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6.1.26

Tem mês que me faz pensar quanto cabe viver em um único mês e o último do ano transbordou essa sensação. Aquele uma vida inteira em poucos dias. 

Então vamos de lista de quase tudo que coube no mês, o que já é bastante coisa. 

  • comi caesar salad e fiquei obcecada
  • trabalhei mais do que deveria
  • sai pra beber numa quinta-feira pós expediente e fui trabalhar numa sexta-feira de ressaca (senti falta até disso)
  • 2ª edição do wake & bake
  • gastei 01 rim saudável de uber pra ir ver o cunhado tocar, levei sarinha junto
  • o rolê foi muito massa. roupa nova da sara não foi sacrificada na pista de skate (mas a meia sim)
  • amém menu kids com macarrão que garantiu uma boa refeição pra sarinha
  • sara pediu um skate de presente
  • passei muito mal pós rolê na casa do cunhado
  • gastei 03 rins saudáveis de uber para voltar para casa 

nota: voltar a dirigir e me alimentar & hidratar melhor nos rolês ⭐


  • alerta de alagamentos ciclone vendaval etc sara acordando no susto com uma super goteira em cima dela (antes da mudança)
  • amigo secreto da firma, melhor amiga me tirou, ganhei vários livros que eu queria muito
  • fiz home office na casa nova ainda sem móveis
  • nos mudamos 🎉
  • dormimos algumas noites sem cortina

  • aproveitei a festa de fim de ano da firma (mas não usei chapéu, torei no sol e queimei o couro cabeludo a ponto de dar reação e minha cabeça ficar inchada por uns dias 🥲)
  • li o total de 01 livro (e tudo bem) e comecei outros dois que estou gostando muito
  • fiz amizade com a vizinha e ganhamos pão recheado (uma delícia)
  • cadeiras de praia dando tudo de si para serem sofás enquanto nosso sofá não chega

  • livros na troca de presentes de natal
  • ceia na casa nova
  • receber a família
  • comprei um segundo presente pra minha mãe na correria e era golpe 🤡
  • um 25/12 pra lá de quente
  • fondue de sobremesa
  • irmã lendo em todos os cantos da nossa casinha
  • meu primo e a namorada sendo os melhores amigos da sara
  • maternidade dando retorno (sara só quer saber de lavar louça)

  • acordar sem hora (amém férias)
  • café com a minha gatinha
  • receber a melhor amiga e a afilhada na casinha nova
  • toni e sara passaram um dia no sítio e trouxeram muita banana 
  • sara tagarelando com a avó paterna por vídeo chamada
  • muita preguiça
  • sara fazendo o primeiro bolo de chocolate da casa nova

  • pegamos estrada rumo à imbituba
  • retomando ritmo de leitura aos poucos
  • ganhei mais uma neta
  • sara ajudou no preparo da pizza (ritual nosso de virada de ano)
  • comi muito mais queijo do que deveria (não deveria nenhum mas era queijo coalho né)
  • me empolguei lendo (slewfoot) e torci pro cascudo descer o cacete nos puritanos do livro
  • meu primo e sarinha alimentaram sapos na porta de casa da vovó

Não tive lá muito descanso — criança de férias significa tudo menos pais de férias —  mas ainda me proporcionou algumas manhãs mais tranquilas, algumas horas a mais na cama e boas doses de despreocupação fora da rotina. Isso por si só já vale muito. 

Talvez aqui eu esteja me despedindo dos recaps mensais. Cogitando seriamente mudar o jeito que trago a vida para esse web-cafofo para dar espaço a novas possibilidades nesse 2026. Muita coisa vai mudar dos lados de cá, na vida offline etc e, naturalmente, coisas vão mudar no blog também. Porém contudo todavia, seguiremos aqui 💖

A vida muda mas o blog persiste ✨

4.1.26

Festividades aproveitadas, nada como voltar para a tranquilidade de casa. 

Acordamos na casa da minha mãe e começamos a arrumar as bolsas pra voltar para casa, já morrendo de saudade do nosso canto. Todo fim de ano ano é isso, nos jogamos para lá, aproveitamos a companhia, a comilança, o verão. Mas o sabor de voltar para casa é a nossa cerejinha do bolo. 

Hoje ainda demos boas risadas, de tão saudosos de casa, quando erramos uma saída e sem querer adicionamos mais 10km na nossa viagem de volta. Sorte que a pequena estava capotada e não viu nada a tempo de protestar pela demora. 

Chegamos quase no horário do almoço, comemos nossa comidinha. Capotei na minha cama numa bela cochileta russa de domingo, com o ventinho da janela me saudando. Acordei fim de tarde, a pequena capotada na sala, o excelentíssimo preparando a nossa janta. 

Abri o meu computador, a sensação de automaticamente a cabecinha se reorganizando para uma nova rotina, um novo ano. Uma tranquilidade absurda. Gostinho de férias se findando e um ano novo pela frente. 

Sei lá, dessa vez o retorno para casa tem o quentinho emocional que uma boa luz amarela dá, tem cheiro de sopa de lentilha, tem o brilho de que coisas boas estão por vir. 

04.01.2026 às 19:15

De vez em quando alguém compartilha nas suas redes sociais que a vida que a gente não posta dá um trabalho danado e essa afirmação é a maior verdade.  Assim como, eu aqui não sendo nem um pouco low profile, a vida que a gente posta dá um trabalho danado também. 

O primeiro final de semana na casa nova foi aquela loucura. Muita coisa para limpar e organizar enquanto os móveis estavam em processo de montagem (que continuaria na terça-feira seguinte). Fogão ainda na caixa e muitas refeições nada balanceadas improvisadas. Agradecendo ao quase inexistente movimento da rua por sobreviver a quatro dias sem cortinas. 


Na segunda (15) ainda pareceu um dia normal porque fui trabalhar no escritório. Já na terça (16) é que os jogos realmente começaram. Semana curta com muita coisa pra ser instalada (móveis, pedras e cortinas), muitas demandas para finalizar (quinta sendo meu último dia de trabalho), férias escolares (quarta sendo último dia de creche). Basicamente o meme do será se eu chego até sexta com vida? 

Na quarta (17) o negócio foi louco, quando me dei conta a casa era só pó de pedra, escada pra lá, escada pra cá, barulho de cerra e cinco homens trabalhando sem parar enquanto eu tentava fingir normalidade na frente do computador. Achei que ia cair dura com o cheiro de cola na finalização da instalação das pedras. 

Dou risadas nervosas toda vez que eu lembro de um dos cara perdendo toda cor da face ao perguntar tem um porta escondida aqui? 🥲 depois de colar a pedra e, veja bem, descobrir que a porta não abriria mais sem ajustes. 

Depois de nos olharmos em silêncio (e desespero) por alguns longos minutos e eu pensar que nem queria uma porta ai mesmo deu tudo certo. O lado bom da marmoraria ser indicação do marceneiro e eles se entenderem no conflito de medidas. 

Poeira? Tanta poeira que eu não tive coragem de procurar talheres e qualquer coisa para comer, eu precisava de drogas mais pesadas (o méqui estava delicioso). 

Fim de tarde de quarta-feira minha mãe chegou. Quinta-feira furacão Sarinha entraria de férias e nós ainda tínhamos dois dias muito agitados pela frente. Vovó Adriana salvando o restinho da semana. 

Na quinta pela manhã enquanto eu trabalhava em casa, mãe inaugurou nossa mangueira no quintal que estava desesperadoramente branco de tanto pó de pedra. A grama e as folhagens pedindo socorro. Nesse meio tempo Sara se divertiu vendo a avó tratar uma vaca foragida — amo morar no condado dos hobbits — com o excesso de grama que ela resolveu arrancar do quintal. 

Como o marceneiro só viria no período da tarde pra deixar nossa cozinha funcional, pedimos marmitinha de almoço. Sara amando todas as experiências. 

No período da tarde foi aquela loucura, marceneiros trabalhando nos móveis (coisa que não acabava mais), eu dando a alma pra finalizar minhas demandas também antes de entrar de férias e vovó Adriana entretendo uma neta cheia de energia. 

É, a vida que a gente posta dá um trabalho danado também, mas é gratificante

Foi uma primeira semana na casa nova pra lá de intensa mas deu tudo certo. Um pouco de caos para ter o nosso cafofo em ordem (ou o mais próximo disso). 

Tela em branco pra pintar, livro novo pra escrever novas histórias. 

🍀

Eu queria ter subido esse post antes do ano acabar mas como dezembro aconteceu como dezembro costuma acontecer, é isso mesmo. Vai ser ele mesmo o primeiro post de 2026, pra eu lembrar como foi a primeira semana na casa nova (e que sobrevivi a ela 🥲) e pensar em tudo que ainda vamos viver nesse novo lar. 

Aproveito pra desejar a todos meus queridos leitores desse web-espaço, queridos web-amigos, um feliz 2026! ⭐ vamo que vamo galerinha

29.12.25

Último mês do ano, segunda semana. Decidi que nos mudaríamos mesmo sem a certeza de que teríamos nossos móveis entregues e devidamente instalados antes do Natal. Em outras palavras, sem a certeza de quando teríamos uma cozinha funcional, de quando poderíamos cozinhar na casa nova. 

Pensa na ansiedade. 

Como era de se esperar numa finaleira de ano pra lá de caótica, imprevistos aconteceram e a previsão de entrega que era para última semana de novembro já tinha virado um talvez para a terceira semana de dezembro, para nosso desespero. 

Diante de tantas coisas que precisavam ser resolvidas e dar certo num espaço de tempo muito improvável, parecia loucura ainda cogitar uma mudança antes da virada de ano. Porém, não sei o que rolou (ou a gente sabe, vide título desse post) mas eu realmente botei na cabeça de que nos mudaríamos independente das incertezas. 

Na quarta (10) ainda falei para o Toni que com base nas vozes da minha cabeça se a gente já se mudar estará enviado uma mensagem para o universo para que ele dê seus pulos também.

Sabe o que é mais doido? DEU CERTO. 

Coincidência, propósito, intenção, seja lá qual for a regra teoria intervenção, DEU CERTO. 

No dia seguinte da minha conversa com o Toni sobre essa grandíssima teoria vozes da minha cabeça, o marceneiro entrou em contato falando que boa parte dos móveis estavam prontos e perguntando se já podiam começar as montagens na sexta-feira. Isso mesmo, antes da última previsão que ele tinha me dado. 

can i get an amen? 

aaaaaaaaaaaa

Sexta-feira (12) fui eu, o computador, um tapetinho e um sonho para casa nova trabalhar enquanto o marceneiro começava a brincadeira. 

🍀

O perrengue chique foi trabalhar apenas com a tela do notebook (uso duas telas sempre), sem mouse (porque a mesinha da Sara não deixou o meu funcionar) e indo da escada para o tapetinho intercalando desconfortos. 

Com a confirmação do universo de que a mensagem foi recebida com sucesso e euzinha ainda muito determinada a continuar com a ✨ a teoria ✨... no sábado (13) nos mudamos

Foram várias viagens de Saveiro para carregar nossas coisinhas, móveis, eletros, roupas, brinquedos... coisa pra caramba. O tanto que eu subi e desci escada, ensaquei, desencaixotei, carreguei, pelamordedeus. Esse corpinho trabalhou viu? 

Ficamos tão cansados depois de tantas idas e vindas que no fim do dia desistimos de subir todas as camas e aceitamos, para completa alegria da Sara, que a primeira noite oficial na casa nova seria com direito a cama compartilhada, pipoquinha e cineminha. 

É muito doido como criança observa tudo o que a gente faz. No meio daquela correria toda, ela vendo todas as nossas movimentações, enquanto eu tentava preparar a pipoca apesar de todo o cansaço e nos dávamos conta de que tínhamos esquecido coisas como 🍿 o pote da pipoca 🍿, ela simplesmente larga:

— Ser pai e mãe dá um trabalho né? 

 

Capotei ainda no começo de Jurassic Park, filme que Sara colocou sabendo que é meu favorito. Dormi com aquela sensação boa de que a vida presta demais. 

28.12.25

Penúltimo mês do ano eu senti que ainda foi um grandíssimo viva mas a que custo. Era o CO STAR me mandando desacelerar — não duvido que graças ao algoritmo e todas minhas reclamações diárias —, os amigos, meu corpo, euzinha basicamente gritando slow down poooooorra

Surpresa mas não muito, precisei recorrer a galeria do celular para lembrar se eu fiz algo além de sobreviver ao mês, a insanidade do trabalho e a loucura pré mudança. 

alô enxaqueca sensibilidade a luz caos

Aparentemente o colapso de Outubro ainda persistiu em Novembro e descobri da pior forma o que significa abstinência de cafeína. Enxaqueca foi tão absurda (para os meus parâmetros pelo menos), que preferi lidar com a tontura (o café potencializava a vertigem) do que com a dor de cabeça pela privação de café. Chooooices

O que me deixou realmente surpresa foi ter lido bastante apesar do caos. Nessas horas eu agradeço aos registros no meu goodreads porque eu não tinha noção do tanto que li até checar. Diferente de Dezembro que até o momento tem apenas um livro lido... e tudo bem.  

Ainda assim, me agarrando na ideia de viver coisas além do caos e de viver essas coisas para Sarinha viver coisas também e ver a mãe vivendo coisas, meudeus, vivendo sabe? Fomos na edição de aniversário de 15 anos do Festival Sounds in da City

Curti com Sarinha, minha irmã e amigos quase 11 fucking horas de Festival. Foi surreal de bom. Nos divertimos muito mesmo. Cheguei a fazer um post sobre esse dia

Fizemos milhares de visitas a casinha, instalar coisas, medir coisas, sonhar com coisas. 

Trabalhei, trabalhei demais (algo que quero muito mudar pra 2026). Não quero mais esse computador sempre agarrado feito carrapato. Quero resgatar o luxo, risos, de simplesmente não trabalhar quando o expediente acaba sabe? Não pareço estar pedindo muito... 

✨ Status

✨ CAIXINHA DE LEMBRANÇAS