Quando tivemos a ideia de usar para o BEDA do Entreblogs a temática de RPG, inspirada em Dungeons & Dragons, devo dizer que fomos ousados. E digo isso porque eu conhecia muito pouco desse universo para tentar algo assim tão perto do mês em que aconteceria o grande evento.
Até final de junho e comecinho de julho, eu atribuía meu conhecimento em 0,02 centavos graças a Stranger Things e uns 0,15 centavos, talvez até um pouco mais, graças a dois livros da Kristy Boyce que recém tinha lido: Dungeons & Drama e Dates & Dragons. Como eu disse, muito pouco.
Quando começou o alvoroço do pessoal, conforme formos soltando alguns spoilers, e uma galera sinalizou que entendia de RPG, começou a me bater um certo desespero. Vira e mexe, enquanto bolávamos o lore da brincadeira e eu ia fazendo mais algumas pesquisas rápidas, só conseguia pensar: meudeus eu vou traumatizar alguém.
Para minha felicidade (e sanidade), até agora, se alguém se traumatizou não fui informada. Pelo menos não graças a mim, quanto ao Blogger já é outra história.
Pelo o que vejo a galera está curtindo, está animada, assim como eu. Isso ficou bem evidente quando conseguiram derrotar o mesmo vilão duas vezes na primeira semana, uma das vezes já no segundo dia, e o suspense que havíamos preparado já não fazia mais sentido considerando que o vilão já se encontrava estatelado no chão. Precisei mexer em quase toda história. #mygod
Está sendo uma baita experimento e mesmo batendo alguns momentos de desespero, afinal expectativas são criadas conforme vozes da minha cabeça, tem sido muito divertido.
No começo, eu realmente não sabia o que esperar. Pensei em formas de incentivar a galera a participar, seja dando opções de jornadas que se encaixassem a todas realidades, seja com o grimório de feitiços para não faltar ideias do que postar para o pessoal. Mas além disso, não me ocorreu que a galera ficaria tão engaja a ponto de não apenas completar todas as missões com ainda aplicarem ataques duplos. Sensacional, juro!
Nessa primeira semana de campanha, conforme as coisas foram se desenrolando, me vi um pouco como a protagonista de Dados & Disputas, da mesma autora dos outros dois livros que citei. Nesse terceiro livro, a protagonista Hazel decide mestrar a primeira mesa com os amigos e, mesmo programando a própria campanha, se vê desesperada porque a história muda conforme outros personagens vão tomando decisões. Até então eu nem tinha pensado muito no meu papel enquanto organizadora e foi uma virada de chave doida entender que de alguma forma eu estava mestrando a campanha Dungeons & Blogs e tendo que adaptar a história enquanto coisas aconteciam.
E Th, pode ficar ficar tranquilo, eu também não tenho a menor ideia do que estou fazendo. Tenho aprendido mais sobre construção de personagens com os posts dos nossos colegas do que com as pesquisas que fiz. É isso ai, no free style, aprendendo um pouquinho todo dia, entrando na brincadeira na cara e na coragem e torcendo para dar tudo certo.
Até eu definir o nome da minha personagem e me dar conta de que precisaria escolher classe e raça — a classe aqui sendo pauta para outra edição dos bastidores, devido ao contexto do projeto — eu só conseguia pensar no Gandalf. Não sei se dá pra entender o meu ponto, mas basicamente, eu realmente comecei a brincadeira sabendo muito pouco sobre RPG.
Enquanto participante, ainda estou elaborando a minha personagem, pensando em como trabalhar a construção da história dela. Algo que quero trazer pra cá também. Enquanto mestra-organizadora, bom, temos uma lore pra criar e alimentar.
Avante, aventureiros!
Esse post faz parte de uma série que eu e Igor estamos escrevendo sobre os bastidores do Beda 2026. Você pode acessar todos os meus posts para a campanha em /beda.