Nas minhas últimas leituras estava me sentindo um pouco muito travada (e até desanimada), mesmo em livros que estava gostando. Uma sensação meio incômoda de nossa, falta aquela coisa sabe? (diversão e obsessão) que outros livros costumavam me dar.
E assim, não sei vocês, mas assumidamente eu leio não só para refletir sobre as camadas da vida (essa possibilidade está sendo algo novo e não sei se estarei querendo repetir), leio na maioria das vezes pelo puro suco do entretenimento (e pra esquecer os problemas da minha vida) (e ignorar responsabilidades). Pois bem, precisava desesperadamente de entretenimento e fui no que eu confiava: Ali Hazelwood.
Eu não sei como fui de alguém que resumia leituras com ~ não lembro o que rolou mas amei ~ para alguém que tem muitas coisas aleatórias para falar. Acho que foi um efeito livro Três desbloqueando possibilidades...
Eu amei quando li Noiva e chutei tranquilamente que amaria Parceira.
No novo romance paranormal de Ali Hazelwood, uma jovem precisa enfrentar humanos, licanos e vampiros. Mas o maior desafio será aceitar seu destino como parceira de um lobisomem poderoso e irresistível. @
Romance paranormal cheio de feromônios, ego de alfa, reações descontroladas? CIENTE E DESEJO CONTINUAR!!1!1!!1!11!
Eu me divirto demais em ver a história se desenrolar com o caos de disputas de poder, possibilidades de sequestro, memórias da vida ainda mais problemáticas, todo um rolê de que porra está acontecendo com o meu corpo enquanto claramente a protagonista tem os mesmos neurônios e humor pra lá de problemático que eu tenho (é real, minha irmã confirmou). Tudo isso e mais um pouco enquanto rola toda uma tensão sexual de não podemos mas queremos muito e, porra, com personagens licanos. Ou seja, muita piração envolvendo cheiros tal qual um animal enlouquecido. É MARAVILHOSO.
Eu sei, vai pra minha conta de desvio de caráter. A bochecha nem cora.
Até a bagunça que foi o sexo, fiquei pensando o que diabos rolou nessa parte da escrita da Ali mas logo na sequência pensei: cacete, na vida real (tirando lá alguns detalhes sobre nó¹ graças a deus) não é também uma bagunça incrível sobre intimidade, descobertas, sensações, experiências novas? Tu se sentir a vontade para falar coisas estúpidas, desconexas e tudo mais porque a vida não é a porra de um livro perfeitamente amarradinho e romântico? Sensacional, simplesmente sensacional.
↳ ¹ Não me perguntem O “nó” geralmente se refere a uma característica anatômica masculina fictícia, baseada no bulbus glandis dos cães. Nos animais reais, essa estrutura incha durante o acasalamento, “travando” o macho e a fêmea por um período.👀
Ler as conversas de Serena (protagonista de Parceira) com a Misery (protagonista de Noiva) foi como imaginar como seriam as vozes da minha cabeça se eu tivesse dupla personalidade, meudeus.
Leiam os dois livros para me conhecer mais e ter certeza que eu sou louca.
A cereja do bolo nesses livros pra mim, quando envolvem personagens mulheres licanas, é a parte em que descrevem o tormento do cio². Como tenho dois centavos (talvez nem isso) de vergonha na cara eu fico eufórica lendo a loucura sensorial que envolvem essas cenas entre parceiros. Todo o descontrole, o quão penoso parece a necessidade de ter algum controle quando querem mas não deveriam, a descrição de sentirem estarem morrendo enquanto se engalfinham e cheiram a sexo por quase uma semana. Sim eu super toparia viver isso em um universo paralelo, parece dolorosamente divertido.
↳ ² Não me perguntem O “cio” é um estado biológico de fertilidade e impulso reprodutivo. Na ficção: Representa um período em que o personagem (geralmente feminino, mas não só) fica com instintos intensificados.👀
Ah mas esse tipo de livro com alfas e senso de poder cheio de testosterona, colocando mulheres em posição de... Shhhh, vá ler outro livro, não estrague o meu rolê.
Agora, indo de sexo para a consequência... (não necessariamente mas vocês entenderam)
Tem uma cena que eu tenho vontade de emoldurar para lembrar que esse sentimento de estar perdida e fazendo tudo errado na maternidade não é só meu. Além de mais uma vez ter certeza que compartilho com os personagens não só os neurônios como o humor. É meio divertido e desesperador.
Tem uma criança que me olha como se eu fosse uma porra de exemplo a ser seguido. Serena, ela é tão pequena, basicamente feita de cuspe e fita adesiva, e um dia desses ela vai entrar para uma gangue de motociclistas ou me perguntar como os bebês são feitos...
Sei lá, eu terminei esse livro hoje e agora estou em luto, depressão, alguma outra palavra coisa triste. Queria poder ler ele de novo pela primeira vez sabe? O que eu faço? Terapia. Vocês tem algum outro livro cheio de feromônios licanos pra me indicar? Estarei querendo muito.
RESENHADORA! por acaso eu estava com vontade de ler noiva, MAS TEM CENAS DE SEXO AGORA JA N SEI
ResponderExcluirtem amigo e pior que nem lembro se tem muito a ponto de te incomodar então, se for ler, que seja por conta e risco HAHAHA
ExcluirEsse livro é caótico!!! Muita gente odiou, mas eu quase gostei mais desse do que o primeiro kkkkkk
ResponderExcluirSe vocês gostou desse, tem chance de gostar de uma sequência de livros nacionais sobre um assunto MUITO similar de licanos, vampiros, bruxas, mutantes, nó, cio, ninho, kkkk OS ALFAS DOS CÁRPATOS. Entrega intriga e baixaria... eu li todos os livros num pulo, na época que estavam lançando. Sério, dá pra dar altas gargalhadas.
AMIGAAAAAA OS ALFAS DOS CARPATOS É TUDOOOOOOO saudades
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