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17.7.26

Tem quem prefira ler antes de assistir algo inspirado na história e eu acho isso sensacional. Só que comigo, na maioria dos casos, eu resolvo ler determinados livros depois da experiência de assisti-los. Fico tão envolvida que sinto que assistir não é suficiente e preciso repetir a experiência por outros meios. Foi o que aconteceu com Planeta dos Macacos1, com Viagem ao Centro da Terra, com O Hobbit, Senhor dos Anéis... e agora com O Perfume

Aviso — Se você ainda não leu ou não assistiu ao filme, saiba que provavelmente compartilharei minha experiência com spoilers de ambas as experiências. Leia por conta e risco 👀 

O Perfume, a história de um assassino

Não me recordo quando exatamente assisti ao filme, mas lembro que foi uma experiência muitíssimo interessante. Na época entrou para a minha lista de favoritos fácil. Fiquei deslumbrada tamanha a estranheza que a história entregava. Chega a ser engraçado como, na primeira vez que assisti e que só percebi isso hoje revendo o filme, o que mais me marcou foi o começo e o fim da história. O nascimento de Grenouille, as experiências sensoriais dele, o grande Baldini — que eu lembrava ser interpretado pelo ator Dustin Hoffman — e, esquecendo completamente do meio da jornada do nosso protagonista, o julgamento. Mesmo não sendo de fato o final da trama, foi uma cena que me marcou muito. 

Agora, enfim tendo a experiência de revisitar essa história por meio da leitura graças ao clube do livro do Entreblogs — escolhida mediante ameaça votação para ser a leitura de julho —, posso afirmar que não apenas o filme mas agora também o livro fazem parte da minha lista de favoritos

França, século XVIII. O recém-nascido Jean-Baptiste Grenouille é abandonado pela mãe junto a restos de peixes em um mercado parisiense. Desprovido do cheiro que todo ser humano exala e rejeitado pela sociedade que o considera um ser abominável, o menino Grenouille cresce sobrevivendo ao repúdio, a acidentes e a doenças.

Durante a juventude, ele descobre ser dotado de um dom sublime ― uma extraordinária sensibilidade olfativa ― e passa a buscar a essência perfeita, o perfume que lhe falta para atingir o que mais almeja.2

O livro, que naturalmente foi lido com os vícios da memória por eu ter assistido ao filme primeiro, na Parte I entregou uma experiência tão boa quanto se não melhor do que quando assisti. Foi divertidíssimo resgatar cenas visuais enquanto lia parágrafo a parágrafo descrevendo as infinidades de cheiros da época, conhecer mais da história de Baldini que eu lembrava uma coisa ou outra da sua personalidade. Eu lembrava da atuação do ator Dustin, suas expressões e choque, mas lembrava muito pouco das camadas da sua história enquanto mestre perfumista. 

“As referências de Süskind ao cheiro são tão fortes que as páginas parecem estar impregnadas.” ― The Times

A Parte II me passou a sensação de um grandíssimo what the fuck porque eu não lembrava de nada disso acontecendo no filme e me deu um certo cansaço tamanha viagem. Ao mesmo tempo que, parando para rever o filme antes mesmo de ler a Parte III, me fez pensar que mesmo que meio exageradamente3 esse momento de introspecção e revelação aconteça com o personagem, consegui compreender mais do filme, porque sim parte dessa história foi para as telas também. No filme esse desejo e incômodo por trás do que ele parece buscar parece ser discutido tão sutilmente que quando assisti pela primeira vez nem notei. A experiência, livro e filme, se tornaram ainda melhores depois que entendi isso. 

Na Parte III volto a resgatar as memórias do filme durante a leitura, com a sensação de que filme e livro voltam a se conversar. Não em tudo, mas em muita coisa. 

Parando pra analisar melhor agora, é inegável, os personagens são muito mais detalhados no livro do que no filme. A escrita do Patrick consegue entregar camadas, de tantos personagens, que o filme não consegue. O que torna a experiência, de ler depois de assistir, ainda mais interessante. 

Talvez, se eu tivesse lido antes de ter assistido, teria gostado menos justamente por sentir que o filme não entrega tudo o que o livro consegue — mesmo sendo, pra mim, um filme incrível. Como a minha experiência foi o inverso disso, lendo a história de um filme que gostei demais, é como se algo que eu já achava bom conseguisse ficar ainda melhor. 

"O assassino parecia ser inatingível, incorpóreo como um espírito." 

Patrick Süskind, O perfume.

Já sobre coisas não tão relevantes, a primeira cena em que é apresentado o ateliê de Madame Arnulfi, eu só conseguia pensar na crise de rinite que me daria, apesar do lugar ser tão bonito recheado das mais diversas flores. Assim como, lá no começo do livro, fiquei pensando como a ama que cuidou de Grenouille bebê achar completamente esquisito um bebê não ter cheiro de bebê. Imagine cheirar a cabecinha de um bebê e não sentir nada? Cruzes.

No trecho da história em que somos apresentados também ao item mais desejado de Grenouille, me pego surpresa por não me recordar de que era Alan Rickman (nosso querido Snape, em Harry Potter) que atuava como pai de Laure. Este homem! 

Voltando para detalhes mais relevantes, achei curiosa a representação no filme de como os ricos e respeitados burgueses e nobres, eram cavaleiros esclarecidos e anticlericais até que algo atrapalhasse os seus negócios, aí sim recorriam ao bispo, à igreja, para que este enfim amaldiçoasse e banisse o temido monstro. Aos ricos a fé é conveniente apenas como arma para controlar e acalmar os ânimos. 

Quanto a Alan Rickman, o ator parecia cansado com a incompetência e burrice alheia tanto quando Antonie Richis ou quando sendo Snape. Fiquei feliz que certas tentações e pensamentos intrusivos dele foram detalhados apenas no livro, teria sido uma experiência nada agradável no filme. 

Sem mais divagações...

O livro aborda muitas camadas da época, das crenças, da moral e de tudo o que falta em Grenouille, o que vai além do cheiro. Algo que é muito melhor trabalhado e descrito no livro do que no filme. Até a Parte IV, sendo a parte final e por mais parecida que seja entre um e outro, é muito mais crua e bruta do que no filme. 

Termino então esse post ansiosa para ler as impressões do meu colegas, de uma história que parece permitir uma infinidade de reflexões. 

Esse post faz parte do clube de leitura da comunidade de blogagem coletiva ENTREBLOGS, criada com o intuito de compartilhar nossas perspectivas sobre os mesmos assuntos. Veja mais em clube/072026.

Resenha publicada hoje, 17 de julho, em comemoração ao aniversário de Grenouille — se é que nos permitimos comemorar a existência de um assassino tão peculiar. 

Notas

  1. Em Planeta dos Macacos o livro me marcou muito mais que o filme. Faz anos que li e até hoje lembro do choque que foi ler o final da história.
  2. Fonte Amazon — Livro disponível no Kindle Unlimited.
  3. Teoria fluidal me pegou muito na história e fui obrigada a pesquisar sobre pois delírio demais. Parece que tem base na vida real sim, sobre outras teorias malucas da época, mas que Patrick aproveitou isso pra dar uma viajada ainda maior. "[...] o autor Patrick Süskind a exagerou e a modificou para transformá-la em uma sátira literária ficcional." de acordo com a IA do Google.
29.6.26

Alguns finalizados, outros ainda não.

Nocticadia — Keri Lake
Com Amor, Felicia Gilbert — Luly Lage
A Canção dos Dragões Perdidos — Sarah A. Parker
A Sociedade do Anel — J. R. R. Tolkien
A Canção dos Dragões Perdidos — Sarah A. Parker
O Perfume — Patrick Süsking
A Canção dos Dragões Perdidos — Sarah A. Parker

22.6.26

Comecei a ler o livro de junho (Com amor, Felícia Gilbert), do clube do livro do Entreblogs, sem expectativas. Para ser sincera, eu não li nem a sinopse. Simplesmente aceitei o que a autora falou lá na comunidade sobre ser um romance bem relax – sim, autora ninguém menos que nossa entreblogger Luly Lage 💅🏻. Exatamente o que precisávamos depois de alguns livros intensos demais. E falo isso na maior cara de pau porque eu nem li os livros intensos hehe mas já me senti desgastada só pela raiva e gastura compartilhada no chat do clube pelos entrebloggers que leram.

Voltando ao livro...

A primeira surpresa foi ver que na história uma das mães da protagonista sugeria que a filha, uma adolescente já adepta de diários, criasse um blog. Sendo alguém que escreve em blogs há mais de duas décadas e que já botou uma criança no mundo nesse meio tempo, automaticamente me imaginei fazendo a mesma coisa com a minha filha num futuro não tão distante. Isso mexeu bastante comigo, de um jeito muito bom.

Sim eu me emocionei (com direito a lágrimas!111!) já no começo do livro me imaginando no futuro ajudando Sarinha a escolher & comprar um domínio para o blog da mini querida. A que ponto chegamos. Agora eu quero viver isso nem que seja pra ela reclamar que faço ela pagar mico, ou seja lá como vão chamar isso no futuro. Shhh, licença materna para cafonice ainda valendo.

Depois disso foi ainda mais fácil continuar lendo, como se eu estivesse ansiosa para imaginar um futuro que ainda não chegou. Ao mesmo passo que acho absurdamente assustador pensar na minha filha adolescente – afinal, adolescentes !!1!1!1! e o que nós pais sabemos realmente da vida não é mesmo –, acho absurdamente divertido pensar no tipo de relação que posso nutrir com a mini queen e que experiências bacanas ela pode ter no decorrer da vida dela.

Num outro momento em que essa mãe também comentou que ainda tinha ativo o próprio blog, me ocorreu uma outra coisa. Minha filha vai ler meu blog? O que ela vai achar? Será se ela vai gostar das baboseiras da mãe, das memórias registradas, de ler sobre parte da infância dela pelos olhos da própria mãe? Luly abriu um triplex na minha cabeça sem querer. 

Depois de refletir um pouco sobre um futuro que só os deuses sabem como vai ser, a história foi me levando de volta para o passado. 

Lá fui eu relembrar da Barbara adolescente.

Lembrar de uma época em que tudo era novo e sentido com intensidade demais. As dores de um coração partido, como se fosse o fim do mundo. 

Hoje me pergunto se a conta de telefone saiu muito cara na época depois de dramaticamente (porque eu lembro dessa cena como se fosse hoje) pegar o telefone fixo (informação importante talvez para contexto época) e tomar um belíssimo fora porque o ghosting via Orkut não me passou a mensagem com tanto afinco quanto ouvir a oficialização do puro suco do desinteresse alheio por telefone. Que babaca. Já achei ofensivo sofrer assim naquela época, hoje parece ainda mais dramático do que foi mas ainda me sinto ofendida pela Barbara adolescente. Pelo menos serviu pra eu decidir não sofrer mais nessa intensidade por ninguém.

Lembranças raivosas a parte, o livro era um romance relax lembra? Não se deixem influenciar pelas vozes e memórias da minha cabeça.

Conforme a história foi se desenrolando e zé ruelas foram devidamente ignorados, voltei mais ainda para o passado. Voltei mais especificamente para os últimos anos do ensino fundamental.

Sentir o gostinho da paixão lá pelos meus 12~14 anos foi um grandíssimo evento porque, veja bem, o excelentíssimo meu parceiro de vida? Sim, ele mesmo, o causador de borboletas no estômago na Barbara pré-adolescente que conheci na 6ª série. O mesmo pivete. Não o zé ruela, mas o pivete bom.  

Aliás escrevo agora esse trecho do post com ele na minha frente jantando, nossa filha no meu lado fazendo a mesma coisa, enquanto eu digito e compartilho com ele a memória de nós dois numa aula da acho que 7ª série e eu quase implodindo de ansiedade porque nossos braços se tocaram quando um foi pegar a borracha do outro durante uma atividade em dupla. Juro que lembro da sensação como se tivesse acabado de acontecer e, caramba, faz mais de vinte fucking anos.

Tenho memórias muito gostosas dessa época, da leveza de se apaixonar enquanto ainda éramos tão jovens. Não apenas jovens, mas inocentes. Nervosismo nos trabalhos em dupla, ir para o colégio em época de gincana, mesmo sem participar, só para ter mais tempo juntos jogando conversa fora.

Diferente da Felícia, nosso primeiro beijo – calma lá, que só foi ocorrer nas férias que antecederam o início do nosso ensino médio ~ ainda cedo mas enfim – foi horroroso. Imagino que seja normal, considerando a nossa idade na época, porque a gente não tinha a menor ideia do que estava fazendo. Aprender a beijar foi bem mais complicado do que as histórias contam.

Achei que escrever no meu diário — Barbara ❤️ Toni — já resolveria toda parte mágica da coisa. Preciso resgatar esse diário e digitalizar ele, pelamordedeus.

Nosso corte trágico de história? Anos 2000, internet discada, o ensino médio dele seria em outro colégio. Aqui não lembro se fiquei traumatizada com o beijo e decidi que era nova demais pra achar isso interessante, mas ele lembra que eu terminei com ele. Sorry, meu bem hehe love you.

Lá pelos nossos 15 anos trocamos algumas declarações virtuais, ainda complicado demais para uma reaprocimação ao vivo e a cores. Zero ideia de como jovens, jovens demais, namoravam nessa época. Tentamos fazer o negócio acontecer, vivemos o fotolog e as declarações públicas e tal, mas acho que ainda jovens demais. Cada um foi para um lado viver suas vidinhas.

Sim, Luly desbloqueou vários triplex e cá estou eu contando nossa história de amourrrr pela miléssima vez nesse blog.

Não me canso, continuarei cometendo o crime que é amar vo... tá, voltando.

10 fucking anos depois de cada um seguir com suas vidinhas, nos reencontramos e recomeçamos a reescrever nossa história. Já adultos (importante!1!!!) e com WIFI gente, que emoção. Enfim né, daqui uns dias serão 11 anos de namoro, ajuntados há sei lá quanto tempo, com uma filhota maneira que mês que vem fará 6 anos. Doido né?

Felícia – e Luly !1!!!!!! – obrigada pelas memórias resgatadas, por me levar a imaginar as possibilidades que o futuro pode proporcionar. Foi muito gostoso ler essa história. Terminei torcendo para que Felícia vivesse coisas incríveis assim também.

Esse post faz parte da seleção mensal da comunidade de blogagem coletiva ENTREBLOGS criada com o intuito de compartilhar nossas perspectivas sobre os mesmos assuntos. 

Clube de Leitura, 06.2026 ✍🏻 Com amor, Felicia Gilbert , de Luly Lage.

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25.4.26

Nas minhas últimas leituras estava me sentindo um pouco muito travada (e até desanimada), mesmo em livros que estava gostando. Uma sensação meio incômoda de nossa, falta aquela coisa sabe? (diversão e obsessão) que outros livros costumavam me dar. 

E assim, não sei vocês, mas assumidamente eu leio não só para refletir sobre as camadas da vida (essa possibilidade está sendo algo novo e não sei se estarei querendo repetir), leio na maioria das vezes pelo puro suco do entretenimento (e pra esquecer os problemas da minha vida) (e ignorar responsabilidades). Pois bem, precisava desesperadamente de entretenimento e fui no que eu confiava: Ali Hazelwood.

Eu não sei como fui de alguém que resumia leituras com ~ não lembro o que rolou mas amei ~ para alguém que tem muitas coisas aleatórias para falar. Acho que foi um efeito livro Três desbloqueando possibilidades...

Eu amei quando li Noiva e chutei tranquilamente que amaria Parceira

No novo romance paranormal de Ali Hazelwood, uma jovem precisa enfrentar humanos, licanos e vampiros. Mas o maior desafio será aceitar seu destino como parceira de um lobisomem poderoso e irresistível. @

Romance paranormal cheio de feromônios, ego de alfa, reações descontroladas? CIENTE E DESEJO CONTINUAR!!1!1!!1!11!

Eu me divirto demais em ver a história se desenrolar com o caos de disputas de poder, possibilidades de sequestro, memórias da vida ainda mais problemáticas, todo um rolê de que porra está acontecendo com o meu corpo enquanto claramente a protagonista tem os mesmos neurônios e humor pra lá de problemático que eu tenho (é real, minha irmã confirmou). Tudo isso e mais um pouco enquanto rola toda uma tensão sexual de não podemos mas queremos muito e, porra, com personagens licanos. Ou seja, muita piração envolvendo cheiros tal qual um animal enlouquecido. É MARAVILHOSO. 

Eu sei, vai pra minha conta de desvio de caráter. A bochecha nem cora. 

Até a bagunça que foi o sexo, fiquei pensando o que diabos rolou nessa parte da escrita da Ali mas logo na sequência pensei: cacete, na vida real (tirando lá alguns detalhes sobre nó¹ graças a deus) não é também uma bagunça incrível sobre intimidade, descobertas, sensações, experiências novas? Tu se sentir a vontade para falar coisas estúpidas, desconexas e tudo mais porque a vida não é a porra de um livro perfeitamente amarradinho e romântico? Sensacional, simplesmente sensacional. 

↳ ¹ Não me perguntem O “nó” geralmente se refere a uma característica anatômica masculina fictícia, baseada no bulbus glandis dos cães. Nos animais reais, essa estrutura incha durante o acasalamento, “travando” o macho e a fêmea por um período.👀

Ler as conversas de Serena (protagonista de Parceira) com a Misery (protagonista de Noiva) foi como imaginar como seriam as vozes da minha cabeça se eu tivesse dupla personalidade, meudeus

Leiam os dois livros para me conhecer mais e ter certeza que eu sou louca. 

A cereja do bolo nesses livros pra mim, quando envolvem personagens mulheres licanas, é a parte em que descrevem o tormento do cio². Como tenho dois centavos (talvez nem isso) de vergonha na cara eu fico eufórica lendo a loucura sensorial que envolvem essas cenas entre parceiros. Todo o descontrole, o quão penoso parece a necessidade de ter algum controle quando querem mas não deveriam, a descrição de sentirem estarem morrendo enquanto se engalfinham e cheiram a sexo por quase uma semana. Sim eu super toparia viver isso em um universo paralelo, parece dolorosamente divertido

↳ ² Não me perguntem O “cio” é um estado biológico de fertilidade e impulso reprodutivo. Na ficção: Representa um período em que o personagem (geralmente feminino, mas não só) fica com instintos intensificados.👀

Ah mas esse tipo de livro com alfas e senso de poder cheio de testosterona, colocando mulheres em posição de... Shhhh, vá ler outro livro, não estrague o meu rolê. 

Agora, indo de sexo para a consequência... (não necessariamente mas vocês entenderam)

Tem uma cena que eu tenho vontade de emoldurar para lembrar que esse sentimento de estar perdida e fazendo tudo errado na maternidade não é só meu. Além de mais uma vez ter certeza que compartilho com os personagens não só os neurônios como o humor. É meio divertido e desesperador. 

Tem uma criança que me olha como se eu fosse uma porra de exemplo a ser seguido. Serena, ela é tão pequena, basicamente feita de cuspe e fita adesiva, e um dia desses ela vai entrar para uma gangue de motociclistas ou me perguntar como os bebês são feitos...

Sei lá, eu terminei esse livro hoje e agora estou em luto, depressão, alguma outra palavra coisa triste. Queria poder ler ele de novo pela primeira vez sabe? O que eu faço? Terapia. Vocês tem algum outro livro cheio de feromônios licanos pra me indicar? Estarei querendo muito. 

4.4.26

Esse post faz parte da seleção da nossa comunidade de blogagem coletiva ENTREBLOGS criada com o intuito de compartilhar nossas perspectivas sobre os mesmos assuntos. 

Clube de Leitura, 03.2026 📚 TRÊS, de Valérie Perrin.

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Sendo uma pessoa que não consome resenhas e que é completamente influenciada pelas emoções que os livros causam nas pessoas, provavelmente irei seguir o mesmo surto nesse post.

Mesmo quando a pessoa odeia e dá seus motivos, há chances de eu querer ler. 

Aliás, antes de começar esse post gostaria de já deixar claro que essa não é uma resenha comum. Provavelmente será uma grande bagunça emocional, do que senti lendo, das vozes da minha cabeça e as várias abas que se abriram nela, correndo o risco de cometer spoilers. 

Dito isso, leia por conta e risco, preferencialmente se você já leu e já tirou as próprias conclusões.

Ciente e deseja continuar? 

Senta que lá vem vozes da minha cabeça.

Se pensar rápido eu só consigo resumir a minha relação com esse livro em: uma grande piada.

Em 3% eu já me senti super envolvida com a história, aquela certeza de que ia gostar muito e devorar o livro rápido. Esse foi um belo tapa na cara, descobrir que assim como quando eu lia H.P. Lovecraft, eu posso gostar de um livro e demorar 84 anos para finalizar a leitura

Veja bem, eu estou imersa nos últimos dois anos no ritmo obsessivo de ler romantasias que me fazem ler descontroladamente em pouco tempo não importa quantas páginas tenham. Fiquei tão acostumada com esse ritmo frenético — não necessariamente correto e muito menos saudável mas serviu ao seu propósito: me fazer sentir menos desgostosa de algumas camadas da vida — que quando me vi gostando de TRÊS e irritantemente emperrada na leitura eu fiquei com muita vontade de jogar ele pela janela. Não fiz porque as vezes sou teimosa com os desafios pessoais em que me meto, os amigos entreblogers estavam surtando de amores pelo livro (eu sou curiosa!1!1!1!!1!) e estava me sentindo muitíssimo confusa com o fato de gostar muito da história e não conseguir engatar na leitura. 

No decorrer da leitura eu fui criando um ódio imenso por um personagem. Criei suspeitas que agora, lendo um trecho da conversa no nosso grupo de fofocas literárias do Entreblogs, nem me lembro mais qual era. Cheguei num trecho em específico que quase tive um treco, um enterro citado que me fez sofrer por antecedência, eu já gostava de personagens demais. Relendo esse trecho hoje, inclusive, notei que ele citava muito mais cenas que iriam se desenrolar só lá na frente.

Aliás, compartilharei nesse post trechos que não necessariamente serão trabalhados aqui mas que de alguma forma me fizeram pensar. As vezes as vozes não precisam sair da minha cabeça.  

– Do que você mais gostou? Das girafas ou dos leões?
– Do trem.
– Por quê?
– Porque ele é livre. Vai aonde quer.

É uma experiência muito interessante ler um livro com personagens tão reais. Como se a gente entendesse as vozes da cabeça dos personagens porque muitas dessas vozes já foram nossas em algum momento. 

Nina passando lápis de olho e Etienne achando sujo me fez teletransportar para a Barbara na 8ª série e automaticamente lembrar da cara de estranhamento de um amigo. É essa a experiência do outro? 😂 Foi engraçado olhar para o passado pelos olhos da vivência alheia — mesmo que seja a vivência de um personagem. 

É graças a esses momentos de alívio que a gente aguenta o tranco nesse jogo de Tetris da vida. 

Marquei muitos trechos do livro, algo que acho nunca ter feito em outras leituras, e é muito doido como até o simples fato de reler esses trechos mudam toda a perspectiva da coisa. Um trecho que quando lido me remeteu a outras coisas e que hoje, sabendo o desenrolar da história, me fazem pensar sobre outras camadas. 

Adrien se questiona sobre seu próprio muro, aquele que o separa de si mesmo, o muro atrás do qual se esconde desde que começou a respirar: qual é a altura desse muro?

Senti raiva em um pedaço da linha do tempo, como se a história não tivesse o direito de tomar um rumo que destruísse o que foi construído. Como ousa ser tão real a vida e os rumos que ela e as relações dão? Como ousa doer na gente assim? 

Foi uma leitura que tomou muitas lágrimas de mim, pelos personagens, pelas lembranças, pelas reflexões que me causaram. 

– Você acredita que às vezes a vida é mais generosa para compensar tudo o que ela tirou?

Gostei que muitos pensamentos compartilhados eram crus, sem os floreios românticos que muitas romantasias fazem (e tudo bem). 

Quando gostamos do cheiro da pele do outro, quando o identificamos como algo familiar, membro de uma mesma categoria sensorial, temos todo o resto.

Foi um livro que ao mesmo tempo em que me envolvia na própria trama e me tinha nas mãos curiosa para saber o desenrolar da história, mesmo que no meu próprio ritmo, me fez refletir sobre tantas camadas da (minha) vida. Relações amorosas, familiares, de como nossas bases relacionais são construídas com base no que vivenciamos. Como o desenrolar dessas relações criam marcas, anulam, potencializam e remodelam a nossa vida. 

Mesmo que eu não tenha vivido as mesmas relações que a Nina, vejo muito dessas conexões e angústias em outras relações minhas. Essa construção de quem somos, o acordar do que basta, o afastamento do que anulou tanto da gente. A sensação de que o tempo passou e perdemos tanto. 

Não sou a favor de falar que a dor nos torna mais forte, de que mar calmo não faz bom marinheiro. Não queremos ser malditos marinheiros. A vida acontece independente do que a gente faz com as nossas perdas, dores e força. Não importa se vira gatilho, crise, barreira. A vida acontece independente da frase coach da outra rede. 

Mas nem só de reflexões densas vive um leitor. Sendo alguém que escreveu cartas mas também as fez na porcaria dos computadores, tive o prazer de gargalhar com o seguinte trecho:

Ele não entende nada de tecnologia. Dizem que é o progresso. Agora, as pessoas enviam fax e digital no Minitel. Se isso continuar, vão começar a enviar cartas nas porcarias dos computadores e os carteiros não servirão mais para nada. 

Outros trechos me fizeram pensar na minha relação com algumas músicas, na vontade que eu tenho de ler O Perfume tendo visto apenas o filme e em como é divertido achar referências de outras coisas assistidas. 

A música eletrônica o põe em um estado de torpor que alivia seu espírito atormentado. 

Tem um trecho que citam uma tradição inglesa de casamento. Eu conhecia essa tradição por causa da série Outlander. 

A tradição diz que a noiva tenha um objeto azul, um objeto novo, um objeto velho e um objeto emprestado no dia do seu casamento. 

Outros trechos me fizeram pensar em como poucas pessoas realmente nos conhecem. Nossas manias, gostos, nossos silêncios. Se pensarmos que vivemos numa época tão caótica de urgências e excesso de informações, são poucos que realmente sabem quando o brilho no nosso olhar é de alegria ou champanhe. 

A leitura me levou para muitos lugares e, por mais que tenha causado muitas sensações e desconfortos, é curioso ver como pode ser tão crua e real em tantas partes. São pessoas crescendo juntas, com suas próprias histórias e dores, aprendendo a viver suas próprias questões dentro da própria realidade. O que me faz pensar como é fácil odiarmos personagens e ações quando não precisamos nos colocar no lugar do outro. Quando em nossas próprias vidas as relações se constroem cruamente também, e lidamos da forma que podemos com o que temos. As vezes com mais afinco, energia, empatia, as vezes menos. Seja com os outros ou com nós mesmos. 

Ele evita pensar que, talvez, devesse ter feito algo. E acaba dizendo a si mesmo que cada um tem sua vida, que é impossível salvar o mundo inteiro. Que as pessoas também têm a que salvar a si mesmas. 

Enfim, já me prolonguei demais e sinto que ainda continuarei digerindo essa leitura com o passar do tempo. 

– "Morrer" é com um r ou dois?
(...)
– Dois. Mas "viver" é mais fácil, tem um r só.

Valérie Perrin, você me paga. 

Vocês já tiveram enxaqueca depois de chorar?  

Aos amigos entreblogers, obrigada por sugerirem muitos livros diferentes para o nosso clube de leitura. Sem esse subprojeto do Entreblogs eu provavelmente ainda estaria agarrada apenas a dopamina das romantasias. É bom viver temporariamente em mundos fantasiosos (eu queria muito ter um dragão mas não dá pra ter tudo na vida), mas também é importante viver essas histórias tão mais próximas da realidade. 

Agora vocês me dão licença que, antes de encarar o próximo livro do clube, precisarei de uma boa farofada fantasiosa com criaturas, batalhas e hot porque Emmanuel não sofreu o suficiente para o meu gosto e preciso realinhar meu carisma. 

25.1.26

  • saboroso cadáver 

autora: agustina bazterrica 

maravilhosamente desconfortável. acho que é o melhor jeito de resumir. é um livro que incomoda e ao mesmo tempo te envolve, te deixa curiosa. e incomoda porque parece tão absurdamente possível (???)

o livro conta a história de um vírus que se espalha entre os animais de todo o planeta e torna sua carne mortal aos humanos. impossibilitados de utilizar os animais para a alimentação, a sociedade regulariza a criação e a reprodução de seres humanos como animais de abate, transformando o mundo num lugar cinzento, cínico e inóspito. 

nesse romance visceral, grotesco, repleto de descrições vívidas e nauseantes capaz de nos alimentar na medida certa, vamos acompanhar a rotina de marcos, funcionário do frigorífico krieg, que recebe de presente uma mulher viva, considerada “carne de primeira”. ironicamente, esse funcionário parece ser o mais humano nesse mundo terrível. seguindo seus passos, presenciamos o processo metódico da criação de pessoas, abates, experimentos de laboratório, caçadas humanas e suntuosos jantares canibais.

via DARKSIDE BOOKS

queria ter anotado mais sobre a experiência de ler esse livro, ter mais pitacos para dar mas, caramba, apenas leiam 🤯 


  • sem controle 

chestnut springs, livro 3 

autora: elsie silver

esse terceiro livro tem uma pegada tristonha e deu umas pesada no clima. poréeeem foi um livro que também me divertiu muito. fiquei envolvida com outros personagens e não apenas com o casal (o que muito me agrada). maaas como nem tudo são alegrias, eu não gostei dos hots. apesar de entender o motivo de como isso foi trabalhado com esse terceiro casal (acho que entendi pelo menos), não curti. entendo mas ao mesmo tempo sinto que não precisava ??? enfim, comparado com os outros eu achei ok tudo bem mas estou animada mesmo é para os próximos (acho que tem mais dois).

sobre o epílogo: eu simplesmente amei tanto que eu quis gritarrrrrr. espero muitíssimo ver mais desse outro novo possível casal nos próximos mesmo que não sejam os principais viu? anota aí elsie, dê seus pulo. 

aproveitando, uma coisa que gosto nesses livros que são tipo série mas também são independentes (?) deve ter um nome pra isso (quando cada livro é um casal mas em cada um tu conhece mais de outros personagens?), enfim, é que mesmo quando um livro não é tão bom — meu preferido ainda é o segundo livro — como a trama acontece enquanto outros personagens também estão presentes, a gente não precisa se agarrar apenas ao casal principal. dá muito pra se apegar a outros personagens durante a leitura sabe? na minha cabeça faz sentido. 

anotação no app diário — 21, nov., 2025

(...) me dei conta que se eu estivesse lendo um mês atrás não teria a menor ideia do que é sanca. algo que só descobri porque o eletricista perguntou se íamos colocar led dentro ou fora da sanca. 

 

  • uma janela sombria

o rei pastor, livro 1
autora: rachel gillig

romantasia gótica que leva a sério essa coisa de vozes na cabeça? temos. 

um espírito antigo preso em sua cabeça que a protege e mantém seus segredos a salvo. mas nada vem de graça, especialmente quando se trata de magia.

esse livro me arrancou de uma bela ressaca literária e salvou o mês de dezembro que ia com deus sem um mísero livro lido. bendita a hora que cometi a loucura de me enfiar em um clube de livro no meio de tanto caos viu?  


  • duas coroas retorcidas

o rei pastor, livro 2
autora: rachel gillig

nesse aqui eu amo como o livro deixa ser apenas sobre a espelth e passa a ser sobre outros personagens. como a trama se desenrola. duologia delícia. 


  • slewfoot: a fábula das bruxas

autor: brom

no coração desta história aterrorizante, pulsa um dilema crucial: o que pode ser pior? o demônio da floresta ou o terror provocado pelos rumores, acusações e mentiras de uma aldeia puritana? na encruzilhada entre vitimização e vingança, abitha é obrigada a fazer suas escolhas e o que se segue vai transformar a vida de todos para sempre.

o que eu torci para o samson descer os dentes nessa aldeia safada, misericórdia. o que eu me deleitei no fim desse livro, ah, eu me deleitei sim. 


  • brimstone

fae & alchemy, livro 2
autora: callie hart

esse eu fiz mais anotações no app diário. 

13, jan., 2026

bom demais a sensação de ler sorrindo para o livro mesmo que em público (ônibus) igual uma maluca e simplesmente não ligar porque o livro tá bom demais. ⌛54%

15, jan., 2026

bom demais ser emotiva porque eu passo o livro quase todo me divertindo e chorando 🤡

16, jan., 2026

puuuuuutaqueopariu 92% do livro dedo no cy e gritaria 

5min pra começar a trabalhar desgraçaaaaaa

é sobre isso. amei. terminei completamente maluca das ideias. não tinha a menor noção de que teria um terceiro livro. quer dizer, TEM QUE TER, callie não é doida de não ter. 

20.11.25

Deste o último post de leituras em Agosto, li mais alguns livros. A grande maioria achei muito bons, ainda bem. 

A leitura segue sendo firmemente meu maior hobbie, principalmente porque ainda não voltei a treinar (para o meu desespero) por causa da incerteza de quando de fato nos mudaremos (e de como meu ciático vai lidar com treino e a mudança) e o que isso vai mudar na rotina. Completamente ansiosa pra me mudar de uma vez e poder reestruturar meu dia a dia. Anyway

Vamos de post das últimas leituras. Não todos os lidos, mas os que gostei mais

  • Chestnut Springs

Ainda ontem terminei o segundo livro da série Chestnut Springs da Elsie Silver, Sem Coração #2. O primeiro, Sem Defeitos #1, eu já achei bom demais só que o segundo ele foi prazeroso num nível. Sem Coração foi o tipo de livro em que eu não consegui disfarçar as risadas enquanto lia. Sério, muuuuito bom mesmo. Aparentemente, romance entre cowboys e garotas da cidade entrega demais no entretenimento. Aprovadíssimo. 

Sem Defeitos (Chestnut Springs #1)

As regras são simples: manter as mãos longe da filha de seu agente e não se meter em confusão. Mas, bom, regras foram feitas para ser quebradas.

Sem Coração (Chestnut Springs #2)

Ser babá de um garotinho por alguns meses deveria ser fácil, o problema é que Willa não consegue tirar os olhos do pai dele e o pai dele não consegue tirar as mãos dela.

Chestnut Springs, pelo o que pesquisei, tem cinco livros e os três primeiros já foram traduzidos. Inclusive já peguei o 3º para começar a ler porque simplesmente bom demais. 

  • Silver Elite

Também li Elite de Prata, romance distópico da Dani Francis, e foi outra experiência muito boa, devorei em pouquíssimo tempo completamente obcecada. Me lembrou a sensação de assistir a sequência de Divergente só que com muita tensão ❤️‍🔥 envolvida. Aprovadíssimo também e ansiosa pela publicação da continuação. 

Elite de Prata (Silver Elite #1)

No Continente, poderes psíquicos são uma sentença de morte e há regras para conseguir sobreviver: Não confie em ninguém. Minta para todos. Se camufle em meio à multidão. Não importa o que aconteça, não se apaixone por seu maior inimigo.

  • Saga dos Sem Destino

Já os livros da Saga dos Sem Destino, da Danielle L. Jensen, são uma romantasia com universo inspirado na mitologia nórdica. O primeiro livro, Um destino tatuado em sangue, já conseguiu me deixar envolvida no primeiro capítulo e no terceiro eu já queria gritar de euforia de tão envolvida. Gostei muito do desenrolar da história. Porém, em Uma maldição cravada em osso, segundo livro da saga, a euforia que o primeiro proporcionou foi amornando. Ainda assim gostei muito da experiência. 

Vou deixar a sinopse (?) apenas do primeiro livro pra não tomarem spoiler. 

Freya passou a vida escondendo a magia que corre em suas veias. Abençoada com uma gota de sangue da deusa Hlin, ela é capaz de criar um escudo mágico que repele qualquer ataque. E, segundo uma profecia, quem controlar o seu destino governará todo o reino de Skaland.

Quando uma situação extrema a obriga a revelar seu poder, ela é forçada a se unir ao jarl Snorri, um dos líderes da região. Manipulada por homens durante toda a vida, Freya vai fazer de tudo para tomar as rédeas do próprio futuro. Ela só não contava com a presença enigmática de Bjorn, filho do jarl, que é o único que a enxerga como uma guerreira de verdade, ao mesmo tempo que desperta nela uma atração incontrolável… Se ceder a esse desejo, porém, Freya vai pôr em risco não só o próprio destino, mas a vida de todos que jurou proteger.


  • Famiglia Vitale

Ler Sangue e Promessa, da F. Locks, entregou todo o entretenimento que eu precisava depois da ressaca que Alchemised me deixou (logo chego nele calma aí). Como já tinha tinha lido uma outra série dessa escritora sobre moto clube — Night Reapers, que eu indico fortemente —, sabia que não iria me decepcionar com essa nova série dela sobre máfia. Não poderia estar mais certa, salvou demais da ressaca. 

Acho que eu já tinha devorado uns três livros dela quando descobri que moramos na mesma cidade. Basicamente gritei um MEUDEUS dentro de casa tamanha a surpresa. 

Sangue e Promessa: A ascensão de um Don

Fui prometida em troca de uma aliança entre a Outfit e Nova Iorque. Entregue ao Don. Um homem velho, cruel e poderoso. Mas ele morreu misteriosamente. E quem apareceu na minha porta foi o filho.

  • Alchemised

Esse livro me destruiu, meudeus. Alchemised, de SenLunYu, é uma adaptação da fanfic Manacled, também dela — em Manacled a história de Harry Potter se desenrola em um universo onde Voldemort venceu a guerra, todos da Ordem da Fênix morreram e os nascidos-trouxas foram escravizados (e temos Dramione). Alchemised é classificada como fantasia dark com elementos românticos e trágicos. 

Não cheguei a ler Manacled e fui direto ler Alchemised. Apenas com a noção resumida da fanfic, do final alternativo para história de Harry Potter e de um romance entre Draco e Hermione, mas caramba, eu não estava preparada para o que li. 

Realmente não brincaram quando falaram em romance intenso e trágico. O livro é pesado (física e metaforicamente falando), intenso, não tem gosto de final feliz. Derramei um bocado de lágrimas e terminei a leitura ATORDOADA. 

AMEI, ♾️ estrelas

Helena Marino é uma prisioneira de guerra ― e também da própria mente. Outrora considerada uma alquimista de futuro promissor, ela viu o mundo ruir e seus poderes se esvaírem quando seus aliados foram brutalmente assassinados. Após um longo e violento conflito, Paladia tem uma nova classe dominante, formada por guildas corruptas e necromantes depravados. Suas criaturas vis e mortas-vivas foram essenciais para a vitória na guerra, e o uso da necromancia se tornou o modus operandi. Os novos governantes mantêm Helena em cativeiro. De acordo com os registros, ela era uma figura de pouca importância na hierarquia. Mas, quando seus carcereiros descobrem que a memória da prisioneira foi alterada, surge a dúvida se o papel dela na Resistência era tão irrelevante quanto se imaginava. Talvez o esquecimento esconda algo poderoso, o gatilho para uma ofensiva derradeira. Para revelar o que as profundezas sombrias de sua memória ocultam, a mulher é enviada ao comando de um dos mais implacáveis necromantes do novo mundo. Aprisionada em meio a ruínas, Helena luta para proteger seu passado perdido e preservar os últimos resquícios de quem foi um dia. Mas o martírio está apenas começando, pois sua prisão e seu captor têm os próprios segredos… E ela terá que desvendá-los. Custe o que custar.

Sério, o livro é tãaaao intenso. Ele me deixou em um estado de desgraçamento mental daqueles, sabia que a ressaca literário ia ser grande. 

Indico de olhos fechados, vale demais a leitura mesmo. Pra quem tem estômago, porque né, ele é INTENSO — quantas vezes devo repetir essa palavra? grandes questões —, devastador, trágico, meudeus, leiam os gatilhos antes e boa sorte. 

  • Saga Powerless

Reckless, da Lauren Roberts, é o segundo livro da Saga Powerless. O primeiro (Powerless) li no começo do ano eu achei bom e só, mas o segundo me prendeu muito mais. Fiquei super envolvida com o desenrolar da história e definitivamente não estava preparada para o plot do final. Logo devo ler o terceiro livro. 

O reino de Ilya está em polvorosa. Depois dos resultados chocantes das Provas do Expurgo, das quais escapou viva por um milagre, Paedyn Gray, uma Comum, precisa lidar com as consequências de suas ações. O rei quer sua cabeça a todo custo ― se grudada no pescoço ou numa bandeja de prata, ela não vai permanecer em Ilya para descobrir. Mas, para isso, precisará correr na direção contrária à que seu coração deseja.

Não sei se dá para classificar como romantasia young adult, acho que sim (?) e não tem hot, pelo menos até agora. Só que a tensão que rola, pra mim, já entregou o suficiente. Gostei muito. 

  • Saga Lightlark

Li Lightlark #1 e Nightbane #2 (fantasia young adult) de Alex Aster e, acho que pela primeira vez, não consigo decidir para quem torcer nesse triângulo amoroso desgraçado. Pelo menos no ponto em que parou o segundo, com as informações que li até agora. Algumas red flags até ajudam mas a sensação é de um grandíssimo não sei. E isso me deixa irritada e curiosa a ponto de querer ler o terceiro mas querer esperar um pouco mais pra isso. Não sei nem se foi traduzido ainda, pra começo de conversa. 

A cada cem anos, a ilha mágica de Lightlark aparece por apenas cem dias para sediar um jogo mortal em que os governantes de seis reinos lutam para quebrar as maldições que assolam suas terras e ganhar poder inigualável.

Todos os governantes têm um segredo a esconder. Cada maldição é especialmente perversa. Para acabar com elas e salvar seus reinos, um dos governantes precisa morrer.

E se você não sabe se eu gostei ou não, se eu indico ou não, errrr, eu também não sei. Relação complicada viu, vou ter que ler o próximo sim porque EU preciso me decidir. 

  • Saga Pedras Sagradas 

Li o primeiro livro da Trilogia Pedras Sagradas de Kate Golden, O Alvorecer de Ônix, e de cara já gostei muito. Mais uma romantasia entregando o entretenimento que eu gosto. 

Arwen Valondale nunca imaginou que seria a corajosa, oferecendo sua vida para salvar a de seu irmão. Agora, ela foi feita prisioneira pelo reino mais perigoso do continente e forçada a usar suas raras habilidades mágicas para curar os soldados do cruel rei de Ônix.

Esse tipo de leitura me deixa muito envolvida, muito animada. Me ver apegada a outros personagens e não apenas aos protagonistas. Toda tensão, toda química, o sarcasmos, ah o sarcasmos! É muito bom. 

“I love to listen to you explain medicinal practices,” he purred.

“And I’d love to listen to you fall off a cliff.”

  • O Reino Oculto

Li o primeiro livro da trilogia, O Reino Oculto de Holly Renee. Mais uma romantasia com de slow burn e enemies to lovers

Ao fugir de casa, a princesa Nyra de Marmoris encontra refúgio entre rebeldes que planejam a queda de seu tirânico pai. A garota decide esconder sua verdadeira identidade e, assim, engata um relacionamento complexo com Dacre, filho do comandante rebelde, em um romance proibido repleto de intrigas políticas.

À medida que a rebelião se intensifica, Nyra precisa conciliar sua lealdade ao reino com sua crescente conexão com Dacre, ao mesmo tempo que confronta segredos que podem alterar o destino de todos.

Gostei desse primeiro livro e pretendo ler o segundo mesmo já sabendo que, pelo o que dei uma pesquisada agora, ele ganhou um bocado de hate dos leitores. Sou curiosa demais para não tentar descobrir por mim mesma. 

🌹

Como podem ver sigo muito envolvida com basicamente o mesmo tipo de leitura. Até tenho salvo outros gêneros que quero ler em algum momento, but por enquanto o que dá é o que tem. E opções, graças aos deuses, tem bastante. 

Queria desenvolver mais minha visão das leituras nesse post para vocês terem uma ideia melhor de como foi pra mim cada leitura? Queria. Porém arrisco dizer que eu me pego tão envolvida nas histórias que não consigo parar para fazer anotações e depois minha cabeça resume em sensações e um grandíssimo amei. Tanto que para eu dar nota baixa a escrita tem que se esforçar muito para me irritar. 

Enquanto as vozes da minha cabeça seguirem satisfeitas, seguirei sem pressa em me tornar uma grande crítica. Acho chique quem consegue, de verdade. Tem resenhas que eu leio que fico pensando meudeus que pessoa inteligente enquanto fico tentada em ler o que ela indicou, mesmo quando ela aponta os pontos negativos na visão dela. Acho sensacional, mesmo

Talvez em algum momento eu aprenda a apreciar cada leitura mais lentamente, realmente pensando em como aquilo me afeta, o que me agrada ou não, enfim, mas por enquanto sigo satisfeita com o realinhamento carismático instantâneo. Mesmo que eu tenha dificuldade em colocar em palavras cada leitura, sei no geral como isso me faz bem, as reflexões que me trazem sobre o tipo dos personagens e relações que a romantasia entrega. 

No fim, independente do ritmo de leitura que a gente abrace, a leitura nunca é rasa. Até os livros ruins nos fazem pensar em alguma coisa. Sempre tem algo a acrescentar nas nossas cabecinhas pensantes 🙂‍↕️

Sigo feliz com meu ritmo de leitura, algo que sinto que flui independente de metas. Acabei me baseando no que li ano passado para estipular a meta desse ano mas sem de fato me preocupar se realmente alcançaria os números planejados, até porque não leio por conta disso né, anyway. Então quando vejo que não apenas já bati a meta desse ano como o ritmo se mantem, para o meu completo choque (porque eu realmente fico chocada com isso), eu fico muito feliz com essa conquista.  

Pra quem ficou tanto tempo sem ler, conseguir manter o ritmo apesar do caos tem seu valor. É como se fosse uma prova muito pessoal minha de que no meio da correria eu também me escolho. 

Espero conseguir abraçar outros hobbies também, mesmo que apenas com metade do afinco com que me agarro nas leituras. Mas né, uma passo de cada vez 🙂‍↕️

💖 meu perfil no goodreads, a quem interessar. 

🌿

Esse post faz parte da seleção mensal da comunidade de blogagem coletiva criada com o intuito de compartilhar nossas perspectivas sobre os mesmos assuntos.

Tema: últimas leituras

EDIT (2026): Quando este post foi publicado, o projeto tinha outra identidade. Na época, era conhecido como Work Of Art (WOA); desde janeiro de 2026, passou a se chamar Entreblogs, marcando o crescimento da comunidade e a construção de uma identidade própria.


5.8.25

Vamos tentar voltar com a ideia de posts sobre livrinhos lidos? Vamos. Vai ser de todos os livros lidos? Provavelmente não. Vai dar certo ou vamos fingir amnésia nos próximos meses? Saberemos nos próximos capítulos. 

Mas antes de mais nada, caso alguém caia aqui sem querer e não saiba exatamente o que eu gosto de ler. Segue anexo vídeo da Mariana Magrani explicando um pouquinho ah você lê muito porque você é inteligente #contem ironia, aos desavisados. 

Brincadeiras a parte... 

🌿

Cometei em outros posts que arrisquei nessas férias fazer algo que não fazia há muito tempo: ler livros físicos. Para a minha adorável surpresa, mesmo já muitíssimo acostumada a devorar tudo no meu Kindle, a experiência deu certo e quero falar um pouquinho dos que li. 

  • Phantasma, de Kaylie Smith

Romantasia com ambientação gótica, protagonista necromante, competição demoníaca e doses de hot. Basicamente entregou elementos que eu tinha saudade de ler (demônios, cenários sombrios, terror) e uniu com a fantasia e romance 18+ que eu tanto gosto. E ah, detalhe, a autora (diagnosticada com TOC) retratou comportamentos obsessivo compulsivos na protagonista no decorrer do livro. De acordo com outros leitores  fonte internet esses comportamentos foram bem fieis. Enfim, história me prendeu bem, fiquei envolvida e curiosa com vários elementos, gostei muito mesmo. 

Conversando com a minha irmã sobre esse livro ela ainda perguntou: Ah mas tem hot até de fantasma? Ô SE TEM. E nada como uma put4ria paranormal para realinhar o carisma, não é mesmo? 

ah lá o desvio de caráter da garota. 
da protagonista ou da leitora? 
nunca saberemos 🙂‍↕️

Phantasma

  • Wind Weaver, de Julie Johnson

Cai num vídeo do Breno enquanto decidia sobre os livros que ia comprar e fui pega pela empolgação dele descrevendo Wind Weaver — gosto demais da energia caótica dele indicando livro socorro. Provavelmente muito impactada com a beleza do livro e, como até agora não fui triste lendo farofadas feéricas, não tinha como dar errado.

Gostei tanto que não satisfeita em devorar ele a maior parte no livro físico mesmo, quando precisei ir deitar fiz questão de baixar ele também no Kindle pra continuar a leitura na cama. É, desse jeitinho. 

  • Meus dias na livraria Morisaki, de Satoshi Yagisawa

Para a surpresa de todos, inclusive a minha, resolvi ler algo diferente e dei uma chance para um romance japonês. Mas vejam bem, um romance japonês sobre o poder da literatura. 

É um livro bem curto mas foi o suficiente pra eu me divertir. Fiquei com aquela vontade de participar do dia a dia dos personagens, de ser amiga do tio Satoru. Terminei a leitura feliz por ter dado essa chance.

Meus dias na livraria Morisaki

  • Quicksilver, de Callie Hart

Meu único arrependimento é não ter comprado o livro físico desse pra devorar nessas férias, acabei pegando ele ebook mesmo. E olha que eu quase comprei ele físico, quase, mas já estava achando insanidade o meu carrinho de compras naquele momento. 

Inclusive, terminei essa maravilha hoje e estou por um fio de abrir a janela e gritar (eu realmente gostei muito). Para minha alegria (e desespero do meu bolso) fiquei sabendo que terá continuação dele. Só não tem data ainda de quando será lançado em português. Estou há 0 dias me sentindo estúpida e desolada por ainda não ter aprendido a ler em inglês, 0 dias. 

Um trechinho do treco-sinopse-coisa que catei lá da maior devoradora dos meus dinheiros Amazon:

A primeira humana a cruzar as montanhas geladas de Yvelia em mil anos, ela se vê ligada a um belo guerreiro feérico que tem os próprios planos secretos e sombrios. Ele pretende usar a magia de alquimista de Saeris para proteger seu povo, e não importa o que isso vá custar a ele... ou a ela. A Morte tem nome e sobrenome: Kingfisher do Portão de Ajun, de passado obscuro e atitudes suspeitas. Mas ele também pode ser a única esperança de Saeris de voltar para casa.

Saeris sua batedora de carteira safada, traga logo o segundo livro por gentileza? Ai, sério, esse livro, os personagens (não apenas o casal!!!1!11). Que vontade de gritaaaaaaaaaar... Bom demais pelamordedeus.  

A quem interessar, meu perfil no goodreads para acompanhar os livrinhos da vez. Também tenho perfil no fable mas esse negócio de atualizar dois aplicativos está começando a me irritar. Não sei se vou manter assim e, caso não, qual ficará pra trás. Cheguei a cogitar a voltar para o Skoob mas não sei se é boa ideia...

2.2.25

Não acredito que veio ai o post com os últimos livros lidos — as leituras que fiz em Janeiro. Chocada. E já vou logo avisando, não sei fazer resenhas. A ideia é registrar o que tenho lido e o que essas leituras me proporcionam (obsessão, desespero, farofadas). Conclusões basicamente tiradas de vozes da minha cabeça

 ✨ 

Agora, já prevendo julgamentos quanto a minha sanidade, alguns pontos importantes antes de você confiar na minha empolgação. 

Cai no mundo das fantasias dark +18 cheio de matança, gatilho e putaria ano passado e perdi o controle. Li um bocado de coisa mas sigo sem critérios pessoais muito específicos. Acabo gostando de absolutamente tudo o que leio. Então, se você tem alguns ressalvas pra esse tipo de leitura ou só é um pouco mais criterioso, leia por conta e risco. Talvez esse seja meu desvio de caráter. 

Outra coisa, não sei pontuar leitura. Na minha cabeça é tudo nota cinco não importa se só me prendeu na leitura ou se fiquei obcecada e madruguei lendo. Tentarei anotar nas próximas leituras os meus picos de surto pra começar a medir, mas não garanto nada. 

Obs.: Sinopses e algumas outras informações estou pegando na Amazon por enquanto. 

✷ Powerless, por Lauren Roberts

Sinopse: Kai é um príncipe poderoso, treinado para matar. Paedyn é uma garota comum que sobrevive fingindo ter poderes. Quando os caminhos dos dois se encontram por acaso, eles não imaginam que serão oponentes em uma competição mágica brutal. Nem que se verão envolvidos em um romance proibido e perigoso ― tão impossível quanto inevitável. (+14)

Powerless é o primeiro da trilogia e o segundo livro é pra sair esse ano. Não surtei como em outros livros de romantasia que li mas gostei da experiência e pretendo continuar quando o segundo sair em português. Galerinha das outras redes comenta que é farofada, fantasia bem simples etc mas eu curti. Cumpriu seu papel de me prender na história e realinhar meu carisma. 


✷ Trono dos Lobos: parte 1 (Lua Vermelha), por Ewah Dimitrowah

Dúvida sincera, como que a gente compartilha sinopse de um livro quando é continuação sendo que provavelmente tem spoiler, sei lá? Compartilho a sinopse do primeiro só? 

Sinopse (do primeiro livro): Tahisa conhece apenas a ilha onde vive com suas Mães e Irmãs. Mas a sua curiosidade sobre o continente e as pessoas que habitam lá mal pode deixá-la dormir a noite. Como uma Serva da Deusa era esperado que ela tivesse habilidades como as suas Irmãs, ou que pelo menos pudesse ver o futuro, mas Tahisa não têm nenhum poder. Tudo o que ela têm são o seu arco e flecha e uma adaga pontuda para matar coelhos. No entanto, estranhos presságios sobre uma tempestade começam a perturbá-la até que finalmente se concretizam. Um homem, um estrangeiro, chega às suas praias. Ele está ferido e se não for tratado morrerá. Tahisa só tem que tomar uma decisão. Uma decisão que mudará a sua vida, das suas Irmãs e do continente inteiro. (+18)

É o terceiro livro da série Lua Vermelha e foi bom demais retomar essa história. Pra entender o meu nível de empolgação, não sei quando vou subir esse post mas esse parágrafo em específico escrevi dia 26 e, enquanto pesquisava algumas informações sobre, descobri que dia 25 saiu o quarto livro da sequência. Então, meus amigos, já termino esse parágrafo com plena ciência de que me entregarei a insensatez e madrugarei lendo em pleno domingo pré semanada de muito trabalho. 


✷ Balthazar: Seduzido pela Ira, por Nana Pauvoli

Sinopse: Balthazar Severus é um vampiro de linhagem pura, oriundo dos Cárpatos, que segue rigidamente as tradições de sua família. Entre as regras inquebráveis, está a de que o primogênito deve se casar com uma vampira pura de outro clã. Sua vida está predestinada, até o dia em que conhece Lioara. Filha do Alfa Supremo Riuk Constantini, Lioara pertence a uma linhagem lupina excepcional, marcada por força e evolução incomparáveis. Ela não pertence ao mundo de Balthazar, e ele jamais imaginou que alguém como ela pudesse abalar suas certezas. Um vampiro puro. Uma loba tão letal quanto fascinante. E uma conexão irresistível e explosiva. Quando inimigos se tornam amantes, o destino começa a revelar seu preço. (+18)

Cai nesse livro quando assinei o Kindle Unlimited e me animei por fazer parte de uma série que li ano passado e gostei bastante. Ele pode ser lido de modo independente, a quem interessar, sem precisar ler a série Os Alfas dos Cárpatos. 

Confesso que dei umas boas gargalhadas no começo enquanto ambientavam o POV do Balthazar — parecia que estava assistindo Crepúsculo¹ e só faltou o póbi brilhar — mas logo perdi o foco disso relembrando de outros personagens de Cárpatos enquanto a leitura me prendia, me apegando a novos personagens e, bom, li em dois dias. 

¹Antes que me cancelem, deusmefree azucrinar o gosto alheio sendo que basicamente comecei o post dizendo pra não confiarem no meu gosto. É só que a minha relação com Crepúsculo é morna, por falta de explicação melhor. Na época que lançaram os filmes não peguei o hype mas gosto de assistir os filmes porque acho engraçado. Além de nunca ter lido os livros. Então, amantes do filme, favor não me odiar e vamo ser feliz gostando das coisas que a gente gosta :) 

✷ Zombie, por Kel Costa

Sinopse: Um vírus letal para as mulheres. Uma realidade em que a humanidade perde a capacidade de se reproduzir. Uma sobrevivente, imune à doença, carregando em seu ventre o bem mais precioso de todos. Um condenado à prisão perpétua, que contra todas as possibilidades, muda o rumo de sua jornada por causa de uma garota desconhecida. (+18)

Farofinha apocalíptica boa, gargalhei lendo e devorei essa belezinha em dois dias também. Cumpriu seu belo papel de realinhar meu carisma. 

Segue trechinho que fez minha cabeça gritar vamo lá porra:

"Nevada estava a milhares de quilômetros de distância, mas era para lá que eu guiava, na tentativa de transformar minha vida fodida em algo útil e ajudar uma garota maluca a sobreviver." 


✷ Tempestade de Ônix, por Rebecca Yarros

Sinopse (do primeiro livro): Violet Sorrengail, uma jovem de vinte anos, estava destinada a entrar na Divisão dos Escribas, levando uma vida relativamente tranquila entre os livros e as aulas de História. No entanto, a general comandante das forças de Navarre – também conhecida como sua mãe –, durona como as garras de um dragão, ordena que Violet se junte às centenas de candidatos que buscam se tornar a elite de seu país: cavaleiros de dragões. O problema é que, quando você é menor que todos os demais candidatos e certamente mais frágil que eles, a morte está a apenas uma batida de coração de distância... Porque os dragões não se unem a humanos "frágeis". Eles os reduzem a cinzas. (+16)

É o terceiro livro da trilogia Empyriano, mas quem também leu essa pedrada já sabe que não acabou por ai. Previsão é de ser cinco livros e só os deuses sabem quando essa lazarenta vai lançar o quarto. Que os deuses tenham piedade de nós reles leitores. 

Esse sem sombra de dúvidas cai na categoria obsessão e surtos. Amei os dois primeiros, surtei quando soube que iam lançar o terceiro, cometi a compra salgada de pré-venda, li em menos de três dias e sigo catatônica. Lançou dia 22 no Brasil e dia 25 eu já estava assistindo live de outras pessoas sofrendo enquanto liam pra eu poder me sentir maluca em grupo. 

Inclusive revisando esse post enquanto me preparo pra assistir +1 vídeo de teorias, sigo maluca. 

✷ Trono dos Lobos: parte 2 (Lua Vermelha), por Ewah Dimitrowah

Voltando para terminar esse post alguns dias depois, confesso que meus planos de madrugar foram por água abaixo. O que em parte é bom porque o cansaço me pegou e eu precisava estar minimamente acordada para as tarefas CLT do dia seguinte. Porém madrugada de terça-feira me permitiu chorar durante as horas que passei lendo e acordar na quarta-feira com uma bela dor de cabeça. Imagina se não achássemos que lemos para relaxar, risos nervosos.

Amei o quarto livro dessa série assim como amei os anteriores, mas achei que o fim poderia ter sido melhor. Vou ler se sair sequência dos outros personagens? Com toda a certeza. Me apeguei a outros personagens e me nego a aceitar o fim dessa história. Ewah, você me deu esperança, dê seus pulos! 

Não sei se esse post vai fazer muito sentido pra vocês, graças a minha habilidade em explicar coisas que gosto, e nem se o faço com esperança de melhorar o meu jeito de compartilhar surtos literários. Achei divertida a experiência e pretendo fazer isso mais vezes, seja lá aonde isso vai parar.

Pra quem ficou tanto tempo sem ler depois que chefinha nasceu, retomar esse ritual do jeito que retomei tem me feito bem demais. Tem sido a dose de inutilidade que ajuda a equilibrar as crises existências que a vida adulta proporciona. Afinal o aprendizado alcançando só serviria para fins de sobrevivência em outro plano existencial, técnicas para não ser comida por dragões e memória muscular para posições ousadas.  

Aos que aceitarem o risco das minhas indicações (dá pra chamar assim?), boa sorte e divirtam-se. Espero que proporcione o mesmo realinhamento de carisma e eventuais desgraçamentos mentais que esses livros me proporcionaram.

um beijo,
ba.