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27.1.21

É dos cafés da manhã que eu me lembro

 

Ainda na maternidade, minha hora-refeição favorita era o café da manhã. Como se ele tivesse esse poder de acalmar e me energizar depois de longas madrugadas em claro. Era um novo dia, com um bom café com leite e qualquer que fosse o acompanhamento. Era o melhor momento.

Mesmo em já casa era o meu momento favorito também. Principalmente nos primeiros dias, tão longos dias. Ovo mexido com torradas, mamão com melão. Na semana em que Mari ficou com a gente até o tal do avocado toast comi pela primeira vez e meudeus, o prazer que eu senti naquele momento.

É que eu gosto de comer, gosto da calma e do prazer que isso me dá. Talvez por isso, no meio do caos físico e mental que o pós parto nos deixa, era meu ponto de refúgio. Ali eu me reconectava com um pedacinho de mim. Uma urgência de respirar entre a exaustão, de sentir um pouco de prazer além da doação. Eu precisava receber também.

A calma e os prazeres tomaram outras formas em outras fases vividas nesses últimos seis meses. Outros pedaços de mim encontrei no meio do caminho. Mesmo ainda gostando dos cafés da manhã, que nem sempre podem ser pausa pra respirar na correria do dia a dia. 

Mas em semanas intensas como essa, em que nos equilibramos no caos que as novidades causam em um bebê — alô introdução alimentar — é dos cafés da manhã que eu lembro.

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