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19.1.24

Agosto, 2023: os outros acontecimentos

Agosto foi um mês de poucos registros ao meu ver. O próprio vídeo resumão do mês que postei na outra rede basicamente só existiu por conta do evento Beto Carrero World. O que pra mim sempre significa muito caos e correria. Sim, meço meu mês pela quantidade / qualidade dos meus registros. Se estou cansada, ansiosa ou frustrada além da conta eu nem abro a câmera do celular.  


Pois bem. Tivemos alguns finais de semana com manhãs devidamente preguiçosas e outros desbravando espaços abertos do bairro. Ritual que inclusive mantemos ainda porque tem sido bem divertido passear com a Sara nas redondezas. Gastar um pouco da energia da pequena que parece ser inesgotável, ajustar a cota de vitamina D. 

Quanto aos parquinhos públicos eu jogo a bola para o Toni e fico olhando de longe porque zero energia pra lidar com toda aquela energia caótica (e eu nem estou falando das crianças aqui). Enquanto a Sara se diverte despreocupada se instaura todo um tensionamento com os adultos. 

Nas vezes que acompanhei a Sara dentro do espaço do parquinho a sensação que deu é que homens ficam naquele conflito de flerte com as outras mães e cuidado com a própria criança. Nesses casos raramente desacompanhados então na sequência brota de um buraco uma mãe-parceira nada amigável intimando seu respectivo para que se retire. Minha cara costuma ser de puro desespero para o Toni nessas horas. Acho que não sei lidar com esse tipo de situação não pelamordedeus eu só quero gastar a energia da minha criança não sobra energia para retribuir e nem começar flerte não aaaaaa

Aqui eu interpreto como flerte por conta da entrada agressiva das mães-parceiras logo na sequência do contato. Sem isso eu sempre fico conflitada entre: estou bonita ou cagada?

#cansadah 

Disclaimer: deusmefree ser ovacionada aqui por me expressar equivocadamente. Compartilho a experiência sem julgamento de valor com as mães-parceiras. Costumo dizer que nenhuma mulher é territorialista de graça e se ela ficou desconfortável com a interação deve ter seus próprios motivos. Nessa horas eu me retiro mesmo porque faz zero sentido pra mim correr qualquer risco de ser mal interpretada. 

Fico imaginando se as outras mães sentem a mesma coisa quando veem o Toni nesse espaço sendo que toda vez que olho pra ele o póbi tá com cara de desespero porque a Sara não tem o menor senso de autopreservação.

Claramente puxou a mãe, diria quem conhece minhas histórias de infância. 

Bom, eu realmente espero que não porque se eu apareço no parque é só pra revezamento de energia com o pai mesmo. Geralmente interajo sorrindo demais por puro nervosismo e quando me olham estranho eu logo penso: eita fiz cara de doida né?

Disclaimer #2: nem adianta vir comentar NEM TODO HOMEM aqui por que todo homem sim. O fato de eu não observar isso no Toni não livra ele de um dia ser babaca. Obviamente espero que isso nunca aconteça porque não quero cortar o pipi dele não tenho energia para ser mãe-parceira territorialista e seria muito triste ele perder a pessoa maravilhosa que sou, HAHAHA (:

Enfim, quando não rola climão esquisito por causa de omi, o que rola também é desespero tentando manter a Sara viva por causa das escolhas dela mesmo ou de outras crianças mais doidas. 15min de parquinho deveria valer como cárdio para os pais.

Reflexões a parte sobre flertes bizarros ou não [o que que eu tô fazendo aqui eu só tenho 5 anos], em Agosto criei vergonha cara e comecei a fazer terapia. MELHOR DECISÃO DA VIDA. Ou uma delas né, mas vocês entenderam. Tem sido bom demaaaaaais. Só isso que eu tenho pra dizer, bom demais. Façam terapia! :)


Agosto também foi o mês que resolvi fazer o tal teste de intolerância a lactose — e quase morri (não a ponto de ir de arrasta pra cima mas vocês entenderam né). Tive a brilhante ideia de fazer em um sábado cedinho, justo no dia do aniversário do Toni, e simplesmente passei o dia inteiro deitada (e indo ao banheiro, risos nervosíssimos) com a sensação de que estava com um compressor de ar engatado no meu c*. Não sabia se pedia desculpas ao meu querido aniversariante ou se agradecia a @deus pela sensatez de eu não ter escolhido fazer isso antes de ir trabalhar. 

O resultado eu interpretei com a ajuda do google e, se eu interpretei certo, entrei para a cota de intolerantes. Sim, preciso levar o resultado no médico ainda. Já tinhas algumas suspeitas e alguns sintomas pioraram, o que me fez suspeitar também de que sou alérgica. Pois é. Talvez eu tenha passado muito mal depois de comemorar o aniversário da minha irmã comendo muito queijo numa casa de massas, talvez.

Por fim, entre fugas de flertes (ou seja lá o que isso for), gases e fritação de cabeça na terapia, consegui fazer alguns registros com a minha Instax. Outro ritual que estou tentando tornar mais frequente. O das fotos, claro. 



Comecei achando que não ia escrever nada e terminei com medo de ser #canceladah. Como é difícil desabafar na internet, AAAAAAAAAAAAAA. Por favor não me odeiem, eu juro que sou legal :)

5 comentários:

  1. Essa coisa de medir o mês pela quantidade/qualidade dos registros me deixou meio pensativa, não vou mentir. Especialmente a qualidade, eu acho, porque tem momentos que tô super bem e registrando um monte, e momentos que tô super mal e registrando um monte também. E momentos que eu simplesmente não registro nada porque esqueço. Não é nem que tô ocupada demais vivendo, eu só esqueço mesmo, risos.

    Que gostoso ler um post em que dá pra sentir a confiança que você tem no seu marido, ao mesmo tempo em que você reconhece seu próprio valor e entende que se ele tentar qualquer gracinha, quem perde é ele. Sinto que isso é algo que falta muito na sociedade: tanto homens que entendam o valor do que tem quanto mulheres que entendam seu próprio valor!

    O tenso da intolerância a lactose é que ela chega para todos, em menor ou maior grau. Sinto muito que o seu caso possivelmente é o último. Espero que consiga se adaptar bem a uma rotina sem laticínios. Eu vivo quase sem (peco no chocolate e na pizza, admito) e é até ok.

    Adorei o post e jamais te cancelaria por trazer uma visão realista das coisas que você vivencia!

    beijinhos!

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    1. acho que isso acaba sendo algo bem particular de cada um mesmo, o jeito de se relacionar com a fotografia né? tem gente que nem liga muito, por exemplo, e ainda fala que não registrou nada porque estava lá vivendo e se entregando. isso sempre me pegou porque pra mim não fazia o menor sentido por ser justamente o contrário comigo HAHAHAHA

      isso dá sociedade acaba sendo muito resultado da cultura né? criando sempre homens indiferentes e mulheres submissas-inseguras. grosseiramente resumindo a coisa toda. me tranquiliza demais a relação que eu tenho mas sabe-se lá que coisas eu aceitaria lidar em outro relacionamento. a gente nunca sabe ao certo (por mais que almeje, crie expectativas) como realmente vai lidar com cada situação até passar por ela né.

      quanto a lactose, its complicated. te falar que a rotina em casa ou pra almoçar na rua tem sido até tranquila (adaptamos a nossa pizza haha). mas pra sair-socializar tá foda viu. difícil achar opções, lugares. na casa dos outros então sem se fala. tristeza! hahaha

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  2. "15min de parquinho deveria valer como cárdio para os pais.". Eu nem sou mãe e entendo vc. Observar crianças brincando me deixa apreensiva, porque a qualquer momento vai dar merda e nem da pra ficar em cima da criança, tem que deixar ela cair mesmo.

    Agora, teu relato sobre flerte no parquinho abriu uma sessão na minha cabeça que eu não tinha conhecimento. Que desconforto meu deus, não sei se é um espirito de não perder nenhuma oportunidade ou só falta de senso do inconveniente mesmo (por parte de quem flerta).

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    1. simmm, tem que tá com o coração em dia mesmo HAHAHAHA muitos momentos de aflição (apesar de já passar por isso em casa).

      e isso do flerte é foda. seja lá o que for. mas claramente todo um tensionamento num PARQUINHO sabe. um saco.

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  3. Eu acho que depois dos 30 a gente já é naturalmente cancelada só por existir rs

    Gente, eu não fazia ideia desses flertes. Não que eu já tenha ido em muitos parquinhos...

    Menina, sinto muito pela intolerância. Espero que não seja muito grave e que você consiga consumir uns queijinhos de vez em quando.

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