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10.11.20

Sonambulismo paterno

Essa última semana tem me feito pensar muito sobre como é ser pai e sonâmbulo como o Toni é. Obviamente compartilhando esses pensamentos como expectadora já que o cargo de pai & sonâmbulo é apenas dele. Alguns de vocês inclusive já devem ter acompanhado alguns causos na outra rede muito usada para reclamações e uma variedade imensa de rindo & chorando

Para quem não sabe, meu excelentíssimo é muito sonâmbulo e quando digo muito é por já ter uma lista considerável, ao meu ver, de histórias para contar sobre o quão sonâmbulo ele é. Muito.

Fazendo uma breve introdução a essa questão: já acordei com ele em cima de mim achando que eu era algum inimigo de guerra, a única conclusão que cheguei até o momento; já peguei ele pulando da cama para a TV, ambos sobreviveram apesar do estouro que essa manobra deu; já saiu correndo do quarto segurando uma "granada" na tentativa de salvar a minha vida, aparentemente por culpa do braço dormente; escrivaninhas já foram quebradas, livros de programação já foram parar em cima da cama, etc etc etc, a lista segue. Basicamente todos os episódios ocorrendo em semanas de muito stress por conta de trabalho, final de semestre da faculdade e por ai vai. 

Pois bem, atualizemos então esse sonâmbulo preocupado por um pai sonâmbulo ainda mais preocupado. 

Primeira semana com Sarinha em casa, ainda no processo de adaptação de quem dorme aonde nessa casa, o que dá certo e o que não dá. Nossa primeira tentativa de fazer a pequena dormir no berço (e única que deu certo até agora) e nós dois bem bonitinhos dormindo na cama (saudades). Acordo com ele choramingando meio sentado falando baixinho me ajuda, por favor, eu tô muito cansado, me ajuda a fazer ela arrotar e ele dando batidinhas nas costas do travesseiro dele enquanto Sara dormia tranquila no berço. 

Já na semana em que passei a dormir com a pequena na sala (meudeus nem sei como conseguia) e ele dormia no quarto, ele me aparece de madrugada rindo porque acordou e estava em pé ninando o travesseiro dele novamente até se dar conta de que a pequena não estava ali. 

Pula para Sarinha sendo medicada de madrugada nesses últimos dias, sono desregulado (o dela e o nosso), muito cansaço, tentativas de fazer ela dormir, tentativas de fazer ela comer, etc. Uma belíssima madrugada em que a medicamos as 2am e depois a bonita acordou as 4am faminta & revoltada. Nois que lute, obviamente. Acordei o Toni para fazer a mamadeira dela enquanto trocava fralda e tentava acalmá-la, nada dele aparecer com a mamadeira. Fui ver e ele estava escovando os dentes, oi? Tipo de coisa que acontece quando acordo só a versão sonâmbula dele. 

Pula para as 6am desse mesmo dia, exausta mas dormindo depois de demorar muito pra fazer a pequena dormir novamente. Ele simplesmente me aparece no quarto falando ei, acorda ela, tu não pediu pra fazer a mamadeira? Eu queria matá-lo mas me recusei a correr o risco de acordar a Sara. Ele acordou (de verdade dessa vez) e voltou rindo para a sala. 8am lá estávamos medicando a pequena novamente. Bom dia.

Fechamos o domingo com o Toni em pé na sala revirando os lençóis do sofá, desesperado procurando a Sara enquanto estávamos nós duas dormindo no quarto. É, não deve ser fácil ser sonâmbulo não.

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