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26.4.26

Um post da Karina sem querer desbloqueou esse post na minha cabeça sobre uma pauta aparentemente muito relevante: baratas.  

Ou mais especificamente sobre ter medo, pavor, fobia, essas coisas. Pânico, insônia, gritaria... sei lá, todas as reações que pessoais normais tem quando dão de cara com uma sabe? 

Enfim...

Toda vez que alguém compartilha alguma experiência minimamente traumática envolvendo esse temível inseto eu me pego perguntando qual o meu problema, afinal parece ser uma regra universal ter por instinto pavor o suficiente para abandonar a própria casa se uma aparecer, enquanto eu sigo sentindo vários nadas a respeito. Não poderia me importar menos. Claramente tenho algum problema. 

Isso me fez lembrar de duas situações bem peculiares.

A primeira, quando ainda fazia faculdade de Administração há tempo suficiente para me parecer que já foi em outra vida, no ponto de ônibus esperando a minha linha para ir para casa depois da aula. Aquele bafão maravilhoso de asfalto fim do dia em pleno verão. 

Eu tranquilíssima com a cabeça em Nárnia sou pega no susto com a maior gritaria no ponto de ônibus. Todo mundo gritando e correndo para longe até eu entender o que diabos causou tanto alvoroço: uma infestação de baratas saindo do boieiro em frente ao ponto de ônibus. O ponto de ônibus foi simplesmente reduzido a eu e aparentemente todas as baratas do primeiro filme de MIB. 

Cansada demais para se quer me dar o trabalho, continuei ali esperando meu ônibus enquanto desviava das queridas. 

A segunda, um pouco mais recente mas também parecendo ser em outra vida (Sara era um bebê) sempre renderá ao Toni a frase: eu nunca achei que iria ver uma barata ser domada

Corta para essa que vos escreve muitíssimo cansada no quarto depois de demorar sabe-se lá quanto tempo para fazer a Sara dormir. Eis que uma barata tem a audácia em adentrar em ambiente hostil, o nosso quarto, assim que Sara caiu no sono. 

Minha primeira reação foi pegar o chinelo mas só durou o segundo necessário para me fazer recuar com receio de acordar a Sara com o barulho. Até minha indiferença tem limites né?  

Ver vultos e voltar a dormir? Tranquilo. Ver uma barata e voltar a dormir sem aniquilar ela antes? Ai até eu já acho que é demais.

Pois bem, fiz algo que me pareceu muitíssimo simples: liguei a lanterna do celular, abri a porta do quarto e fiz a barata sair com as próprias patinhas asquerosas para fora do quarto enquanto eu iluminava o caminho para ela. Olha como sou legal. 

Simples assim (contem ironia, obviamente, mesmo que eu tenha achado simples). 

Até hoje eu lembro da cara do Toni ao ver a barata saindo do quarto, na minha frente, enquanto eu cochichava para ele com a maior tranquilidade do mundo: mata ai fora pra não acordar a Sara. 👀

Eu lá sou louca de acordar a criança? 

***

Em um universo paralelo pós apocalíptico talvez eu tivesse uma barata amiga tipo o Wall-e. 

29.9.15

Ou: a calcinha mais foda que eu já comprei.

O que eu vou compartilhar com vocês aconteceu já tem uns meses e eu até queria muito compartilhar isso antes, só não tinha a menor ideia de como eu conseguiria expressar em palavras esse momento tão bizarro e que eu ainda me pego na dúvida se foi real. Achei válido registrar aqui pra eu ter como lembrar que NUNCA devo subestimar a capacidade da minha vida de me trollar. 

Era uma vez, um belo sábado de manhã na casa do namorado. Acordei meio assustada, meio zonza, naquela vibe de eita tou mijando. EITA. Pulei da cama no maior susto achando que eu realmente tinha mijado na cama, com meus 25 anos na cara. WTF NÃO PODE C. Apalpei a cama, ainda sem ter acordado direito, procurando desesperada por qualquer parte que pudesse estar molhada. Gloriadeux, estava tudo seco, que maravilha.

Foi então que, já fora da cama, ao me movimentar um pouco mais, senti algo escorrer pelas minhas pernas. AI. MEU. DEUS. Agora imaginem a sensação de se ver encharcando, em um quarto, lugar mais seco ever, sem estar mijando. AQUILO NÃO FEZ SENTIDO. E eu entrei em desespero, porque sentia aquele rio inteiro escorrer e eu não estava mijando. EU NÃO ESTAVA MIJANDO. Eu achei que fosse morrer. MEUDEUS Q Q TA COM TECENO. 

Tudo isso muito rápido, sem entender nada, ficando ainda mais desesperada. Eu estava morrendo, desidratando em segundos, tinha certeza disso. Era muita água e aquilo não parava. AQUILO NÃO PARAVA. Eu tentava andar pelo quarto e só sentia molhar todo o chão. MEUDEUS. Aquilo não parava nunca, não tinha cheiro de nada e eu continuava achando que ia morrer. Até que enfim eu acordei.

- Era sonho bazinha? 

Não, gente. Essa desgraceira aconteceu mesmo. REAL. FUCKING. LIFE. Só que me dei conta de que eu realmente mijei na cama do meu namorado, na casa dele (!) eu devia ter morrido, eu deveria ter desidratado de verdade. Eu sei lá como eu fiz xixi dormindo, ali de boas enquanto sonhava, e a minha calcinha super fucking power não deixou vazar nada. Só depois de pular da cama no susto é que, ao me mexer, todo aquele xixi resolveu vazar pra sempre. Ao infinito e além. E, como eu tinha tomado MUITA água na noite anterior, a parada simplesmente não tinha cheiro. MEUDEUS TOU MORRENDO.

- Bazinha, respira!

Segundo desespero foi me dar conta que aquele quarto não era meu. PUTAMERDA. DEUS ME LEVA PFVR ME LEVA AGORA. Olhei rápido no celular e pelo horário namorado já deveria estar em casa (ele tem aula nos sábados pela manhã e naquele dia eu queria muito que ele tivesse se atrasado). Ameacei descer as escadas na esperança de achar qualquer coisa pra limpar aquela bagunça e vi que o ele já tinha chego. PQ EU AINDA TO VIVA DEUS PQ. 

Minha melhor reação foi berrar do segundo andar algo como: - PELAMOR NEM VEM AQUI AGORA SÓ ME ALCANÇA UM BALDE COM ÁGUA E UM PANO QUE DEU UNS PROBLEMA AQUI. 

Ele riu, ele só poderia rir. Porque não basta eu peidar no colo dele, eu ainda preciso mijar no quarto dele. NO QUARTO DELE. E então me trouxe o balde com água, me trouxe o pano, me trouxe aqueles desinfetantes cheirosinhos. Ninguém se feriu, só o meu psicológico e talvez o dele.

E foi assim que eu mijei no quarto do meu namorado, na casa dele, em uma bela manhã de sábado. Mas pfvr, não façam isso em casa. Principalmente se ela não for sua.

21.10.14

O problema de casa antiga é a fiação. As vezes você até esquece disso e acaba comprando aquele chuveiro bom porque você é friorenta demais. A merda tá na fiação que não aguenta o tranco e treme na base a cada banho tomado. Hoje aliás, no que eu coloquei o shampoo na mão, a vida foi lá e desligou o disjuntor. WHY DEUSES WHY? Tem coisa mais frustante do que um banho interrompido? ISSONÃOSEFAZ! 

Respirei fundo e pensei, se a vida fosse mais zoeira ela teria desligado o disjuntor logo após eu ensaboar o cabelo. Gloriadeux, ela relevou. Entrei no quarto enrolada na toalha e passei a mão no telefone. O disjuntor fica na casa do meu pai, eu moro nos fundos da casa. O disjuntor fica exatamente no espaço do pequeno bullterrier do meu pai. É, aquele que destruiu um sofá tempo atrás

Não que eu tenha medo, não tenho. O problema é que cachorros desse porte parecem ter sérios problemas com noção de força na hora da brincadeira. Vejam bem, super me imaginei ficando pelada no meio da varanda enquanto tentava resgatar a minha toalha no maior cabo de guerra com o dog. Então liguei para o pai e esperei tranquila, no meu cafofo, enrolada na toalha, jogando candy crush. 

Pai chegou e eu fui com ele ver o que precisava ser feito no disjuntor. Caixa antiga, macete pra abrir e essas coisas. Sabe a história do cabo de guerra? Quase. Sim, quase fiquei nua like a baby na frente do dog e do pai. Mas né, vida não tá tão zoeira hoje e relevou mais uma vez. A toalha não caiu mas ganhei um belo de um arranhão na coxa. 

Sobrevivi e voltei pro meu banho. 

20.10.14

crespa - nunca fui num pipi móvel, acho que não alcanço
eu - é de boas vai lá
(...)
crespa - sabe, se eu não tivesse crescido aqueles 6 cm acho que eu não ia conseguir
eu - comassim?
crespa - porque eu quase não alcancei

Sobre levar a sua irmã em um evento e ela precisar usar um pipi móvel pela primeira vez.

4.9.14

Peidei. E a primeira bufa na frente do namorado a gente nunca esquece. Principalmente se você estiver no colo dele em um momento de euforia e ops, ele sentir a vibração. Pois é. E antes que alguém faça cara de AI EU NÃO PEIDO, peida sim! Exceto minha irmã porque nunca vi. E olha que já esperei aflita pra ver sua primeira bufa mas nada. Ela ficou nervosa e não conseguiu.

Mas, graças ao bom senhor dos relacionamentos, ninguém morreu asfixiado. Sobrevivemos. Só eu que morri de vergonha enquanto ria descontroladamente esperando um avião cair na minha cabeça. O avião não caiu. Continuei rindo e chorando por dentro. 

Vejam bem, eu ainda não cheguei naquela parte do relacionamento onde a pessoa se sente confortável pra sair soltando bufas. Muito menos peidar no namorado. E a zoeira piora quando cunhados também se sentem confortáveis. Falta ar puro amigos.

Até fico imaginando como seria fazer isso confortavelmente. Talvez seja tipo uma daquelas figurinhas do facechat, do gatinho sabe?

É mozão, virou postagem. 

27.8.14

crespa - mana, deixe eu baixar umas legendas pelo teu note?
eu - pode usar
crespa - ixe, acho que baixei outra coisa
eu - aaaai mariana
crespa - mas quando vem com vírus ele avisa né
~ 5 AVISOS DE VÍRUS
crespa - acho melhor eu ir pro meu quarto

No mesmo dia ela ligou do meu celular para outra operadora e fiquei sem 3G. Valendo lembrar que eu tinha acabado de pôr crédito. Pois é!