Um post da Karina sem querer desbloqueou esse post na minha cabeça sobre uma pauta aparentemente muito relevante: baratas.
Ou mais especificamente sobre ter medo, pavor, fobia, essas coisas. Pânico, insônia, gritaria... sei lá, todas as reações que pessoais normais tem quando dão de cara com uma sabe?
Enfim...
Toda vez que alguém compartilha alguma experiência minimamente traumática envolvendo esse temível inseto eu me pego perguntando qual o meu problema, afinal parece ser uma regra universal ter por instinto pavor o suficiente para abandonar a própria casa se uma aparecer, enquanto eu sigo sentindo vários nadas a respeito. Não poderia me importar menos. Claramente tenho algum problema.
Isso me fez lembrar de duas situações bem peculiares.
A primeira, quando ainda fazia faculdade de Administração há tempo suficiente para me parecer que já foi em outra vida, no ponto de ônibus esperando a minha linha para ir para casa depois da aula. Aquele bafão maravilhoso de asfalto fim do dia em pleno verão.
Eu tranquilíssima com a cabeça em Nárnia sou pega no susto com a maior gritaria no ponto de ônibus. Todo mundo gritando e correndo para longe até eu entender o que diabos causou tanto alvoroço: uma infestação de baratas saindo do boieiro em frente ao ponto de ônibus. O ponto de ônibus foi simplesmente reduzido a eu e aparentemente todas as baratas do primeiro filme de MIB.
Cansada demais para se quer me dar o trabalho, continuei ali esperando meu ônibus enquanto desviava das queridas.
A segunda, um pouco mais recente mas também parecendo ser em outra vida (Sara era um bebê) sempre renderá ao Toni a frase: eu nunca achei que iria ver uma barata ser domada.
Corta para essa que vos escreve muitíssimo cansada no quarto depois de demorar sabe-se lá quanto tempo para fazer a Sara dormir. Eis que uma barata tem a audácia em adentrar em ambiente hostil, o nosso quarto, assim que Sara caiu no sono.
Minha primeira reação foi pegar o chinelo mas só durou o segundo necessário para me fazer recuar com receio de acordar a Sara com o barulho. Até minha indiferença tem limites né?
Ver vultos e voltar a dormir? Tranquilo. Ver uma barata e voltar a dormir sem aniquilar ela antes? Ai até eu já acho que é demais.
Pois bem, fiz algo que me pareceu muitíssimo simples: liguei a lanterna do celular, abri a porta do quarto e fiz a barata sair com as próprias patinhas asquerosas para fora do quarto enquanto eu iluminava o caminho para ela. Olha como sou legal.
Simples assim (contem ironia, obviamente, mesmo que eu tenha achado simples).
Até hoje eu lembro da cara do Toni ao ver a barata saindo do quarto, na minha frente, enquanto eu cochichava para ele com a maior tranquilidade do mundo: mata ai fora pra não acordar a Sara. 👀
Eu lá sou louca de acordar a criança?
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Em um universo paralelo pós apocalíptico talvez eu tivesse uma barata amiga tipo o Wall-e.


