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12.2.24


Resolvi ressuscitar a minha mesa digitalizadora depois de alguns anos entocada em uma das minhas caixas organizadoras. Caixa de cacarecos, para ser mais sincera, já que de organizada não tem nada. 

Fim de janeiro enfim tivemos, Toni e eu, a ideia de comprar uma mesa para mim também. Por conta do pouco espaço da casa nunca tinha cogitado a possibilidade, apesar de toda vez que preciso ficar mais de um dia em casa trabalhando sinto o quanto me desgasta não ter o meu canto. A necessidade de ter um canto para estudar por conta da pós-graduação me fez sentir o mesmo. 

Na nossa última conversa sobre como eu sentia falta de um canto meu, uma escrivaninha para ter meu próprio caos organizado, vimos que não seria tão impossível assim. Gargalhei quando a Sara, prestando atenção na nossa conversa, viu que o rack (espaço que foi dominado pelos brinquedos dela) seria sacrificado no processo. 

Apesar do protesto dela, só no dia seguinte da compra conversando com a Tay é que me dei conta que não pensamos para aonde então os brinquedos da Sara iriam. Seguimos sem a menor ideia. 

A mesa ainda não chegou, a previsão da entrega vai até fim do mês. Ainda assim hoje liguei para a loja que intermediou a compra para confirmar se estava tudo certo com meu pedido, tamanha a ansiedade. Claramente ansiosa com várias coisas nos últimos dias — mas na minha cabeça é uma ansiedade boa, se é que isso existe. 


A ideia é a estante de livros ficar ao lado da mesa do Toni, praticamente no meio da sala. O rack vai de sacrifício e só os deuses sabem aonde vou enfiar tanto brinquedo. A minha mesa (igual a dele) ficará na outra extremidade da parede ao lado da janela, exatamente onde a estante está agora. A TV que tem ajuste de altura, ângulo e afins, vai ficar acima da minha mesa — metodicamente alinhada para esconder a uma mancha de infiltração que não conseguimos resolver por nada no mundo.

Para o novo canto até o momento só decidi qual desk pad e cadeira comprar — estou esperando a mesa chegar antes de comprometer limites preciosos do cartão de crédito. Monitor está sendo uma luta pois todos feiosos e o meu foi de arrasta pra cima de tanto o Toni usar. Queria algo com aquela cara de setup aesthetic que o pinterest e tiktok ficam jogando na minha cara. Os que vi até agora nesse estilo custam a alma que não tenho condições de sacrificar. Aceito indicações, inclusive. 

Quanto a mesinha digitalizadora tenho alguns planos mas não sei exatamente se conseguirei aplica-los. Por enquanto me contentarei rabiscando fotografias inspirada em um post fofo que a Clayci fez lá na outra rede. 

[ou mais um post para falar sobre ACOTAR] 

Já na gestação eu senti que meu cérebro derreteu e eu não consegui sossegar dois míseros segundos para começar uma leitura. Acredito que a pandemia teve seu triste papel nisso, não só todas as mudanças físicas, químicas, hormonais da gestação. Então eu aceitei o estado de exaustão mental e desisti de tentar fazer esse momento de sossego (da leitura) funcionar. 

Alguns poucos meses depois que a Sara nasceu precisei usar os centavos de raciocínio e energia que sobravam para sobreviver ao fim da minha graduação. Só os deuses sabem como consegui fazer o negócio acontecer. Então enfim me formei e fiquei esperando pelo momento em que o combo responsabilidades da vida adulta & maternidade me permitiriam tempo, energia e sanidade para retornar esse hábito que me fazia tão bem, o da leitura. 

Cerca de três anos e meio se passaram depois do nascimento da pequena e esse momento não chegava nunca. Tentei algumas vezes com livros físicos e ebooks que eu tenho. Tentei com histórias que já conhecia por conta de filmes — me irritei depois de ficar uma eternidade lendo, quase uma vida, até conseguir sair do condado (Tolkien, não sei se te amo ou te odeio) e mais uma vez desisti. Nada parecia funcionar direito e eu seguia conflitada pensando: Quando diabos vou conseguir voltar a ler? Será se vou ter que mudar de gênero literário para fazer isso funcionar? Ousaria gastar com livros novos quando ainda tenho tantos não lidos (alguns ainda embrulhados)? Muitas questões. 

Até que mês passado começou um alvoroço na outra rede, por pessoas queridas da minha rede-social-virtual, e fui acometida pela palavra de ACOTAR

Sinto que estou sendo monotemática demais aqui, na outra rede, na minha vida fora da internet. Porém sinto também que palavras escritas, ditas, compartilhadas, todos os posts que ainda podem aparecer por aqui não serão suficientes para expressar o tanto que essa história está afetando a minha cabeça dia após dia. 

Parei para pesquisar no Goodreads quando foi que comecei essa loucura, dia 30 de janeiro. Sim, basicamente ontem. Mal terminei o primeiro capítulo de Corte de espinhos e rosas e a ansiedade pelos capítulos seguintes já me devorava. No fim do terceiro capítulo achei que ia a loucura e não via a hora de ter qualquer minuto livre para ler e ler mais. Eu queria ler antes do expediente, em cada intervalo, em qualquer mísero minuto livre. Estava irritavelmente monotemática, irritavelmente feliz por enfim engatar em uma leitura. 

Li o primeiro livro em uma semana e meia apesar da falta de ar (literalmente) que a ansiedade e curiosidade me davam. Como o primeiro da série eu havia comprado físico, uma edição de luxo absurdamente linda, me restavam poucos os momentos livres para poder devorá-lo. Estava terminando os últimos capítulos já sofrendo com o preço do segundo (e demais livros) dessa edição, sofrendo com a ideia de que se continuasse lendo a versão física o tempo disponível seria curto, sofrendo que deveria escolher entre ler via ebook (mais rápido de adquirir e mais tempo para ler, já que daria para ler no quarto escuro enquanto fazia Sara dormir) ou seguir com os livros físicos apesar dos seus prós e contras. Decidi então ler no meu Kindle, estava ansiosa demais para ainda ter que esperar o livro físico chegar. 

Outra coisa que estava me levando a loucura enquanto devorava essa preciosidade, foi pensar em como diabos seria possível tornar a história do segundo livro melhor que a do primeiro, como minhas colegas de seita já haviam comentado que seria. 

Comecei a ler Corte de névoa e fúria, o segundo livro da série, no sábado (2) e no domingo (3) finalizei. Dois dias devorando 700 fucking páginas. Eu ainda não consigo entender como isso aconteceu sem que eu sentisse o tanto que estava lendo. 700 fucking páginas. 

No tempo que não pude ler, pois precisava dar o ar da minha graça em um almoço de família, Toni ria porque conseguia ver na minha cara que logo eu me autodestruiria de ansiedade. Ele ainda me olhou com cara de obviedade quando falei que me sentia exausta, me relembrando do tanto que eu tinha lido até então. Juro que nem conseguia ligar uma informação a outra, por mais sentido que fizesse. 

Sinto que tanta informação se mantem enlouquecida na minha mente que, na inocência de tentar desanuviar os pensamentos resolvi preparar um bolo ontem a noite assim que terminei a leitura. A bagunça mental foi tanta que quando vi, enquanto procurava ingredientes no armário da cozinha, tinha levantado da última gaveta na altura dos meus pés até a porta do armário na altura do meu rosto com tanta velocidade e descuido que simplesmente a entortei com a minha cabeça. Ainda ontem eu ri da situação enquanto tentava desentortar a porta, depois de me assegurar de que não cairia desmaiada no chão, mas agora o latejar da minha cabeça me faz pensar quantos remédios serão necessários para fazer essa dor lazarenta passar. 

Comecei o terceiro livro hoje e, já ansiosa por me falarem que é melhor que o segundo (de novo, se é que isso é possível), fantasia adulta parece ter se tornado meu gênero literário favorito. Sarah J. Maas provavelmente me levará a loucura antes que eu termine essa série toda mas desde o primeiro livro já agradeço pela libido restaurada que até então jazia falecida sei lá aonde — mães aqui talvez me entendam. 

Não sei se consegui explicar um pouco como ACOTAR monopolizou meu cérebro, mas dei gargalhadas hoje cedo quando Co-Star resolveu que essa seria a frase do dia:


Com mais sorte que juízo ontem a noite peguei no sono antes de terminar o primeiro capítulo e hoje cedo, quando cai da cama, decidi terminar um módulo da pós-graduação que já tinha data limite para entrega da avaliação online. Ainda pela manhã entreguei a avaliação e me senti perigosamente animada ao saber que terei livre da pós até dia 26 desse mês, quando começa o próximo módulo. Ou seja, alguns dias livres dessa responsabilidade para poder ler. 

Desejem-me sorte!
9.2.24


Ouvindo a playlist This is New Order do Spotify me balançando na cadeira animada nessa sexta-feira. A ideia era ouvir New Order Radio quando comecei a montar a pizza que será a nossa janta, mas ou essa playlist não existe ou a Alexa se fez de doida. 

Toni também está animado contemplando seu tempo livre com uma boa caneca de cerveja enquanto joga Counter Strike e Sara ainda mais animada porque as primas vieram brincar com ela. Alguns minutos de gritaria — alegria pura, estranhamente não brigaram uma única vez — e fugiram para casa aqui do lado, dos meus cunhados. 

Essa semana foi incrivelmente puxada e fui agraciada por uma bela virose que me fez precisar trabalhar de casa nesses últimos três dias próxima do meu trono particular, se é que me entendem. Apesar de todo esse cansaço, que não é pouco, estou feliz e relaxada a ponto de gritarem: — garota tóxica! 

Dessa vez não culpo o mosquito da gratiluz e nem a energia esperançosa de toda virada de ano. Dessa vez culpo (na verdade agradeço) a dois eventos em particular. 

Fomos promovidos a padrinhos

A notícia que eu queria trazer para cá desde novembro quando achei que meu coração ia parar ao ler o resultado do exame de gravidez da minha melhor amiga. Acho que passei o resto do dia tremendo depois de interpretarmos aqueles números na página que passei a manhã inteira dando F5, minha melhor amiga está grávida

Não bastasse transbordar de emoções nesses últimos meses graças a essa notícia, no último domingo fomos almoçar juntos — já comentei aqui que nos vermos todo dia no trabalho não é suficiente — e novamente perdi o controle das mãos quando ganhamos canecas novas, promovidos a padrinhos. Toni precisou ajudar a guardar nas caixinhas antes que eu corresse o risco de quebra-las, tamanha a tremedeira. Euforia pura. 


Arrebatada pela palavra de ACOTAR

Mês passado comecei a ler o primeiro livro da série ACOTAR, um oferecimento: stories instigadores de @_kaffeina e @paula.abrh. Fiquei muito feliz em saber que mais pessoas da minha rede-social-virtual já aderiram a essa seita. Seguimos espalhando a palavra de Sarah J. Maas que tomará todo nosso dinheiro-tempo-sanidade. Eu mal tinha começado o terceiro capítulo e já sabia que esse livro, essa série, ia me levar a loucura. Ontem a noite mesmo terminei o primeiro livro depois de desidratar e surtar com toda a tensão sexual que a história proporciona. Meus queridos amigos, eu ainda não consigo descrever tamanho desgraçamento mental em que me encontro. Obviamente já comecei o segundo livro. Indico fortemente que façam o mesmo por sua própria conta e risco

Falando sério e brevemente porque não sei fazer resenhas, a história é muito bem contada. Senti uma facilidade absurda de me ver imersa na história e, vejam bem, não só já sonhei que continuava a leitura como passei esses últimos dias pensando durante o dia fucking inteiro no que tinha lido, sempre ansiosa pelo próximo minuto livre do dia em que eu pudesse continuar. Arrisco dizer que nunca me senti tão imersa com outras leituras como me senti nessa. 


Graças ao carnaval tenho quatro dias pela frente em que minha única preocupação será administrar todo esse tempo livre em casa lendo o segundo livro, além de sair rapidamente para comprar os materiais da Sara (cuja lista infelizmente já recebi) e avançar mais um pouco no primeiro módulo da pós graduação. 

E vocês, planos para o carnaval?

JANEIRO, 2024 — Desisti de desistir do formato resumão do mês porque ele simplesmente parece funcionar comigo por aqui. Quando paro para rever os últimos registros feitos, inconscientemente ou por puro hábito, já vou resumindo aquele período na minha cabeça. Ah porque no mês de janeiro...

Assim que voltamos para casa — depois que quase todos os planetas se alinharam — e retomei a minha rotina de trabalho (mesmo que em partes devido ao home office), foi período de matar saudades. Só voltaria para o escritório na metade do mês e a saudade da minha colega de trabalho preferida estava insustentável.

Amo que a nossa amizade virou essa coisa doida em que, não basta a gente se ver de segunda a sexta, se deixar a gente se vê sábado e domingo também. Bom demais ter melhor amiga na vida adulta. 


Na duas primeiras semanas, ainda vivendo o trabalho remoto porque Sarinha estava de férias da creche, presenciei a filhota acordar preguiçosa depois de mim alguns dias e curtir a própria preguiça no sofá ao meu lado. Dessa vez, ela sabendo que eu precisava trabalhar e não podia fazer companhia no sofá assistindo desenho, a requisição foi de que eu deixasse a minha blusa do pijama com ela. 

Respondia o meu bom dia com:

— Mãe tira a blusa que eu quero ela.

Nos dois registros abaixo ela plena alisando com as mãozinhas a parte de cima do meu pijama já em seu domínio. Pelo menos assim foi fácil resistir a tentação de passar o dia inteiro de pijama. 


Assim como eu comecei a resgatar o meu hábito da leitura e enfim, de estar presente no blog, Toni também conseguiu resgatar o hábito de jogar vídeo game. O que resultou em muitas noites dormidas no sofá (vencido pelo cansaço toda vez que inventa de esticar as costas) e outras tendo que dormir na cama da Sara porque o lugar dele já estava ocupado. 

Quando penso na necessidade de nos mudarmos para algum lugar com pelo menos dois quartos, por diversas razões, também me pego pensando se realmente estou preparada para me despedir dessa grandíssima energia de cama compartilhada. 


Sabe quem também estava de férias? As minhas sobrinhas. O que significa pânico e desespero que a cada dois minutos precisávamos intermediar atrito entre a Sara e a Ana, a mais nova. Toni geralmente tomava frente da situação por estar de férias e portanto, mais tempo livre para cuidar das meninas, mas o fato de eu estar no mesmo cômodo tentando trabalhar no meio do caos provavelmente sugou alguns anos da minha vida. 

As portadoras do caos são Ana (2) e Sara (3), cancerianas intensas, discordavam de aparentemente cada movimento que davam enquanto a Maria (6), escorpiana gratiluz, curtia seus momentos de rabiscos e pinturas na mesma energia do meme THIS IS FINE. 


Acho que o retorno para casa me fez recarregar as energias de um jeito muito doido. Quando me dei conta estava fazendo bagunça na piscina com as meninas ou revirando a casa inteira porque no meio do café da manhã decidi que ia faxinar a casa. 


Finais de semana foram devidamente aproveitados. Senti nostalgia pura aproveitando compromissos para levar Sara para passear e almoçar no Méqui. 

Na semana que antecedia o fim das férias da creche, Toni precisou ir trabalhar presencialmente um dia. Não me recordo exatamente se foi a primeira vez que precisei ficar sozinha com ela em casa enquanto trabalhava. Estava um pouco nervosa com as possibilidades, confesso. Ironia da vida ou não, nesse dia a bonita estava absurdamente tranquila, exceto em alguns momentos que ficava triste demais por papai não estar ali conosco, e eu simplesmente consegui trabalhar sem sacrificar anos de vida em um dia. Se não tivesse registrado um breve momento desse dia — nós duas tranquilinhas almoçando e o pai claramente tranquilo por ver que eu não estava em situação de surto — acharia que tinha sido puro delírio da minha mente. Mas crianças são caixinhas de surpresa e nem todos os dias são caóticos, ainda bem.  


Finalizei o mês animada, inspirada. Registrei mais momentos do que de costume, até comecei a me aventurar a filmar alguns outfits pra ver se me arrisco mais na hora de me arrumar para ir trabalhar ao invés de apenas recorrer a blusões e legging — nada contra, gostosinho demais, porém já estava ficado cansada da minha cara de cansada. 

Os momentos de estudo deram certo, o que me tranquilizou demais. Engatei na leitura do primeiro livro de ACOTAR de um jeito que ainda não processei por completo. Provavelmente falarei disso aqui no blog pois estou em situação de surto-desespero-ansiedade com essa maravilhosidade de livro. Me diverti no primeiro Dia X¹ do ano, já na sede nova, e fui feliz comendo graças ao Lacday. Janeiro foi bom demais. 

¹ Dia X é um dia que tiramos, apesar do trabalho seguir normalmente, para abraçar um pouco mais a descontração. É escolhido um tema para cada mês — o de Janeiro foi verão — e nesse dia, além do próprio ambiente de trabalho ficar mais decorado para a ocasião, trabalhamos fantasiados. Nas nossas saídas para almoço provavelmente viramos pauta aleatória entre estranhos algumas vezes. É um dia que paramos de trabalhar mais cedo e finalizamos o expediente comemorando os aniversariantes do mês, papeando, comendo. Gostoso demais. 


Primeiro dia do ano eu me senti animada demais. Não sei se efeito de uma boa noite de sono depois de sobreviver ao mês anterior, não sei se efeito dos laticínios consumidos na noite anterior (e ao fato de ter decidido continuar consumindo enquanto estivesse ali na Gamboa), não sei se efeito de todo começo de ano. Fui picada pelo mosquito da gratiluz, eu estava determinada a ter um dia bom. 


Passamos a manhã lagarteando no gramado da casa. Sara continuou determinada a comer todas as frutas disponíveis, claramente querendo tirar o atrasado dos dias que passou doente. O clima estava agradável, a cilada perfeita para cometer decisões irresponsáveis. Era quase meio dia e resolvemos mostrar a praia para meu primo e a Fê, sem filtro solar. Ah, é rapidinho.


Apesar do filtro da foto acima disfarçar o melasma que o outro filtro não disfarça, ele não estava preparado para o torrão que tomei nesse passeio rapidinho. Como podem observar a tal marquinha do biquini. Todo ano, não falho uma. Dia (1) aproveitado com sucesso, apesar do torrão, graças ao mosquito da gratiluz. 

Corta para o dia (2) seguinte, o primeiro dia do ano de trabalho e sendo ele trabalho remoto devido as férias da creche da Sara. 


Decidida a manter o espírito da alegria, acordei cedo para caminhar com o Hades e o Beto. Toda manhã, ali pelas 5h, Beto leva o cachorro para passear e de brinde presencia a maravilha do nascer do sol. Como o dia já amanheceu nublado não fomos agraciados com o espetáculo do nascer do sol mas a caminhada em si já foi revigorante demais. Ainda por cima acertamos o timing, chegamos na casa e começou a chover. 

É, dia praticamente todo de chuva. Todos cansados, eu tentando trabalhar, Sara cheia de energia querendo atenção. Disclaimer: todo primeiro dia de trabalho na semana é o dia mais intenso para mim por ser dia de pagamentos (trabalho no departamento financeiro). O espírito da gratiluz acabou antes mesmo da manhã terminar. Ficou evidente, nem Gamboa e nem Imbituba se comparam a trabalhar com a Sara na nossa casa. 

Toni e eu que preferimos madrugar a pegar trânsito, decidimos ali mesmo durante a exaustão da tarde de que voltaríamos para casa assim que meu expediente acabasse, cientes do trânsito que enfrentaríamos. Só nós dois sabemos o quanto isso foi indicador de que passamos longe do nosso limite. Enfim voltamos para casa. 


Dar valor quando perdemos, mesmo que por um curto espaço de tempo. 

Nosso chuveiro, nossa comida, nossa cama. Tudo parecia estupidamente delicioso conforme fomos vivendo a chegada no nosso cafofo. Nada como o nosso lar, é o que dizem. 

Fica mais uma vez a reflexão, depois de já tanto bater nessa tecla da exaustão que dezembro nos levou, da necessidade de respeitar nossos limites. 

Bendita a nossa casinha e o nosso caos organizado.