marejam e eu encerro o post...
A vida presta.
Ah, antes de fechar o post, vovó conseguiu uma foto de casal pra gente 😊
📍 Cabana Jardim dos Pássaros, em Santo Amaro da Imperatriz.

Ain meu deus, que casal mais lindo <3 a sarinha é muito fofa!
ResponderExcluirNossa ba, que lugar incrivel, lindo, eu viveria totalmente nesse lugar ahahhaa
Eu super entendo essa sensação da gente não deixar as pessoas cuidarem da gente, eu vivo com isso, parece que eu não posso me pertmiri ne? mas a gente vai aprendendo com a vida...
O importante é que você descansou, e deu um quentinho no coração de ter as pessoas que você ama perto assim né?!
as fotos estão lindas como sempre, belos registros <3
o fato de tentarmos nos permitir mesmo que aos poucos já é uma grandíssima vitória né? ❤️
ExcluirOlá Ba!
ResponderExcluirIsso que você disse sobre ser acolhida e presenteada sem pensar no custo depois, ou no meu caso também, de me sentir até culpada, mexeu demais comigo, pois me sinto muito dessa forma, porém junto desse sentimento vem logo após a sensação boa de estar sendo valorizada, lembrada de alguma forma, e isso tudo é muito maravilhoso, então no final até esqueço da culpa que senti no começo hahaha
Adorei as fotos, você são uma família muito fofa!, e também adorariaa morar nesse chalé, a vida parece desacelerar totalmente quando viajamos ou quando vamos para o meio do mato né? rs.
Abraços,
Bia ♥
antique faerie
e é tão bom nos sentirmos lembradas e valorizadas né? 🥹❤️
ExcluirEu também viveria facilmente nesse chalé (ou em qualquer outro com vista bonita).
ResponderExcluirNem me fala em usar adesivos, tenho uns que ganhei quando tinha 10 anos!!! Harumi usa todos sem dó, hahahahah
E engraçado que a Harumi era assim tbm em relação ao meu marido quando era menor, não podíamos sequer das as mãos. Hoje em dia tá menos ciumenta, hahaha
Espero que esteja melhor do estômago, ninguém merece essas dores
ainda bem que elas sabem aproveitar as oportunidades que tem né? ninguém merece a triste de enfim aceitar usar um adesivo e descobrir que a cola dele foi com deus
ExcluirTô completamente apaixonada pela luz nessas fotos dentro do chalé, que sonho e que lindezas de fotos!!!
ResponderExcluirEu era a criança que tinha dó de usar adesivos e foi ótimo - na adolescência comecei a fazer bullet jornal e tinha um estoque infinito. Agora compro adesivos na Shopee e não tenho mais dó de usar hahahah
Amei demais as fotos e o relato, deu vontade de entrar e morar nesse post <3
A Menina da Janela
eles sobreviveraaaam? chocada! eu tive alguns que pararam de funcionar 🤡 a cola ficou zoada sei lá uma tristeza
Excluirque coisa boa e gostosa, passar o tempo com quem gostamos apenas para relaxar é o que sustenta nosso ser, com toda a certeza.
ResponderExcluiras suas fotos são tão maravilhosas, Ba, preciso urgentemente saber que câmera/celular você usa.
abraços
xoxoxo
Nicolle | kalopsia | aurora
nicolledulce.wordpress.com
experimental-aurora.blogspot.com
ai ni, desculpa a demora pra responder 🥲 meu celular é um iphone 11 e as fotos desse post que tem edição foram tiradas direto pelo app dazz cam a opção "GRD R" com alguns ajustes. sigo obcecada nessas cores
ExcluirQue lindos!
ResponderExcluirAchei o chalé tão mara, muito chique!
E levei um susto quando você comentou que a Sara tem um bip. haha Não vem como botão de desligar não?!
menina, não vem ??? ou pelo menos não sei ainda com que idade desliga 😝
ExcluirOi Ba! Que chalé ma-ra-vi-lho-so!!!!!!
ResponderExcluirQue bom que deu pra dar uma relaxada e curtir momentos em família. Imagino que ser mãe e ter pessoas de confiança cuidando da sua pequena já seja um alívio de vez em quando. Te ver fazendo coisas e saindo com a Sara me dá ainda mais confiança nisso de ser mãe também.
Sobre os adesivos... também sou assim. Esses dias, para fazer algo como uma terapia de choque em mim, grudei uma cartela toda de adesivos de um caderninho velho na minha agenda de trabalho kkkk
Legal foi eu indo fazer uma reunião importante dias depois com a bendita agenda com um monte de adesivos da Minnie dizendo "very, very important!!!" e "do some cool things". Ser adulta com a cabeça meio adolescente tem o seu charme.
Abração!
https://falacatarina.com/blog/
tem seu charme demais viu
Excluira gente devia fazer isso mais vezes
aiii, não aguento ler seus posts porque fico com vontade imediata de ser mãe 😭
ResponderExcluiro chalé é lindo demais, amei todas as fotos, parece ser tão aconchegante, bom saber que foi uma estadia legal!
eu também morria de dó de usar meus adesivos. inclusive, achei genial quando comprei uma desagenda da Aff The Hype ano passado e nela tinha uma cartela de adesivos e uma folha impressa com as mesmas estampas fingindo ser adesivos, pra que a gente não ficasse com dó de usar os originais hahaha (eu não usei do mesmo jeito, mas achei a ideia legal)
vocês muito coceirudas de útero que isso HAHAHAHA
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