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9.2.24

A volta para casa


Primeiro dia do ano eu me senti animada demais. Não sei se efeito de uma boa noite de sono depois de sobreviver ao mês anterior, não sei se efeito dos laticínios consumidos na noite anterior (e ao fato de ter decidido continuar consumindo enquanto estivesse ali na Gamboa), não sei se efeito de todo começo de ano. Fui picada pelo mosquito da gratiluz, eu estava determinada a ter um dia bom. 


Passamos a manhã lagarteando no gramado da casa. Sara continuou determinada a comer todas as frutas disponíveis, claramente querendo tirar o atrasado dos dias que passou doente. O clima estava agradável, a cilada perfeita para cometer decisões irresponsáveis. Era quase meio dia e resolvemos mostrar a praia para meu primo e a Fê, sem filtro solar. Ah, é rapidinho.


Apesar do filtro da foto acima disfarçar o melasma que o outro filtro não disfarça, ele não estava preparado para o torrão que tomei nesse passeio rapidinho. Como podem observar a tal marquinha do biquini. Todo ano, não falho uma. Dia (1) aproveitado com sucesso, apesar do torrão, graças ao mosquito da gratiluz. 

Corta para o dia (2) seguinte, o primeiro dia do ano de trabalho e sendo ele trabalho remoto devido as férias da creche da Sara. 


Decidida a manter o espírito da alegria, acordei cedo para caminhar com o Hades e o Beto. Toda manhã, ali pelas 5h, Beto leva o cachorro para passear e de brinde presencia a maravilha do nascer do sol. Como o dia já amanheceu nublado não fomos agraciados com o espetáculo do nascer do sol mas a caminhada em si já foi revigorante demais. Ainda por cima acertamos o timing, chegamos na casa e começou a chover. 

É, dia praticamente todo de chuva. Todos cansados, eu tentando trabalhar, Sara cheia de energia querendo atenção. Disclaimer: todo primeiro dia de trabalho na semana é o dia mais intenso para mim por ser dia de pagamentos (trabalho no departamento financeiro). O espírito da gratiluz acabou antes mesmo da manhã terminar. Ficou evidente, nem Gamboa e nem Imbituba se comparam a trabalhar com a Sara na nossa casa. 

Toni e eu que preferimos madrugar a pegar trânsito, decidimos ali mesmo durante a exaustão da tarde de que voltaríamos para casa assim que meu expediente acabasse, cientes do trânsito que enfrentaríamos. Só nós dois sabemos o quanto isso foi indicador de que passamos longe do nosso limite. Enfim voltamos para casa. 


Dar valor quando perdemos, mesmo que por um curto espaço de tempo. 

Nosso chuveiro, nossa comida, nossa cama. Tudo parecia estupidamente delicioso conforme fomos vivendo a chegada no nosso cafofo. Nada como o nosso lar, é o que dizem. 

Fica mais uma vez a reflexão, depois de já tanto bater nessa tecla da exaustão que dezembro nos levou, da necessidade de respeitar nossos limites. 

Bendita a nossa casinha e o nosso caos organizado. 

2 comentários:

  1. Não se pode dizer que algumas metas não foram cumpridas, tipo acordar antes do nascer do Sol, passar mais tempo com a família, ver o mar e ser vítima da clássica "camaronização" de pegar Sol sem protetor hehehhee

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  2. ver o nascer do sol faz coisas com a gente

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