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13.11.20

Fumando em sonhos

FAZENDO DE CONTA QUE NÃO É UM POST SOBRE CAOS MENTAL.    

Apesar de começar o dia com o Toni empolgado falando pra Sara bom dia nenê sextou, o que geralmente já me faz começar o dia de bom humor depois de uma boa noite de sono, hoje não foi bem um daqueles dias que essa energia se manteve vibrando com o passar das horas. Por algum motivo que eu não sei qual, Sara acordou de bom humor mas se manteve o dia praticamente todo super irritadiça, chorosa, pulou alguns cochilos, teimou pra descansar em outros. Ou seja, sextei mentalmente & fisicamente exausta nessa de passar o dia tentando acalmar a cria. 

Inclusive essa semana eu já senti esse amargor por ficar adiando algo teoricamente simples mas que eu tenho pavor, que é fazer ligações. Acho que por isso essa semana ainda sonhei que fumava, algo que acontece muito (e me acalma) quando tô estressada. Já faz uns 7 anos que não fumo mas essa vontade passou a dar sinais de vida esse ano. 2020 né? Ainda bem que por enquanto engano a vontade fumando apenas nos meus sonhos-pesadelos em dias difíceis.

Enquanto comia um salgadinho pingo d'ouro, porque em dias assim a gente precisa de um pouco de droga, fiquei pensando no que me acalma, no que me centraliza. Geralmente pedir um belo junk food já dá uma amenizada, mas as vezes preciso externalizar o que incomoda ou, na tentativa de respirar um pouco mais devagar, pensar em coisas boas que aconteceram. Ai que me dei conta de uma coisa, enquanto tentava pensar em um post para a #estacaoblogagem sobre racionalidade, coisas que existem na nossa cabeça, etc. 

Durante uma conversa com as migas blogueiras sobre o burburinho da (falsa) morte dos blogs, elas falaram que eu nunca parei de blogar. Só dessa conta já são 13 anos compartilhando aleatoriedades da minha vida, praticamente todo mês. Claro, muita coisa eu já exclui mas o blog tá ai né. Foi esse o estalo que deu. Todos esses anos externalizando experiências, sentimentos, reflexões. 

Acho que no fundo é isso, aqui sempre foi parte do meu porto seguro. É onde eu vou alimentando o meu álbum de boas memórias que eu tanto gosto de rever, como também algumas das dores que, inevitavelmente ou não, fazem parte da minha vida. É aqui que organizo pensamentos e todo o caos que as vezes se instala na minha cabeça, conflitos internos, etc etc etc. É aqui que compartilho sobre coisas como o nascimento da coisinha mais preciosa da minha vida (oi nenê) e também de dias como o de hoje em que essa coisinha me deixou doida. Mas né, como uma outra amiga falou, deve ser só o mercúrio retrógado dos pequenos que ninguém nos contou que existia.

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