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23.1.26

Fiz panquecas e lembrei que fiquei devendo de trazer a receita pra cá. 

Sigo chocada com a durabilidade do pote de doce de leite. Meses aberto e nada de estragar (não consigo achar isso normal). Pouco se come doce nessa casa mas ainda muito se ganha, então coisas como ainda termos um ovo de páscoa lacrado acontecem.  

As vacas nem levantaram no pasto e saio de casa rumo ao ponto de ônibus. 

Tem muito pasto nos lados de cá e torço para as vacas não fugirem quando eu estiver na rua (traumas e histórias demais para arriscar novamente). Ainda assim espero sempre ver vacas no pasto. 

Chegou nosso sofá, terminei a leitura daqueles três livros que inventei de ler ao mesmo tempo. Provavelmente nunca mais faço isso. Amei todos. 

Tenho pensando com muita frequência no projeto de blogagem coletiva e quase que com a mesma frequência lembro do meme que saiu do filme Meninas Malvadas. 

Eu estava obcecada passava 80% do meu tempo falando sobre a Regina e nos outros 20% eu torcia pra que alguém falasse dela para que pudesse falar dela mais um pouco.

O projeto no lugar da Regina e minha cabeça pensando em temas, subprojetos, enquetes e a coisa toda. Isso também enquanto caminho rumo ao ponto de ônibus e lembro de olhar com calma as coisinhas ao meu redor porque o sol pega bonito mesmo com a árvore caída.  

Esqueço que o primeiro dia de aula no colégio novo provavelmente seria assustador e saio para trabalhar antes da criança acordar. 

A criança acorda, só vê o pai em casa e entra em pânico. Mesmo com o pai conversando, não é a mãe que está em casa para amparar, motivar, confortar. A gente até suspeita que tem peso no dia do outro mas não sabe o quanto até esse tipo de coisa acontecer. Ela não foi para o colégio novo no primeiro dia de colônia de férias. Demorou horas para sequer sair do quarto. 

A memória que eu tinha da experiência dela quando era um bebê conhecendo a creche cai por terra. Peço ao meu chefe para trabalhar de casa no dia seguinte com a esperança de ajudar a criança a ter coragem. 

Muita conversa e abraço. Nunca vi essa criança se arrumar tão rápido. Foi como se o dia anterior tivesse sigo um delírio coletivo, nunca aconteceu. 

A criança instituiu que o segundo dia é que na verdade seria seu primeiro dia, e foi sucesso. Voltou do colégio novo — e ai da gente se chamarmos de creche — toda animada.

— Gostei sim, é bem mais fácil de se comportar lá 🙃

 

— Desculpa Barbie, mas você sabe demais!

O post tomou outro rumo e esqueci de postar a receita, esqueci até que teve panqueca. Vai ficar para outro dia. 

21.1.26

Rolês improváveis entrando pra memória de acontecimentos dos lados de cá já nos primeiros dias do ano. Correndo o risco de soar maluca tal qual personagens literários reis-de-alguma-coisa enquanto decifram profecias de acordo com seus próprios interesses, vou arriscar dizer que isso é mais uma confirmação do universo de que 2026 vai ser incrível

Fomos parar em um chalé quase centenário de Imbituba, convidados para um churrasco. Cheguei a fuçar na internet para ver se achava mais informações mas não achei quase nada (ou só não soube como procurar), então vou confiar nas informações repassadas pelo nosso anfitrião nesse dia. 

Não bastando esse detalhe, que por si já foi interessantíssimo poder andar pelo espaço analisando a arquitetura da casa e história da época, nesse rolê descobri que não sou tão ignorante no inglês quanto eu pensava. Alguns dos convidados eram chineses, colegas de trabalho do nosso anfitrião, e como não falavam português a comunicação se dava toda em inglês. Eu particularmente me arrisquei apenas como ouvinte e fiquei surpresa ao não me sentir nem um pouco perdida nas conversas. Já o Toni não apenas conversou como jogou dominó com um deles. 

Comi muito queijo coalho (enquanto minha intolerância a lactose gritava eu sou uma piada pra você?) e Sara gastou muita energia correndo pelo terreno. O soninho de princesa no colo da mãe foi aproveitado com sucesso antes mesmo de chegar em casa.  

Voltamos para casa.

Fiz minha matrícula em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. 

Enfim assisti Jurassic World Rebirth, essa sendo uma experiência pavorosa (estou desolada).   

Pela primeira vez lendo três livros ao mesmo tempo, não sei se repetirei a dose. 

  • Brimstone, de Callie Hart
  • Slewfoot, de Broom
  • Duas Coroas Retorcidas, de Rachel Gillig

Livros que comecei mês passado, um mês não tão bom para as minhas leituras, e que finalizei poucos dias depois desses registros. Enfim engatando na leitura mas ainda preferindo ler um livro de cada vez.  

Eu tenho gostado tanto dos finais de semana em casa. A vontade de sair, que já era baixa, se tornando praticamente nula. Enquanto minhas aulas não começam, sinto que ainda consigo abraçar um outro ritmo e aproveitar melhor o tempo com calma sem que as vozes da minha cabeça fiquem cobrando produtividade. Acordar sem hora, me permitir cochiletas russas, ler sem precisar olhar quantos minutos tem no capítulo para decidir se ainda dá tempo. Aproveitando sem grandes expectativas enquanto a correria é reservada apenas para os dias úteis da semana. 

A tranquilidade do bairro? Basicamente escuto passarinhos, bezerros choramingando por suas mães foragidas e o bom dia de galos. Não tenho do que reclamar. 

✨✨✨

Acho que todo começo do ano, naquele espaço-tempo em que ainda acho que tenho tempo e as coisas em que eu me enfiei ainda não começaram a sugar toda a minha energia, eu caio no meu próprio evento canônico. Então lá vamos nós novamente com a esperança de que eu conseguirei compartilhar coisas mais próximas do momento em que aconteceram sem que os sentimentos e pensamentos se percam na memória de centavos. 

Os recaps mensais eram mais fáceis de manter porque eu sempre recorria a galeria do celular, mas até isso vai ficando superficial depois de um tempo considerando o que eu de fato vivo. Quanto mais tempo passa menos eu lembro e a balança daquele período fica tão rica quanto as minhas resenhas literárias: termino sem lembrar de muita coisa resumindo a história em muito bom ou viva mas a que custo

O primeiro obstáculo do evento: definir um nome pra o post, que negócio complicado. 

17.1.26

Esse post faz parte da seleção de temas do nosso grupo de blogagem coletiva WORK OF ART criado com o intuito de compartilhar nossas perspectivas sobre os mesmos assuntos. Se essa ideia também te anima e você quiser fazer parte, tenho uma página no blog explicando um pouco mais sobre o grupo.

Tema #009: RECAP 2025

Igor me fez lembrar que já postamos um recap do primeiro semestre de 2025, o que poupa vocês de encarar mais um post quilométrico. 

2025 foi um ano intenso pra mim, a balança de prioridades pendendo tempo demais no lugar errado, o que me custou sanidade e saúde. Naturalmente, num grito interno (menos pra quem me ouviu chorar as pitangas com muita frequência), me fez repensar muita coisa na minha vida. Principalmente sobre a divisão dessa balança. 

Porém, sendo alguém que já tomou decisões para 2026 e que já está colocando coisas em prática pra resolver isso, não vim aqui hoje para chorar as pitangas. Cá estou para relembrar coisinhas boas demais para serem esquecidas desse segundo semestre de 2025. 

Separei quatro registros pra ilustrar esse post 💖

Senti uma urgência em viver coisas e levar Sara pra viver coisas além de existir apenas dentro de casa e do escritório. Passeamos, dançamos, nos divertimos. Sinto que foi uma virada de chave importante tanto pra mim quanto pra ela. 

Não ser mais a mãe que só trabalha. 

Mudando o peso na balança das coisas realmente importantes.

Compramos uma casa e nos mudamos 💖

Algo que envolveu muita burocracia, organização, paciência, ansiedade e porra, muita euforia

E mesmo no curto período, considerando que nos mudamos no meio de dezembro, já nos proporcionou mudanças positivas significativas na nossa vida.  

Fizemos nossa segunda viagem juntos, dessa vez para Curitiba, e foi caoticamente incrível. Algo que me marcou não apenas pela viagem em si mas porque foi durante ela que nos descabelamos lendo e alterando contrato de compra e venda. 

Posso ter me estressado mais do que esperava mas que eu cansei o cara do jurídico eu cansei 💅🏻

Revivemos o Projeto WOA 💖 de blogagem coletiva. Algo que marcou bastante o segundo semestre do ano pra mim e que me fez muito bem. Aliás, ainda tem feito 🥹 Tem sido muito divertido e gratificante ver o grupo crescer e proporcionar tanta troca bacana. 

Agora temos até um clubinho do livro, acredita? SENSACIONAL ✨

Também no saldo 2025

  • 49 livros lidos (caso de segurança pública, realinhador de carima: 26.818 páginas lidas que garantiram que eu aguentasse o tranco não fosse presa em 2025)
  • 01 ida ao cinema com a sogrinha (filme: ainda estou aqui)
  • 11 horas seguidas num festival de música com a sara
  • metalcore, hard techno e trap metal no top 3 gêneros mais ouvidos
  • filmes e séries? tão pouco que nem lembro 🥲
  • 49 posts no blog (temos um número para o ano?)

Poderia ter relido meus recaps mensais para criar esse post mas nem cogitei. Pareceu certo resumir o segundo semestre dessa forma, assim como o primeiro semestre se resumiu muito bem no outro post. 

2025 foi caoticamente incrível. Não lembro a última vez que finalizei um ano exausta mas realmente esperançosa, com plano de mudança de rota nas mãos e uma sensação intensa de caralho, eu posso muito

11.1.26

tô com muita saudade de treinar, de sair da academia com as pernas bambas, de ver resultados no treino, de me sentir forte, de me ver forte. saudade até de reclamar de coisas da academia

saudade de ouvir a sara falar que quer ser forte como eu.

então enquanto não retomo a rotina de treinos aceito que perdi meu lugar temporariamente para o hulk. sim, temporariamente. 

***

me deu saudade de assistir o filme TANK GIRL dia desses. é um filme que marcou uma etapa da minha vida, quando eu era mais xovem & rebelde, e que me trás recordações engraçadas (por falta de termo melhor pra explicar) dessa época. 

sem grandes reflexões, mas sempre divertido relembrar. 

assisti no prime vídeo.

TANK GIRL (1995) se passa em um futuro distópico pós-apocalíptico onde uma megacorporação controla o abastecimento de água potável do mundo. a protagonista, tank girl, uma anti-heroína com um tanque de guerra, lidera um grupo de rebeldes para combater a corporação opressora e roubar sua água. a trama é baseada em uma história em quadrinhos britânica e combina ação, ficção científica e comédia, com um estilo visual punk e anárquico.

curiosidade: numa pesquisa rápida descobri que a personagem é tipo a "mãe" artística de gorillaz, criada pelo mesmo artista gráfico jamie hewlett. antes do jamie fundar o gorillaz ele ficou famoso nos anos 80 como co-criador da HQ TANK GIRL. 

***

queria fazer algum registro bonito dos banheiros da casa nova mas os acabamentos de registro que compramos não encaixaram. então o banheiro tá lá todo bonitinho porém com acabamentos de plástico de obra na cor laranja. ainda útil mas feio demais pra guardar na memória de qualquer um. 

***

amo a energia eufórica ansiosa que antecede o começo das aulas de algo novo. aquela ansiedade boa antes de bater de fato a ansiedade quando a ficha cair que tem um bocado de conteúdo para estudar (de algo que conheço muitíssimo pouco, veja bem) e provas para fazer. 

a gata quer virar programadora né, dê seus pulo.

***

peguei sara brincando de tocar bateria imaginária, mostrei uma foto minha para ela de quando eu tocava. ganhei tudo com a carinha dela de uau mamãe

perguntei se ela queria tocar bateria e ela disse que tinha vergonha de aprender na frente de todo mundo. falei que quando eu aprendi não era na frente de todo mundo também. 

set, 2009

🌿

esse é só mais um compilado aleatório de pequenos grandes acontecimentos e vozes da minha cabeça nesse querido espaço-tempo. relembrando a energia dos meus diários físicos de adolescente mas sem me dar o trabalho de colocar o cadeado.

10.1.26

Primeiro dia do ano parece um grande nada pra se viver na horizontal graças ao evento virada de ano, mesmo que você passe dentro de casa, principalmente se envolver vinho (mesmo que pouco) e for dormir de madrugada. 

Menos para a Sara que acordou recarregada para viver a viva muitíssimo difícil dela. Veja bem. 

Mas longe de mim reclamar da quase ressaca e baixa bateria social, passei a virada e o primeiro dia do ano do jeito que eu esperava. 

Acaba me restando muito pouco para reclamar quando posso jantar pizza dois dias seguidos. 

Ainda no meu tribunal de pequenas causas temos uma jovem (eu) que todo verão comete o mesmo erro: sol demais e retoque de filtro solar de menos no primeiro dia de praia do verão. 

Dois centavos de nuvens no ceuzão azul de Imbituba, água deliciosamente quente (algo raríssimo de acontecer por lá por ser mar aberto) e o foco da Sara todinho na avó, o que me permitiu ler das 10h às 14h debaixo do sol. 

Praia da Vila, Imbituba / SC.

O que poderia dar de errado? 

Eu ainda poderia falar que meudeus preciso melhorar mas foi um dia tão gostoso, que mesmo hoje ainda descascando e coçando as partes que queimaram em sei lá que grau, fico saudosa. Talvez por isso eu nunca aprenda, vai saber. 

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