Essa é a primeira tag da comunidade de blogagem coletiva Entreblogs, sinta-se a vontade para participar :)
Quem é você fora do blog?
A mãe da Sara, de acordo com os colegas de turma dela. A Capitã Marvel, de acordo com a Sara. A irmã maluquinha, de acordo com o meu cunhado. Filha, melhor amiga, madrinha. Uma jovem senhora de 36 anos que aguenta 11h de festival com a filhota mas que também passaria facilmente meses isolada no meio do nada sem interações sociais presenciais. Alguém que vai assistir Um Dia Depois do Amanhã em dias frios e chuvosos, Jurassic Park incontáveis vezes, Esqueceram de Mim principalmente no fim de todo ano e sempre olhará desconfiada para telhados e milharais graças ao filme Sinais. Namorada, parceira, companheira, ajuntada há mais de uma década com o pivete que me fez sentir borboletas no estômago na sexta série, com direito a declarações no diário nos últimos anos do fundamental, pra uns 10 anos depois desse namorico ingênuo e juvenil a gente se reencontrar e eu descobrir que o pivete crescido ainda me fazia sentir borboletas no estômago. Novamente estudante, novata de algo, aspirante a programadora. Leitora de H. P. Lovecraft mas também de Ali Hazelwood. Amigável e ranzinza, faladora de palavrões, chorona nata. Mais um bocado de coisas que não cabem nesse post...
Qual é a história por trás do seu blog?
Eu queria um espaço virtual para compartilhar coisinhas e acontecimentos da minha vida, como eu fazia com meus diários, e fotografias, como eu fazia no meu fotolog e flickr. Um blog sempre pareceu abraçar bem essas duas coisas, além de ser um espaço completamente meu, sendo construído e alimentado conforme eu sentisse necessidade.
Só essa conta existe desde 2007. Com o passar dos anos, além do blog saciar esse desejo, descobri que me permitia e ainda permite criar conexões incríveis com pessoas de vários lugares. Me lembra muito a sensação de quando eu trocava cartas com estranhos e ao mesmo tempo a sensação é de ter amigos de longa data.
Como funciona seu processo criativo e escrita? Você tem algum ambiente criativo?
Ele flui conforme sinto a necessidade de escrevê-lo na minha cabeça. Posso estar almoçando, pensando na tentativa de invasão a casa vizinha nessa madrugada (e o fato de que só Sarinha conseguiu dormir essa noite) enquanto conto na minha cabeça, como quem conta uma história para alguém, alguma coisa coisa que eu queira deixar registrado nesse diário virtual. Essa história pode ser interrompida e incorporada com o pensamento de como posso ser tão genuinamente feliz comendo um prato de arroz, feijão e peixe que o Toni acabou de preparar. Costuma ser uma bagunça mental de coisas que quero falar enquanto outras coisas acontecem e me fazem pensar sobre elas também, simultaneamente.
As vezes é durante o trabalho, enquanto incluo pagamentos no banco e penso em algo que me chamou atenção no caminho, como aquela árvore florida que fez a vista do céu azul ficar ainda mais bonita. Sempre lembro do post sobre a caminhada colorida quando passo por lá e me recordo desse dia em específico.
Involuntariamente me pego refletindo sobre a vida muitas vezes ao dia, ponderando bons e não tão bons sentimentos. Virou hábito e essa reflexão sempre vira um post na minha cabeça, mesmo que nem sempre ele se mantenha inteiro a tempo de vir parar aqui. Talvez tanto tempo escrevendo em blogs crie esse fluxo de pensamentos dentro da gente. Estou sempre contando para mim mesma os acontecimentos do dia. As vezes, conto pra vocês também.
Para isso, para chegar nesse momento em que os pensamentos viram palavras escritas no blogger, eu preciso manter o fluxo de pensamentos, mesmo que não saia nada parecido do que contei na minha cabeça num primeiro momento.
Ter um escritório me ajuda nesse processo, o silêncio me ajuda a organizar os pensamentos. Se me filmassem nesse exato momento de construção de texto veriam que passo a maior parte do tempo com o olhar para o além (a direita a vista do pasto com vaquinhas que tanto gosto e a esquerda casinhas, um poste feio que tento ignorar olhando para as árvores e o céu azul), só voltando para a tela quando a continuidade da frase parece fazer sentido (parece, não necessariamente faz).
Sempre reescrevendo e reformulando até sentir que o pensamento deva virar escrita.
Só nesse meio tempo Sara derrubou todos os lápis de cor na escada, entrou no escritório reclamando não saber desenhar as guerreiras do quipopi e na sequência, enquanto pensava também nessas interrupções (porque elas também reformulam o caminho da história), Toni entrou para compartilhar as últimas atualizações do evento tentativas de assalto que rolaram nos últimos dias no bairro e nessa madrugada na casa ao lado. Na maioria das vezes esqueço porque exatamente comecei a escrever mas raramente me arrependo de ter começado. Eu até diria que nunca me arrependendo mas acho que a palavra aguenta o peso apenas de um nunca se sabe.
A resposta dessa pergunta da tag, por exemplo, começou a ser escrita minha cabeça enquanto eu pensava em assaltos e um prato delicioso de arroz, feijão e peixe. Pareceu mais do que certo começar por ele, esse processo criativo desordenado. Depois eu vejo aonde as outras perguntas da tag vão me levar.
Resposta dessa pergunta foi escrita começo de Abril.
Um fato aleatório que você considera intrigante.
Eu com a idade da Sara, aproximadamente, ter caído sozinha numa piscina sem saber nadar (a parte da queda eu lembro como se fosse hoje) e, sem acesso a escada, ter conseguido sair dela sozinha sem ir de arrasta afogada. Até hoje ninguém sabe como eu sai da água. Eu estava na casa da vizinha nesse dia e a dona da casa quando me achou já me viu fora da piscina.
Meio difícil ser atéia mesmo não sendo religiosa quando a única coisa que falei para os meus pais na época é que os anjos da guarda me salvaram. Doidera.
Indique um ou mais blogs e compartilhe o que mais gosta neles.
- notícias de casa — eu gosto muito das fotografias da maíra;
- histórico infame — adoro os posts semanais do igor e a energia fuçadeira dele sempre inventando coisas no layout do blog (tanta coisa legal escondida, sério, fucem!!1!1!!);
- arantchas — sou mais feliz lendo as abobrinhas da xis.
Se você pudesse recomendar apenas uma coisa, o que recomendaria?
Tenham blogs.
Você, dentro e fora do blog, é uma pessoa maravilhosa! Amei esse post <3
ResponderExcluirAdoro d+ acompanhar suas histórias e de sua família. Um abraço!
ResponderExcluirEu leio esses posts e sempre saio achando sua mente um negócio genial. Cada pedacinho de ti que eu vou lendo, vou te admirando mais. Mulher, você é foda demais!!!
ResponderExcluirGente, chocadíssima com o fato de você conhecer o excelentíssimo desde tão novinha (encantada com a foto na escola!!!!). Amei acompanhar esses posts tão pessoais. É como se eu estivesse abrindo um diário gostoso demais de se ler <3
ResponderExcluirBom domingo!
Amo acompanhar seus pensamentos por aqui e adorei conhecer um pouco mais desse processo de escrita <3
ResponderExcluirA Sarinha está certa em dizer que você é a Capitã Marvel pois apenas uma verdadeira heroína daria uma recomendação tão boa quanto a sua última resposta.
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