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17.5.26

Se organizar direitinho, mamãe não sai do meu quarto

É curioso o peso que sai das nossas costas quando a gente pode fazer contagem regressiva do fim de algo que não aguentamos mais — diferente da sensação que antecede as férias, aquele respiro temporário pra lá de insuficiente. O semblante até muda sabe? Cada problema que surge some com a mesma rapidez em que sou abraçada pelo mantra: daqui uns dias isso não será mais problema meu. Algo que falo, mesmo que mentalmente, sem qualquer peso na consciência porque sei que estou saindo com a tranquilidade de quem não deixa a casa bagunçada. 

Apesar da leveza que a visualização do fim dá (só mais duas semaninhas pela frente), os dias também parecem se arrastar além do normal, como se o período do aviso prévio trabalhado durasse os eternos 5 minutos que antecedem o resultado de um teste de gravidez. Dura uma eternidade, 84 anos. 

Precisei me agarrar em drogas lícitas aceitáveis (romances adolescentes) que me fizeram relembrar o motivo de eu gostar tanto de ler. Finalizei Dungeons & Drama com um sorriso no rosto e logo engatei em Dates & Dragons da mesma autora. Finalizei as duas leituras com a certeza de que romances água com açúcar também são bons massageadores cerebrais. 

Como a vida é uma belíssima caixinha de surpresas e a gente nunca sabe exatamente qual será a skin carismática do dia seguinte, não dá pra dizer que sofremos de tédio. Nada como já acordar cansada e precisar gastar o saldo (inexistente) de carisma e negociação com a mini querida que se nega a se arrumar para ir para a escola (o que faz com que a gente se atrase). 

Não adianta se você sabe equilibrar a educação positiva com a educação raiz, filhos dobrarão seus pais no meio em qualquer geração. É meio desesperador... 👀

É o tipo de coisa que quando acontece comigo, principalmente depois de eu ter sonhado que fumei um malborinho vermelho (meu medidor de estresse e cansaço sendo ex-fumante há mais de 10 fucking anos), me dá a certeza antes mesmo das 7h da manhã de que apenas a minha playlist de hard techno (a quem interessar) e um fast food radioativo (recorri ao Bobs) irá me impedir de rosnar (mais) ou morder pessoas no trabalho. 

Chegou final de semana das mães e fui celebrar a minha num rolê só nosso no sábado mesmo. Almoçamos na Macarronada Italiana para não perder o costume em grandes eventos, pegamos uma belíssima chuva e seguimos rumo ao cinema. As duas claramente sofrendo de amnésia porque esquecemos completamente que qualquer estabelecimento estaria SOCADO de gente dadas as circunstâncias comemorativas. Absurdamente pavoroso de tanta gente reunida no mesmo espaço mas nem podemos reclamar muito porque demos muita sorte em todas nossas escolhas. Mesa livre apenas para duas pessoas (não pegamos fila), timing para ir no café (sofá confortável e chocolate quente delicioso), timing para comprar os ingressos no cinema (nenhuma alma na hora que chegamos), timing para comprar o balde de pipocas (ainda traumatizada com os preços mas a fila quilométrica de minutos antes tinha evaporado). 

Assistimos O Diabo Veste Prada 2 e agora além de encher o buchinho com comida conforto (ignorando completamente a minha intolerância a lactose) eu vou querer tornar o cineminha ritual também. Mas vou levar pipoca na mochila da próxima vez, pelamordedeus. 

Ganhei show particular da filhota em casa com direito a repeteco da música "Fico assim sem você" numa versão batidão que me fez lembrar dos bonequinhos do Roblox dançando

Apesar dela participar dos ensaios no colégio, não quis participar da apresentação porque estava com vergonha. Eu sendo uma pessoa que lembra traumaticamente de ter participado dessas apresentações na infância, não quis forçar a barra. Ela preferiu não participar no colégio mas, de acordo com o Toni, passou o sábado ensaiando para que quando eu chegasse em casa ela conseguisse apresentar direitinho. Chorei mesmo lembrando de Roblox. 

Fechei o meu sábado sendo promovida a Capitã Marvel, muito mais forte que o papai Homem de Ferro (quem discordar que vá pedir explicações para a Sara). 

Domingo (dia das mães) acordei com direito a careta muitíssimo cansada da muvuca do dia anterior. Fomos almoçar com sogrinha e tive uma maravilhosa crise alérgica. Devia ser crime tantos espirros não contarem como treino abdominal. Acho que dormi boa parte da tarde, tentando recuperar a dignidade e aceitando o nariz vermelho. Terminei o final de semana cansada mas com alegria, como diz Sarinha, depois de encher a barriga com lasanha (sogrinha arrasou). 

Comecei a semana pós dia das mães descobrindo belas promoções e mudando a escolha do meu presente. Ia ser um livro que está para ser lançado mas quando eu vi o preço do box de ACOTAR (que sim eu já li e sim eu já tenho em outra edição mas não nessas belíssimas cores) não pensei duas vezes. 

feliz no simples 💅🏻

Resto da semana foi um grande borrão sem mais registros além de trabalho e dias frios (que eu só aproveito quando não preciso trabalhar, o que não foi o caso). 

Já ontem resolvi faxinar os quartos eram nem 8h da manhã e hoje, sofrendo com as dores musculares alcançadas graças ao esforço físico do faxinão, me pergunto que surto foi esse em pleno sábado. 

Sara topou minha ideia de desmontarmos a cabana dela e reorganizar os brinquedos. Não sei da onde (sei sim, da avó) vem tanto cacareco, socorro

juro que essa é a versão organizada do quarto

Ela ficou tão feliz com a nova reorganização que passou o dia brincando com coisas que ela nem lembrava mais que tinha e pediu pra eu tirar fotos dela (nem sempre ela está no clima, veja bem). 

Hoje repetimos a dose (não da faxina, pelamordedeus) e passei a manhã com ela no quarto ouvindo a minha playlist da Hello Kitty a pedidos delas (muito minha filha). Com direito a resmungos se travava ou ficava baixo demais (a querida nem ai para a política da boa vizinhança). 

Avisei que não poderia ficar muito porque logo precisaria estudar. Ela na maior cara de pau falou até a hora do almoço mamãe, o papai falou que tá quase pronto. Corta pra depois ele rindo ao me contar que ela pediu pra ele demorar para começar o almoço. Quando descobri o golpe ela veio se jogando no meu colo rindo, falando não mamãe, o papai que falou que ia ser rápido nem ela confiando no próprio tom. 

É vão achando vocês que uma criança que nem 6 anos fez não sabe planejar um golpe 😝

Fiquei na nossa caminha improvisada até ela ser vencida pelo sono, antes mesmo do almoço tardio, porque os estudos podem esperar sim. 


todas as cores da casa nesse cômodo

Se um dia eu aparecer com registros de uma parede colorida em construção no quarto dela lembrem-se que foi deitada nesse tapetinho tão rosa (!!1!!!!) que me surgiu a ideia... mas antes, precisamos de um roupeiro, e um baú de brinquedos — URGENTE!!1!!!!!!

8 comentários:

  1. GENTE, a menina sara muito sagaz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! (mini queen!!!!!)

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  2. Eu adorei esse relato de dia das mães. É tão bom guardar boas lembranças!

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  3. meu deus, voltando pra esse mundinho de blogs e COMO A SARA TA GRANDE!!! Já até dando golpes hahaha. Acho que lembro das fotinhos do primeiro aniversário dela ainda, tô me sentindo absurdamente velha nesse momento kkkrying.

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    Respostas
    1. o tempo voa! a gente pisca e teremos uma adolescente em casa #panic

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  4. A criançada dessa geração tá mesmo muito espertinha kkkkk
    Feliz Dia das Mães, Ba!
    Você e a sua tem os olhinhos iguaizinhos quando sorriem... achei lindo <3

    https://falacatarina.com/blog/

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