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9.2.24

Janeiro, 2024

JANEIRO, 2024 — Desisti de desistir do formato resumão do mês porque ele simplesmente parece funcionar comigo por aqui. Quando paro para rever os últimos registros feitos, inconscientemente ou por puro hábito, já vou resumindo aquele período na minha cabeça. Ah porque no mês de janeiro...

Assim que voltamos para casa — depois que quase todos os planetas se alinharam — e retomei a minha rotina de trabalho (mesmo que em partes devido ao home office), foi período de matar saudades. Só voltaria para o escritório na metade do mês e a saudade da minha colega de trabalho preferida estava insustentável.

Amo que a nossa amizade virou essa coisa doida em que, não basta a gente se ver de segunda a sexta, se deixar a gente se vê sábado e domingo também. Bom demais ter melhor amiga na vida adulta. 


Na duas primeiras semanas, ainda vivendo o trabalho remoto porque Sarinha estava de férias da creche, presenciei a filhota acordar preguiçosa depois de mim alguns dias e curtir a própria preguiça no sofá ao meu lado. Dessa vez, ela sabendo que eu precisava trabalhar e não podia fazer companhia no sofá assistindo desenho, a requisição foi de que eu deixasse a minha blusa do pijama com ela. 

Respondia o meu bom dia com:

— Mãe tira a blusa que eu quero ela.

Nos dois registros abaixo ela plena alisando com as mãozinhas a parte de cima do meu pijama já em seu domínio. Pelo menos assim foi fácil resistir a tentação de passar o dia inteiro de pijama. 


Assim como eu comecei a resgatar o meu hábito da leitura e enfim, de estar presente no blog, Toni também conseguiu resgatar o hábito de jogar vídeo game. O que resultou em muitas noites dormidas no sofá (vencido pelo cansaço toda vez que inventa de esticar as costas) e outras tendo que dormir na cama da Sara porque o lugar dele já estava ocupado. 

Quando penso na necessidade de nos mudarmos para algum lugar com pelo menos dois quartos, por diversas razões, também me pego pensando se realmente estou preparada para me despedir dessa grandíssima energia de cama compartilhada. 


Sabe quem também estava de férias? As minhas sobrinhas. O que significa pânico e desespero que a cada dois minutos precisávamos intermediar atrito entre a Sara e a Ana, a mais nova. Toni geralmente tomava frente da situação por estar de férias e portanto, mais tempo livre para cuidar das meninas, mas o fato de eu estar no mesmo cômodo tentando trabalhar no meio do caos provavelmente sugou alguns anos da minha vida. 

As portadoras do caos são Ana (2) e Sara (3), cancerianas intensas, discordavam de aparentemente cada movimento que davam enquanto a Maria (6), escorpiana gratiluz, curtia seus momentos de rabiscos e pinturas na mesma energia do meme THIS IS FINE. 


Acho que o retorno para casa me fez recarregar as energias de um jeito muito doido. Quando me dei conta estava fazendo bagunça na piscina com as meninas ou revirando a casa inteira porque no meio do café da manhã decidi que ia faxinar a casa. 


Finais de semana foram devidamente aproveitados. Senti nostalgia pura aproveitando compromissos para levar Sara para passear e almoçar no Méqui. 

Na semana que antecedia o fim das férias da creche, Toni precisou ir trabalhar presencialmente um dia. Não me recordo exatamente se foi a primeira vez que precisei ficar sozinha com ela em casa enquanto trabalhava. Estava um pouco nervosa com as possibilidades, confesso. Ironia da vida ou não, nesse dia a bonita estava absurdamente tranquila, exceto em alguns momentos que ficava triste demais por papai não estar ali conosco, e eu simplesmente consegui trabalhar sem sacrificar anos de vida em um dia. Se não tivesse registrado um breve momento desse dia — nós duas tranquilinhas almoçando e o pai claramente tranquilo por ver que eu não estava em situação de surto — acharia que tinha sido puro delírio da minha mente. Mas crianças são caixinhas de surpresa e nem todos os dias são caóticos, ainda bem.  


Finalizei o mês animada, inspirada. Registrei mais momentos do que de costume, até comecei a me aventurar a filmar alguns outfits pra ver se me arrisco mais na hora de me arrumar para ir trabalhar ao invés de apenas recorrer a blusões e legging — nada contra, gostosinho demais, porém já estava ficado cansada da minha cara de cansada. 

Os momentos de estudo deram certo, o que me tranquilizou demais. Engatei na leitura do primeiro livro de ACOTAR de um jeito que ainda não processei por completo. Provavelmente falarei disso aqui no blog pois estou em situação de surto-desespero-ansiedade com essa maravilhosidade de livro. Me diverti no primeiro Dia X¹ do ano, já na sede nova, e fui feliz comendo graças ao Lacday. Janeiro foi bom demais. 

¹ Dia X é um dia que tiramos, apesar do trabalho seguir normalmente, para abraçar um pouco mais a descontração. É escolhido um tema para cada mês — o de Janeiro foi verão — e nesse dia, além do próprio ambiente de trabalho ficar mais decorado para a ocasião, trabalhamos fantasiados. Nas nossas saídas para almoço provavelmente viramos pauta aleatória entre estranhos algumas vezes. É um dia que paramos de trabalhar mais cedo e finalizamos o expediente comemorando os aniversariantes do mês, papeando, comendo. Gostoso demais. 

2 comentários:

  1. Muito gostoso um mês de janeiro assim, que tem de tudo e que tudo é bom, positivo e um pouquinho desafiador :)

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