Novamente senti vontade de abrir a página de nova postagem do blogger e escrever coisas mesmo sem saber o que escrever. É um daqueles momentos em que, apesar da história do livro que estou lendo estar muito boa – adoro aventuras suicidas de reconquista de dragões selvagens com grandes chances de morte mas provavelmente sucesso porque, enfim, protagonista da história –, minha mente interrompe a leitura diversas vezes até que eu dê o que ela precisa.
Como não sei exatamente o que escrever, mas sinto que preciso escrever, recorro ao velho hábito de abrir meu icloud fotos e ver as coisinhas que aconteceram nos últimos dias. Que bom que estou sempre registrando coisinhas.
Aceitando a completa falta de controle sobre os meus dias, grata por estar em fase de viver um dia de cada vez sem muitas expectativas além de não me pressionar, não fui tão pega de surpresa quando em um dia tentava retomar uma rotina de exercícios e literalmente no outro procurava o termômetro pra medir a febre na minha filha.
Nessas horas a gente só torce que seja virose e não bactéria. A virose geralmente damos conta sozinhos em casa, enquanto bactéria envolve ida estressante ao pronto atendimento e antibióticos.
Mesmo já suspeitando de ser mais uma virose para a conta, não relaxamos por completo. É noite mal dormida porque a criança tosse a cada minuto e, quando não está tossindo, você está conferindo se ela está respirando. São as incontáveis vezes que você oferece algo para comer mas ela não quer nada ou, se quer, acha que vai sobreviver a bala e leite fermentado do Shrek. Mesmo sendo fã das suas porcarias, ela é uma criança que se alimenta muuuito bem, então quando o apetite dela some a gente fica preocupado.
As birras são mais frequentes porque a criança está exausta, frustrada, entediada. Nessas horas deixamos as expectativas de lado e vivemos cada hora de cada vez. Muito colo, muito carinho, negociando umas colheradas de comida antes de ceder a tão desejada bala de iogurte.
| Roubei a caneca do Toni |
Fizemos um bolo de chocolate absurdo de bom, bem macio. Pretendo trazer a receita para cá porque eu achei a nova técnica genial e deu muitíssimo certo.
Apresentei Crepúsculo para a querida e ela simplesmente quis maratonar. Talvez eu tenha precisado explicar para ela, após cena do parto da Bella, que não eram assim que bebes nasciam. Meio que é mas meio que não é.
Papai fez pão fresquinho para a semana e pizza. Uma mamãe bem alimentada cuida muito melhor da sua filha dodói. Grata por ter um companheiro funcional e que cozinha muito bem porque se eu tivesse que me preocupar em cozinhar durante esses dias provavelmente estaria desfalecida.
Não é só cansaço físico, mas mental também. Preocupações e muuuita conversa para fazer as coisas acontecerem, isso meio que suga a nossa alma. Consegui lidar com quatro dias seguidos de interação sem intervalos — seu filho não quer saber se a sua bateria social acabou — & preocupações com a saúde da bonita antes de precisar encher uma taça de vinho (em plena segunda-feira). Vitória, sim, vitória. O respiro e breve anestesiamento de uma taça antes de encarar mais dois dias até a criança estar bem o suficiente para voltar a rotina de aulas.
Uma tática nossa que costuma dar certo quando estamos nós duas muitíssimo desreguladas, too much emoções borbulhando, é de nos abraçarmos no meio da discussão. Jurava que eu era uma pessoa don't touch me até ela nascer. Geralmente sou eu que sugiro essa pausa antes de chegarmos num consenso, lembrando que a adulta da relação sou eu, mas as vezes é ela quem me cutuca muito braba por ter que me lembrar disso: tu não tá me dando abraço pra eu me acalmar!1!!! É muito aquele meme trends whatever que diz algo tipo tentando ensinar a minha filha a regular as próprias emoções enquanto também estou desregulada e sem saber como regular minhas próprias emoções. #desespelo
As pausas para pintar bobbie goods eram acompanhadas de Naruto, bolo e café. Geralmente ocorriam quando a febre baixava pela manhã e ela esquecia que estava doente. Breves picos de energia para brincar. Breves mesmo, as vezes duravam o tempo de eu montar a cabana-castelo. Já quando a febre começava a dar as caras, ela se aninhava no sofá comigo e eu aproveitava para ler enquanto ela assistia alguma animação até cochilar em mim.
| Erro ao abrir dose de energia. Arquivo corrompido. |
Final de semana, apesar do frio, o sol deu o ar da graça. Pleno meio dia e fomos nos aquecer no quintal. Ela com o brócolis dela ~ #respect ~ e eu com a minha mexerica. Queria mesmo era abrir um pacote de salgadinhos mas tenho uma imagem a zelar. Quase um desjejum Hobbit antes do almoço ficar pronto. Macetamos um belíssimo estrogonofe.
| Adoro esse filtro tolo. |
Perdi as contas de quanta roupa de cama lavei. Foram dias intensos de trabalho para máquina de lavar e secar roupa.
Livros foram lidos mas não finalizados (apenas o livro da Luly) porque resolvi cometer a loucura de ler vários ao mesmo tempo. Capítulos de um, capítulos de outro.
Aceitei que o conteúdo e atividades da faculdade acumulariam, algo para eu resolver agora que enfim a pequena melhorou e foi para o colégio.
Quando a atenção dela estava voltada para o pai e outras coisas além de mim, aproveitava para continuar a troca de ideias e testes com o Igor para as coisinhas que inventamos para o site do Entreblogs. Automatizações foram feitas e somos mais felizes agora. Slaaaay queen 💅🏻
Enfim, é mais um daqueles posts em que começo a escrever sem saber muito bem aonde vai dar. Comecei escrevendo ele ontem a noite, no quarto da Sara praticamente velando o sono da querida porque ela se destampa o tempo inteiro. Parei de escrever, deixando o texto incompleto mesmo para finalizar depois, quando minha cabecinha se deu por satisfeita e pude voltar a uma das minhas leituras. Não nego nem confirmo que fui dormir passava das 2 horas da madrugada.
Finalizo esse post nessa manhã desnecessariamente fria de quarta-feira, bocejando muito porque acordei a criança era 6 horas da manhã, aliviada por ela ter melhorado e podermos voltar a nossa rotina. Todos por aqui meio que vivos mas a que custo depois de dias e noites imprevisíveis. Cada um para suas demandas meio a contragosto porque, arrisco dizer, ninguém realmente levanta motivado num frio de 5ºC.
Por favor, ensina siiim essa receita do bolo. Eu estou numa fase da minha vida em que saí da casa da minha mãe e agora estou "aprendendo" a me virar na cozinha sem o auxílio dela. Daí teimei que quero aprender a fazer bolo de chocolate, hahaha.
ResponderExcluirBeijos!
Livro de Memórias
Oiii Ba! Fui ler seu post justo quando estava pensando em assar um bolinho e posso dizer que você me inspirou! Coisa boa que a Sarinha está melhor!!!
ResponderExcluirAbração